Albertini-Janela Florida na Bretanha,Franca,1996

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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27.5.03
A MEDICINA DA FÉ DE PARACELSUS E A PSICONEUROIMUNOLOGIA DA CIÊNCIA
ATUAL.

Filomena Maria Perrella Balestieri
Profa. Dra. DFP/LTF - UFPB

“Que teu coração não tenha vaidade em razão de quanto conheces.
Busca conselho tanto junto ao ignorante quanto junto ao sábio,
Pois os limites da arte são inatingíveis.
E não existe artesão que tenha atingido a perfeição”
Ptah-Hotep – Egito Antigo

“O teu olho é a lucerna do teu corpo.
Se o teu olho for são todo o teu o corpo será luz.”
Jesus Cristo, Evangelho de São Mateus

Como o médico pode conhecer o homem,
no qual todo o céu e a terra estão presentes,
se não conhece o firmamento, os elementos e nem o mundo?
Paracelsus (1493-1541)

Ptah-Hotep, Jesus Cristo e Paracelsus chamam-nos a atenção para a
necessidade de sermos abertos ao conhecimento. O conhecimento que
floresce da observação e que da forma abstrata, inconsciente vai se
tornando concreto, consciente. O homem sempre esteve diante do grande
enigma do significado da Vida e da Morte. Às margens do Nilo, do Tigre
e do Eufrates, do Indo ou do Rio Amarelo na Antiguidade ou nas cidades
européias da Idade Média, homens e mulheres nos deixaram obras que
retratam a relação que estabeleciam entre a saúde e a fé. A história
nos mostra o longo caminho trilhado, desde o Egito Antigo até os
nossos dias, para que pudéssemos entender este comportamento dos
nossos antepassados frente às doenças. A fé em Deus ou deuses e o medo
dos demônios sempre esteve relacionado ao homem e às doenças. Hoje,
após mais de 5000 anos de história da civilização humana, podemos
entender cientificamente que a postura destes homens, muitas vezes
anônimos, tem um significado concreto.

Ao longo da história, associado a um saber prático que levou à ciência
de cada época, o homem sempre conviveu com a crença nos Deuses, nas
orações, nas ervas, nos curandeiros. Analisada à distância de tantos
séculos e à luz dos nossos conhecimentos, a relação da fé com a cura
das doenças, muitas vezes, nos parece ser proveniente do conhecimento
de algo que se manifestava de forma inconsciente. Conhecimento, muitas
vezes, de cunho mitológico, que estes homens e mulheres deixaram
impressos em papiros ou em belos monumentos talhados na pedra e que
hoje, comprovados com sofisticadas técnicas laboratoriais, são
retratados nos artigos de publicação científica. Da pura poesia de uma
emoção revelada em obras de arte monumentais, passamos hoje à
utilização prática e quase que definitivamente comprovada da
importância da fé e de várias emoções na cura ou no desencadeamento
das doenças. Poderíamos dizer que hoje, através da ciência, estamos
podendo comprovar a importância dos sentimentos que o homem sempre
expressou aos seus Deuses, externos ou internos. Infelizmente fomos e
continuamos, muitas vezes, a ser, como sociedade, homens e mulheres de
pouca fé porque muitos daqueles que lutaram sem provas científicas por
estes valores foram, e continuam sendo, exterminados de forma trágica.
Paracelsus apresenta-se como a principal figura neste cenário porque,
neste milênio, ele concentra na prática e na teoria, todo um amplo
conhecimento sobre os fatores que podem interferir na saúde,
inclusive, a fé. Através de seu gênio irreverente e questionador, ele
expressou, de forma complexa a nossos olhos contemporâneos, a síntese
do conhecimento médico adquirido pelos nossos antepassados da
Antiguidade e da Idade Média.


A primeira imagem no Egito.

A primeira imagem preservada no tempo, que nos revela esta relação
entre o homem e a fé para a cura de seus males, é vista num monumento
do período entre a 18a e a 20a dinastia (entre 1567 e 1085 a.C.). Um
porteiro de nome Ruma se dirige à deusa Istar (originariamente síria,
mas venerada também no Egito) para obter a cura de uma enfermidade que
o deixou todo deformado (provavelmente poliomielite). A crença não era
só a de que os deuses curavam as doenças como também as causava, e
estas eram afastadas através de exorcismos e da utilização de
excrementos. A deusa Sakhmet, representada por uma leoa, era uma das
principais responsáveis pelas doenças e mortes.

As doenças além de serem causadas por deuses maldosos também podiam
ocorrer pelo abandono do Deus protetor, como fica evidente na carta de
um pintor cego da época de Ramsés II, dirigida a seu filho: “... Não
me deixe. Vivo desesperado... Vivo na escuridão. O deus Amon me
deixou. Traga-me mel e gordura para os meus olhos... e a legítima
maquilagem dos olhos, logo que for possível. ...”. Associada ao culto
dos Deuses, a medicina egípcia também se desenvolveu tecnicamente. No
papiro de Smith, um manual de cirurgia do período de 2500-2000 a.C.,
estão descritas inúmeras enfermidades, em associação com os seus
respectivos diagnósticos, prognósticos e prescrições terapêuticas. No
papiro de Ebers, foram decifrados os nomes de espécies vegetais
(associados com a forma de preparação dos remédios) que ainda hoje são
usadas no tratamento de várias enfermidades: zimbro, romã, linhaça,
erva-doce, folhas do sene, rícino, alho, papoula dentre outras. Além
das plantas, os egípcios também utilizavam minerais tais como o cobre,
o alabastro, o magnésio, o salitre e até o antimônio. Atualmente,
alguns destes minerais têm sido utilizados na oligoterapia.
Acreditava-se que os gregos haviam sido os primeiros a criar templos
de cura, no entanto, através dos papiros descobriu-se que os egípcios
levavam as pessoas para templos, onde por meio de rituais e
sonoterapia, os médicos-sacerdotes e os deuses específicos para cada
um dos males participavam no tratamento destes pacientes. Os doentes
eram transportados em estado de transe e de sono artificial pelo
consumo de ópio e pensavam poder entrar em contato com o deus curador,
sentindo-se curados de fato, ou pelo menos, por sugestão.

Na Babilônia.

Na Mesopotâmia existiam também duas medicinas, que sobreviveram
paralelamente durante toda a história do país: a dos médicos e a dos
magos. Para os habitantes desta região, as doenças eram manifestações
do sofrimento, oriundas de tudo o que impede que se estabeleça um
estado de felicidade. Os causadores do “mal de sofrimento” eram os
demônios que eram exocirzados, através de rituais solenes, pelo
esconjurador (dos males) ou pelo purificador (das máculas responsáveis
pelas doenças). Quando o tratamento era infrutífero apelava-se para a
outra forma de medicina e na prática elas se complementavam. Muitas
vezes, em caso de doença em pessoas da nobreza, tanto um médico
tradicional quanto um exorcista tratavam simultaneamente o paciente,
cada um com os seus métodos. Esta interação entre tratamentos
convencionais pelos médicos e o exorcismo levou à inserção de
características racionais na técnica de exorcismo e aspectos
ritualísticos na medicina tradicional. Segundo alguns historiadores,
enquanto a medicina empírica da época fornecia os medicamentos, os
cuidados a serem tomados e o prognóstico, a medicina exorcista era a
única capaz de tranquilizar completamente o espírito, porque exlicava
a causa da enfermidade: ou seja, a vontade castigadora dos Deuses.

Na Índia, na China, no México e Peru.

Na Índia, as enfermidades também estavam associadas aos deuses: “Ó,
deus dos Fogos, sinta conosco e poupe-nos, Takman. Eu reverencio o
frígido Takman e o cálido que confunde a mente, que está ardendo.
Reverenciado seja Takman que retorna amanhã, que vem dois dias
seguidos e no terceiro dia....”. Takman era considerado o deus da
febre e pela descrição do tipo de febre que aparece de dois em dois
dias, percebe-se a ocorrência da malária já nesta época. Os deuses
castigavam os pecadores enviando enfermidades ou permitindo a ação dos
demônios. O Deus Rudra, das tempestades, castigava causando fortes
dores que eram como flechas atiradas e que penetravam na carne de suas
vítimas. Para aliviar estes males, os sacerdotes receitavam orações
implorando o auxílio dos deuses, bem como sacrifícios e fórmulas
mágicas contra os demônios das doenças. Assim como no Egito e
Mesopotâmia, associada à prática ritualística, existia uma medicina
mais racional. No Rigveda, existem registradas as principais plantas
medicinais que eram utilizadas e uma série de procedimentos
cirúrgicos. Uma das principais heranças desta medicina indiana foi a
prática da ioga, com o desenvolvimento da capacidade de anular as
sensações de dor, de influenciar os batimentos cardíacos e regular a
sensibilidade corporal.

Na China, através das descrições encontradas em ossos para a consulta
dos oráculos e para pedir conselhos aos deuses, sabe-se que aí também
acreditava-se que as doenças eram causadas pelos deuses e demônios.
Foram encontradas, da era dos Chous, figuras de xamãs, homens dotados
de poderes secretos, que por meio de exorcismos e magia atuavam contra
males humanos. Para a maioria dos chineses, o exorcismo e a magia eram
os únicos remédios para os seus males.

A relação do homem das Américas com as doenças foi preservada através
de relatos de alguns médicos espanhóis logo após a conquista do
México. A deusa do milho dos astecas, Chicomecóatl, era colocada no
ponto central do Olimpo dos deuses, no qual os sacerdotes e os médicos
astecas buscavam, ou enxergavam, as causas e a cura de muitas doenças.
Os astecas também imaginavam que as transgressões contra os poderes
celestiais eram as causas de infortúnio e doença. Associada à crença
em deuses, assim como no Egito Antigo, os astecas empregavam uma série
de plantas medicinais e os médicos eram especializados em determinados
tipos de doenças.

Na Grécia e Roma.

Na Grécia, desenvolveu-se uma linha de pensamento a partir do século
VI a.C. que, afastando-se das práticas mágicas dos adivinhos e das
receitas empíricas dos curandeiros, tentou desvendar as causas dos
fenômenos que levariam ao desequilíbrio do corpo. Uma das maiores
figuras deste período foi Hipócrates (c. 460 – 377 a.C.). O texto que
se segue, extraído dos tratados do Corpus Hippocraticum, revela esta
linha de pensamento que deu origem à medicina moderna: “O que me
parece melhor num médico é ser hábil a prever. Penetrando e expondo
antecipadamente, junto dos doentes, o presente, o passado e o futuro
das suas doenças, explicando o que eles omitem, ganhará a sua
confiança [...]. Tratará também tanto melhor as doenças quanto melhor
souber, face à situação presente, prever o estado futuro. [...], e ao
mesmo tempo discernir se existe algo de divino nas doenças, porque é
esse também um prognóstico a fazer”.

Hipócrates quis romper com as práticas da época que estavam associadas
à magia, na tentativa de elaborar regras novas nascidas do
racionalismo, que caracterizava o pensamento e a ciência grega. Apesar
desta sua preocupação, Hipócrates ensinava seus alunos a observar as
circunstâncias da vida e os estados emocionais dos pacientes. Seu pai,
inclusive, pertencia à corporação dos asclepíades, cujos sacerdotes
estavam ligados ao culto do deus médico Asclépio, que promovia a cura
das enfermidades.

Aristóteles (384-322 a.C.) identificava os locais específicos de onde
eram emanadas as emoções e referia-se às “moléstias da alma” como
“idéias expressas através da matéria”. As evidências
de que a consciência da doença poderia alterar o seu curso, já aparece
num dos tratados da época helenística: “Não deixar de modo algum
perceber o que acontecerá nem o que o ameaça, porque mais de um doente
ficou em muito mau estado por isso.”

Galeno (130 d.C.), apesar de ser grego, era médico em Roma e advogava
a arte da Medicina, ou seja, a necessidade da sensibilidade e bom
senso no tratamento dos pacientes. Ele enfatizava o papel do enfermo
na sua recuperação, valorizando a visão do paciente sobre a sua
enfermidade e a sua escolha terapêutica. Galeno observava que existia
uma relação entre a melancolia e a malignidade e classificava as
“Paixões” como causa não natural e importante fator no tratamento.

Na Idade Média

Entre os séculos VIII e XI da era cristã, desenvolveu-se na Europa um
intercâmbio cultural e científico entre o Oriente árabe e o Ocidente
cristão e assim foram conhecidas as grandes figuras da medicina árabe,
dentre eles Avicena (980-1037), ao qual se deve o Cânone da Medicina.
Esta enorme compilação dominou o estudo da medicina durante séculos no
Oriente e no Ocidente e tinha raízes nos fundamentos hipocráticos e
galênicos. Estes fundamentos são extremamente práticos, dando atenção
às causas físicas externas e internas desencadeadoras das doenças, os
seus sintomas, a terapêutica incluindo a prática cirúrgica.
Durante a Idade Média, assim como na Antiguidade, o lado prático
conviveu com o lado espiritual. No século XII, a lepra era considerada
o estigma da impureza dos homens. Nesta época, a tradição cristã chama
a atenção da dupla imagem do leproso através das lendas de Constantino
e de S.Julião Hospitaleiro. Constantino teria ficado leproso após ter
perseguido os cristãos e a saúde teria sido recuperada após o seu
batismo, graças aos conselhos dados por São Pedro numa aparição.
S.Julião recolheu no seu leito um leproso no qual reconheceu o Cristo.
A medicina grega legou à Europa medieval remédios contra a lepra à
base de serpentes. Inicialmente a poção mágica destinada a dar ao
doente a possibilidade de mudar de pele, como a serpente, passou, nos
séculos XIII e XIV, a ser considerada feitiçaria, uma conivência
diabólica com a Serpente...

Nos hospitais medievais, as mulheres, geralmente religiosas, eram as
principais responsáveis pela assistência completa ao paciente,
acompanhadas por médicos, cirurgiões, parteiros e padres. Esta
associação sempre verificada na história, se deve ao fato de se
acreditar que a doença, os acidentes ou anormalidades na vida do homem
seriam consequências não só da desregulação do corpo como da alma
também. Em certas doenças, o lado espiritual era o mais dominante. O
exemplo mais claro disso era a doença conhecida como “fogo de Santo
Antônio” ou “fogo sagrado”, doença causada pela ingestão do fungo do
centeio. O tratamento consistia na ingestão do saint-vinage, obtido
pela maceração com vinho, das relíquias de Santo Antônio. Um médico
importante nesta época, em relação à ênfase que dava às emoções, foi
Moisés Maimônides (1135-1204). Filósofo e médico judeu, preconizava a
moderação no uso de técnicas drásticas, tais como a cirurgia.
Enfatizava a importância dos exercícios físicos apropriados, da
nutrição, do descanso e do clima. Ele explorava as manifestações
físicas das emoções, cuja importância era minimizada por sua
recomendação de que o tipo ideal de exercício físico era aquele que
inunda a alma de felicidade, emoção que acreditava completaria, por si
mesma, o processo de cura.

Paracelsus

Indignado com o conservadorismo dos médicos, surgiu a figura de
Phillipus Theophrastus Bombastus von Hohenheim (1493–1541), que se
auto-denominou Paracelsus, ou seja, melhor que Celsus (Aulus Cornelius
Celsus - médico romano do século I d.C.), autor de De Medicina, a
bíblia de todos os médicos da época. Polêmico e questionador,
Paracelsus legou-nos um discurso com o qual acolheu alguns estudantes,
na Basiléia, em 1527 e que revela a sua postura frente à preocupação
com a prática da observação reduzindo a crença cega nos livros: “[...]
Quem não sabe que muitos doutores de hoje malogram porque mantem
servilmente os preceitos de Avicena, Galeno e Hipócrates? ... Isso
pode conferir títulos esplêndidos, mas não faz um verdadeiro médico.
Um médico não precisa da eloquência ou conhecimento de linguagem ou de
livros... e sim de conhecimento profundo da natureza e suas obras.....
[...] explicarei os manuais que escrevi sobre cirurgia e patologia,
todos os dias, durante duas horas, como introdução a meus métodos de
cura. Não os compilei de excertos de Hipócrates ou Galeno. Criei-os de
forma nova, em labuta incessante, sobre os fundamentos da experiência,
a mestra suprema de todas as coisas. Quando quero provar algo, não o
faço citando autoridades e sim experimentando e raciocinando.”

Paracelsus, hábil alquimista, salientou as possibilidades curativas
das matérias inorgânicas e introduziu na farmacopéia da época, que
consistia de produtos vegetais e animais, o mercúrio, o chumbo, o
enxofre, o ferro, o arsênico, o sulfato de cobre e potássio. Como
vimos um conhecimento que remonta o Egito Antigo. A compreensão de
Paracelsus sobre as formas de tratamento eram mais amplas do que as
prescritas pela época e como que por milagre conseguia a cura de
enfermidades incuráveis para a época: “É conveniente que saiba
previamente, amigo leitor, que todas as enfermidades tem
universalmente cinco tipos de tratamentos diferentes e fundamentais.
... Cada uma delas é capaz, por si mesma, de formar um meio
terapêutico completo para a cura de todas as enfermidades nas mãos de
um médico hábil, competente e esperto, que deverá escolher a melhor
para cada caso. Dessa maneira será possível curar qualquer acidente,
sofrimento ou doença, tanto numa como em outra medicina. Assim sendo,
será bom que cada médico se esforce num estudo cotidiano e constante
para alcançar a máxima ciência e experiência em qualquer um dos cinco
métodos, sem esquecer que tem tanta ou maior importância o
conhecimento da alma do paciente do que do seu corpo”. [...] “Passemos
agora ao estudo das cinco origens, faculdades médicas ou modos de
curar:

1. medicina natural: concebe e trata as enfermidades como ensina a
vida, a natureza das plantas, e conforme o que convém a cada caso por
seus símbolos ou concordâncias. Assim curará o frio pelo calor, a
umidade pela secreção, a superabundância pelo jejum e o repouso, e a
inanição pelo aumento das comidas. A natureza destas afecções ensina
que as mesmas devem ser tratadas pela aplicação de ações contrárias.
Avicena, Galeno e Rosis foram alguns dos defensores e comentaristas
desta teoria.

2. Medicina específica: os que defendem e pertencem a este grupo
tratam as doenças pela forma específica ou entidade específica. ... Os
médicos deste grupo curam as enfermidades pelas forças específicas dos
medicamentos correspondentes. ... Finalmente, também entre os
naturalistas, aqueles que fazem uso e receitam purgantes, já que estes
impõem forças estranhas que derivam do específico, completamente fora
do natural, saindo de um grupo para outro.

3. Medicina caracterológica ou cabalística: aqueles que a exercem
curam as doenças, pelo influxo de certos signos dotados de um estranho
poder, capazes de fazer correr aqueles que se manda, e dar-lhes ou
tirar-lhes determinados influxos ou malefícios. Isto também pode ser
feito através da palavra, sendo em conjunto um método eminentemente
subjetivo. Os mestres e autores mais destacados desse grupo foram:
Alberto, o grande, os astrólogos, os filósofos e todos aqueles dotados
do poder de feitiçaria.

4. Medicina dos espíritos: seus médicos cuidam e curam as enfermidades
mediante filtros e infusões que coagulam o espírito de determinadas
ervas e raízes, cuja própria substância foi anteriormente responsável
pela doença (similia similibus curantur). Acontece a mesma coisa
quando um juiz, tendo condenado um réu, se transforma posteriormente
na sua única salvação, já que só através de seu poder e de suas
palavras poderá obter novamente a liberdade. Os enfermos que padecem
dessas doenças podem se curar graças ao espírito dessas ervas,
conforme está escrito nos livros desta seita e da qual fizeram parte
grande quantidade de médicos famosos como Hipócrates e todos de sua
escola.

5. Medicina da Fé: aqui a fé é usada como arma de luta e de vitória
contra as doenças. Fé do doente em si mesmo, no médico, na disposição
favorável dos deuses e na piedade de Jesus Cristo. Acreditar na
verdade é causa suficiente para muitas curas. Neste assunto temos a
vida de Cristo e de seus discípulos como melhor exemplo. Paracelsus
considerava que existem cinco entidades, ou seja, causas ou coisas que
têm o poder de dirigir e regular o corpo. “... todos os males provêm
de cinco entidades ou princípios diferentes e não de uma só entidade
como costumam sustentar sem nenhum fundamento e completamente
errados.” Estas cinco entidades seriam: a entidade astral (mediada
pelos astros), a dos venenos, a natural, a dos espíritos e a de Deus.
Sobre a entidade de Deus, Paracelsus comenta: “A Quinta entidade que
pode nos afetar, não obstante as quatro nos sejam favoráveis e esta
esteja acima delas, é a entidade de Deus. Uma entidade que devemos
considerar com a maior atenção e antes de todas as outras, porque nela
está a razão de todas as enfermidades”. Paracelsus se refere ao
princípio que regula toda a vida e ao qual dá o nome de princípio M e
que deveria ser o principal fator a ser considerado pelo médico. “Este
“princípio” que faz viver o firmamento, que conserva e acalenta o ar e
sem o qual se dissolveria a atmosfera e morreriam os astros chamamos
de M. Com efeito, nada existe de mais importante e mais digno para ser
levado em consideração pelo médico. ...”. Acreditando na importância
do conhecimento destes fatores Paracelsus critica os médicos que
tentam reduzir todos os males ao desequilíbrio de uma única entidade.
“Dividir e falar de acordo com esta divisão, especializando-se segundo
o que cada um tenha aprendido, é perfeitamente lícito para esses
médicos incompletos e imperfeitos. O entista quiromântico baseia seus
princípios e suas teses no estudo do espírito. O fisiomântico o faz
segundo a natureza do homem. O teólogo o considera segundo o impulso
de Deus e o astrônomo pelas emanações dos astros. Eu digo que,
considerando-se isoladamente, todos eles são uns farsantes e que
somente são justos e verdadeiros quando reunidos num só. Quisemos com
tudo isso alertá-los para essa cômica ignorância que pretende conhecer
as cinco entidades através de uma só.”

Paracelsus fala sobre o espírito:

“O espírito é aquilo que geramos em nossas sensações e meditações, sem
matéria dentro do corpo vivo, sendo também diferente da alma que nasce
em nós no momento de morrer”.

“...O espírito pode sofrer, tolerar e suportar por si mesmo as mesmas
doenças que o corpo. Esta é a razão pela qual foi denominado entidade
espiritual.”

“... Os espíritos podem inflingir enfermidades aos corpos por dois
caminhos ou mecanismos diferentes. Um deles acontece quando dois
espíritos lutam e se ferem reciprocamente sem a vontade ou o
conhecimento dos homens, estimulados por sua inimizade mútua ou
influência de outras doenças. E isto deve ser levado a sério pelos
médicos. O outro mecanismo acontece quando, como consequência de
nossos pensamentos e meditações obrigamos a nossa vontade a consentir,
desejar e querer um transtorno ou uma pena qualquer para outro
indivíduo. Neste caso, essa vontade fixa, firme e intensa é que é a
“mãe”geradora do espírito."

Soprado pela Bruxa...1:38 da tarde
Deuses e Deusas do Panteão Brasileiro


AMANA-MANHA - Deusa-Mãe da Chuva e protetora das nascentes. Tem a forma de
uma rã e pode-se ouvi-la cantar quando chove. Mora na cabeceira do Rio Negro

AMAO - Espírito do Rio Negro. Ensinou os indígenas Camanaos o processo de
fazer beiju, farinha de mandioca, farinha de tapioca e várias outras coisas.

TXUNÔ - Deusa Caxinauá (Acre) com forma de andorinha. Leva os mortos para
junto de seus antepassados.
ANGOERA - Espírito dos Pampas (RS). Tem a forma de uma língua de fogo e
vagueia pelos pampas protegendo a vida slvestre.
ANHANGA - Deus da Caça no campo; protege os animais terrestres contra os
caçadores que querem abusar da caça, matando desnecessariamente. Pode
assumir formas diversas e, por isso, também tem vários nomes: Mira-nhanga =
espírito de humano; tatu-anhanga = espírito de tatú; suaçu-anhanga =
espírito de veado; tapira-anhanga = espírito de boi. Segundo os mitos tupis,
a visão de um anhanga é prenúncio de alguma desgraça para os caçadores; no
mínimo, um aviso de que estão exagerando e devem sair da mata. Também
protege as plantas, das quais os animais dependem.
ARAÇI - Deusa-Mãe do dia. Tem a forma de uma cigarra. Também chamada de
Aramanha ou Daridari.
ARU - Filho de Amana-Manha, também tem a forma de um sapo, que vive em
clareiras do mato e em roçados. Em noites de chuva, Aru transforma-se em um
rapaz e, pegando uma canoa, vai buscar sua Mãe na cabeceira do Rio Negro
para visitar as roças e fazer com que elas prosperem.
BIATATÁ - Deusa do Mar, com forma de uma cobra-de-fogo, aparece sobre a água
apenas de noite.
BOITATÁ - Deusa das águas doces, na forma de uma cobra-de-fogo. Vive nas
praias de mar e de rio. Protege os campos contra incêndios. Às vezes se
transforma num madeiro grosso em brasa (chamado méuan) para atacar aqueles
que põem fogo nos campos inutilmente.
BOIÚNA - Deus das Matas (AM), com a forma de uma grande cobra preta, de
olhos luminosos. Às vezes assumem a forma de um vapor para vagar sobre as
águas dos rios, lagos e igarapés.
CAAMANHA - Deusa-Mãe da Mata. Protetora dos vegetais e animais. Coloca
gravetos envenenados na cama ou rede dos lenhadores para que fiquem
entorpecidos e sejam comidos pelos animais.
CAAPORA - Espírito da Floresta, também chamado de Caipora ou Curupira. Tem
os pés virados para trás para que ninguém possa seguir seu rastro. Mora em
troncos de velhas árvores. Protetor da mata e dos animais. Tem cabelos
arrepiados e verdes, olhos em brasa e, às vezes, cavalga um caititu
(porco-do-mato) agitando um galho de japecanga. Tem o poder de ressuscitar
os animais mortos sem sua permissão, apavorando os caçadores.
CAPELOBO - Animal fantástico, com corpo humano, focinho de anta ou de
tamanduá e pé em forma de um fundo de garrafa.. Sai à noite para rondar os
acampamentos e barracões, com gritos.
CARUANAS - Espíritos das Águas, protetores da saúde dos que o invocam.
CARUARA - Duende amazônico, com forma de bicho-de-pau. Protege seus
invocadores contra feitiços, mau-olhado, quebranto e reumatismo... mas
também pode causar tudo isso, se aborrecido.
CAVALO DO RIO - Protetor do Rio São Francisco, persegue os pescadores
predatórios, afundando suas barcas. Quando anda pelas margens do rio,
ninguém o vê mas ouvem seus passos. Em noite de Lua Cheia, reflete sua luz,
tornando sua silueta mais visível (porém, só na forma de um vulto).
CEUCI - Deusa-Mãe das Estrelas, mãe virgem de Jurupari.
CHIBAMBA - Espírito das Bananeiras (ES), ronca como um porco e gosta de
dançar.
COARACI - Deus-Sol (Tupi, Nheengatu e Guarani), criador de todos os viventes
e deuses. É casado com Jaci, sua irmã, a Deusa-Lua.
COROACANGA - Espírito das Palmeiras. Tem a forma de uma bola de fogo azul
faiscante.
GANHAMBORA - Espírito das Matas, também conhecido como Pai-do-Mato, com
aparência semelhante ao Pã grego. É grande e peludo, com uma barbicha preta,
andando sempre acompanhado por um bando de queixadas. Normalmente está
enlameado. Sua urina é azul.
GUAJARA - duende dos manguezais (CE). Imita vozes de animais, ruídos de
caçador, pescador, colhedor de mel de abelhas, fingindo cortar árvores; às
vezes assume a forma de um pato para poder entrar nas casas e fazer suas
brincadeiras.
GUNOCÔ - Espírito Guardião das Florestas. Se torna visível uma vez por ano,
num bambuzal.
IARA - Senhora das Águas Doces.
IPUPIARA - Deusa das Águas e das Fontes, inimiga dos pescadores,
mariscadores e lavadeiras.
JACI - Deusa-Lua, irmã-esposa do Sol. Protetora da vida vegetal, é mãe de
todos os frutos. Tem duas formas: Iaci Omunhã (Lua Nova) e Iaci Icaua (Lua
Cheia).
JURUPARI - Senhor das Leis, é filho virginal de Ceuci. Não podia ser visto
por nenhuma mulher; aquela que o visse, morria.
KERPIMANHA - Deusa-Anciã, Senhora dos Sonhos, que desce do céu, pelo caminho
do Arco-Íris (durante o dia) ou pelos raios das estrelas (durante a noite) e
entra no coração das pessoas enquanto dormem e só sai de lá depois que elas
acordam. Assim, quando uma pessoa acorda, encontra em seu coração o recado
de Tupana, que a Velha deixou.
KILAINO - Duende dos bacaeris, variante do Caipora.
MANI - Espírito da Mandioca. Às vezes assume a forma de uma menina e passeia
pelas plantações. O termo mandioca significa Casa (oca) de Mani (man).
MAPINGUARI - Gênio em forma de homem, mas todo cabeludo. Seus grandes pêlos
o tornam invulnerável à bala, exceto na região do umbigo.
MARAJIGOANA - Espírito da Morte, aparece à pessoa anunciando sua morte.
MBAECÁIA - Espírito dos Caminhos, guia os viajantes que levam boas notícias.
Também conhecido como Macaxera.
MBOIA-AÇU - Espírito do Rio Solimões (AM), tem a forma de uma cobra gigante
com olhos de fogo.
MBUÁ - Deus da Caça, protetor dos filhotes e das fêmeas. Antes de começar
uma caçada, deve-se oferecer um beiju para Mbuá em troca do animal.
MOTUCU - Espírito da Floresta, variante do Curupira.
NIBETAD - Herói mitológico que vive nas Plêiades. Um dia desceu e casou-se
com uma mulher da tribo dos Cadiuéu; dessa união nasceram dois filhos:
Gawé-txéheg e Nõmileka, grandes pajés.
PORONOMINARE - Herói mitológico da Bacia do Rio Negro. O primeiro humano
criado, fundador das civilizações.
RUDÁ - Deus do Amor (Tupi), encarregado de promover a reprodução de todos os
seres vivos. Tem a aparência de um guerreiro e vive nas nuvens, com duas
ajudantes: Cairé (a Lua Cheia) e Catiti (a Lua Nova). Essas duas tinham a
missão de despertar saudades nos amantes ausentes.
TATÁ-MANHA - Deusa do Fogo
TUPÃ - Também chamado de TUPANA, é o Deus dos Raios e Trovões, mas às vezes
também é conhecido como Mãe do Trovão.
UAUIARÁ - Deus das Águas (AM), protetor dos peixes. Tem a forma de um boto e
às vezes, se transforma num lindo rapaz, no início das noites de Lua Cheia,
para seduzir as moças ribeirinhas. Tem que voltar para a água antes do
nascer do sol. Também pode assumir a forma de uma bela mulher, com os
cabelos até os joelhos, para atrair os rapazes. Às vezes assume a forma de
um cão robusto. Seu nome significa "o que chega de repente".
URUTAU - Deusa-Lua, às vezes assume a forma de uma ave noturna, cujo canto
melancólico e estranho, lembra uma gargalhada de dor.
XUNDARAUA - Espírito protetor do Peixe-Boi. Mata aqueles que pescam mais de
um peixe-boi.

ALAMOA - duende feminino da Ilha de Fernando de Noronha. Mora no Pico
(elevação rochosa quase inacessível) e vaga pelas suas redondezas,
observando tudo que acontece na ilha. Segundo o mito, às sextas-feiras a
pedra do Pico se fende e ela aparece na forma de uma forte luz ou um
fogo-fátuo. Protetora da vida silvestre, ela aparece para os pescadores
exagerados e os caçadores por esporte na forma de uma mulher linda e nua,
mas quando eles se aproximam, transforma-se em um esqueleto,
enlouquecendo-os.

É de crença popular brasileira, mas vindo de origens euro-africanas.

Soprado pela Bruxa...1:08 da tarde
21.5.03
Ajustes de atitude. para "Nouveau Witch"

Texto de Lynna Landstreet.

Durante meus 13 anos na Arte, e particularmente nos últimos dois
anos em que comecei a aceitar aprendizes, notei um certo número de
peculiaridades entre muitos dos membros mais jovens e recém-entrados
na comunidade Pagã. Peculiaridades que vão de mais ou menos
irritantes a tremendamente nojentas. Muitos desses problemas caem na
categoria de Atitude com A maiúsculo.

Antes de avançar, devo dizer que tenho certeza de ter sido culpada
das mesmas coisas em meus primeiros anos na Arte. Encaremos o fato,
nós todos fomos. Aliás, aqueles de nós que classificam as atitudes
atuais como "nouveau witch" - emperequetar-se todo em preto e com
cristais, ankas e pentagramas pendurados em todas as partes
concebíveis do corpo; insistir em informar a todos, do motorista de
táxi à garçonete da birosca que é um bruxo; ou demonstrar seus recém-
descobertos Grandes Poderes Psíquicos traçando pentagramas de
invocação para convocar um ônibus atrasado ou ficar analisando em
voz muito alta a aura dos outros na rua - costumavam ser os piores
quando éramos jovens. Não estou dizendo que todo wiccaniano
experiente seja necessariamente um perfeito anjo (desculpem a
metáfora judaico-cristã). Ainda que muitos de nós superem esses
hábitos tediosos com o tempo, ocasionalmente um ou mais deles
permanecem. E, acreditem-me, é muito mais fácil livrar-se deles
quando se é novo do que lidar com eles depois que se tornam hábitos
estabelecidos.

Bem, tendo isso em mente, ofereço os seguintes Exercícios de
Reconhecimento e Ajuste de Atitude:


Atitude #1:
"Olhe para mim, sou uma Bruxa!"

Reconhecimento:
Se você está lendo no Metrô um livro sobre a Arte, faz questão de
segurá-lo de forma a que TODOS possam ver o título? Quantos adereços
você usa normalmente são específica e obviamente ligados ao
ocultismo? Você se pilha falando ininterruptamente sobre a Arte,
especialmente na presença de não-pagãos? TODAS as pessoas que você
conhece sabem que você é wiccaniano? Ficam sabendo cinco minutos
após te conhecerem?

Ajuste:
Não estou dizendo para voltarmos para o "armário de vassouras", mas
pense em como se sentiria se trabalhasse com um Cristão renascido
(N.doL. corrente evangélica neopentecostal à qual pertence, por
exemplo, George W. Bush) que não conseguisse parar de falar em
Jesus. Ficaria entediado rapidamente, não? Falar ininterruptamente
sobre a Arte para não-pagãos provavelmente vai apenas encher a
paciência deles, além de dar a impressão que somos todos fanáticos
religiosos obsessivos.

Primeiro, esteja ciente do problema. Cada vez que se perceber
falando da Arte em meios não-pagãos, preste atenção e pense a
respeito. Era realmente NECESSÁRIO dizer o que disse? Se não, qual
seu verdadeiro motivo? Você apenas está habituado a falar livremente
por andar com outros pagãos? Ou, talvez, culpado de tentar ostentar
um pouquinho para afugentar a hesitação? Não se preocupe, todos nós
fazemos isso de vez em quando. O importante é SABER quando está
fazendo, de forma a poder lidar com isso.

Estabeleça para si mesmo o desafio de pensar antes de falar sempre.
Pergunte a si mesmo: eles PRECISAM saber disso? Se não, por que
estou dizendo? Tente perceber como parece/soa para os outros. Lembre-
se do que nós freqüentemente falamos sobre os fundamentalistas:
qualquer um que esteja genuinamente seguro de em paz com a própria
fé não tem a necessidade em enfiá-la na garganta dos outros o tempo
todo. Não significa não mencionar nunca - apenas lembre, moderação
em tudo.

Lembre-se dos tradicionais quatro poderes do ocultista: saber,
ousar, querer e CALAR. Trabalhe nisso!


Atitude #2:
Vivendo uma Vida Mágica - 24 Horas por Dia!

Reconhecimento:
É parente próximo da atitude número 1: é um outro meio de garantir
que o mundo todo saiba que você é pagão, mas dessa vez com ações em
vez de palavras. Você está sempre fazendo pequenos atos de magia a
cada cinco minutos? E garantindo que todos saibam o que está fazendo?

Ajuste:
Antes de mais nada, esteja atento, como no número 1. PENSE antes de
agir. É necessário? Não existe um meio mais fácil e não-mágico de
fazer o que quer? Quais são os seus VERDADEIROS motivos para fazer
mágica neste momento e na frente desta platéia? Mais uma vez não
estou dizendo para nunca fazê-lo - uma das melhores coisas da Arte é
que ela pode e deve ser vivida o tempo todo. Mas seja discreto. Se
quer praticar a leitura de auras dentro do ônibus, vá em frente, mas
você não precisa apregoar os resultados conforme os atinge. Há
milhões de pequenas maneiras de fazer de sua religião e sua arte
parte de seu dia-a-dia sem precisar se exibir. Tente estar ciente de
seus motivos. Pratique usando sua Arte de formas que não sejam
óbvias. Leia novamente os comentários do número 1.

Atitude #3:
Guerras de Bruxas

Reconhecimento:
Alguns dizem que a fofoca é o segundo passatempo favorito da
comunidade pagã (perdendo para a síndrome de Pega - colecionar
objetos brilhantes); outros afirmam que, se tiver que escolher entre
conseguir um novo badulaque e saber alguma sujeira sobre alguém que
mal conhece, a maioria dos pagãos vai sempre escolher a fofoca.

Vale dizer que isso é provavelmente natural. Pegue um grupo de
pessoas - de qualquer tipo - e a primeira coisa da qual elas vão
falar é, adivinhe, das outras pessoas. Entretanto, há uma sutil
diferença entre o disse-me-disse inevitável de uma comunidade e a
fofoca genuinamente maliciosa. Se você não tem certeza da diferença,
pergunte-se: Eu diria isso na cara pessoa a que se refere? Diria
isso para alguém que sei ser amigo dela? Se não, por que estou
dizendo por trás?

Mais ainda: pergunte-se se você realmente tem certeza de que o que
está dizendo é verdade, ou se apenas ouviu de alguém que ouviu de
alguém que ouviu de alguém etc. E mesmo se você souber que é
verdade, é realmente necessário espalhar essa verdade? As pessoas às
quais você está falando têm alguma necessidade de saber o que você
está contando, além da curiosidade?

Ajuste
Parecida com a número 1. Pense antes de falar. E lembre-se dos
quatro poderes, especialmente o primeiro e o quarto.

Não, não, NÃO repita QUALQUER FOFOCA a respeito de outra pessoa, por
mais deliciosa que seja, senão estiver ABSOLUTAMENTE certo dos
fatos. Não presuma que QUALQUER PESSOA seja uma fonte infalível de
informação, não importa o grau, tradição ou nível de respeito dentro
da comunidade. Sacerdotes são humanos, como qualquer um.

Há pelo menos dois lados de cada história, e geralmente mais. Não
suponha que você entende uma situação com base no relato de uma
pessoa, principalmente se não conhecer todos os envolvidos. Se você
ouve histórias horríveis de um lado de um conflito, de qualquer
espécie, por que não procurar a outra pessoa e pedir a ela que conte
seu lado da história? Você ficará surpreso ao perceber como a mesma
situação parece diferente quando vista de duas perspectivas.

E mesmo se você estiver certo o bastante de que conhece os fatos,
pense um pouco se é realmente necessário dizer o que sabe. Fofoca,
disse-me-disse e "Guerras de Bruxas" pouco fazem para fortalecer uma
comunidade. Elas não estão, para dizer de forma gentil, em sintonia
com os princípios de perfeito amor e perfeita confiança.

Se você acha que alguém representa uma verdadeira ameaça à
comunidade ou que está acontecendo algo de que as pessoas devem
estar informadas, conte aos outros (supondo, claro, que você tem
certeza de que é verdade). Mas no caso de fofoca inútil, ou você-não-
sabe-da-última, deixe para lá. Lembre-se que são necessários dois
para fazer fofoca - o que fala e o que ouve. Se alguém começar a
falar algo que viole os princípios acima, você não precisa ouvir.
Você sempre pode dizer "Eu preciso ouvir isso?"ou "Se você tem um
problema com fulana, por que não fala com ela em vez de falar
comigo?" ou o que achar melhor.

Esse é um dos hábitos mais difíceis de romper, e todos nós
incorremos nele de vez em quando, mas é um dos maiores problemas em
nossa comunidade, logo, vale o esforço.

Atitude #4:
Eu sou o bom!

Reconhecimento
Todo mundo tem algo a ensinar e algo a aprender, algo em que é bom e
algo em que não é tão bom assim. Mas você vai descobrir que é mais
vantajoso - e as pessoas vão descobrir que é mais fácil de lidar -
se você evitar se vangloriar constantemente de tudo em que é bom ou
que pensa saber mais que os outros, e se concentrar mais em aprender
com os outros e melhorar nas suas fraquezas, em vez de fazer quem
todos saibam de seus pontos fortes.

Por um motivo, se você é como a maioria das pessoas, provavelmente
não sabe tanto quanto pensa. Uma das primeiras coisas que aprendi
após minha iniciação como Sacerdotisa é que há muito mais coisas aí
que eu não sei do que coisas que eu sei. O aprendizado nunca
termina. Cada iniciação, cada conquista, é um novo início e,
principalmente se você ainda está em seus primeiros tempos na Arte,
vale mais aprender que ensinar, que dar conselhos que ninguém pediu
ou jactar-se do que aprendeu até agora.

Confiança excessiva também pode ser perigosa, levando-o a tentar
coisas que realmente não sabe como fazer. Um pouco de conhecimento é
uma coisa perigosa. Não enfadá-los detalhando de todo exorcismo mal
feito de que ouvi falar, ou dos revezes psíquicos e feitiços
fracassados que eu mesma encarei, ou mesmo dos tentaram regressões a
vidas passadas e acabaram falando com quatro vozes diferentes numa
cela acolchoada no Instituto Clarke (N.doL.: famoso manicômio dos
EUA). Basta dizer que o poder da magia é real, assim como são os
perigos. Na dúvida, NÃO TENTE.

Ajuste:
Tente contar o número de vezes durante um dia típico em que você diz
frases que começam com "eu", especialmente "eu posso...", "eu
sei...", "eu sou realmente bom em...", "eu sei como..." etc. E tente
diminuir esse total. Pense: a pessoa com quem estou falando
realmente precisa saber isso? Sou realmente o especialista que penso
ser? Essa pessoa tem algo a ME ensinar, algo que ela sabe mais do
que eu? O que EU posso aprendem com ELES? Até um idiota tem algo a
ensinar. Lembre-se da frase da Rede Wiccaniana, de Doreen
Valiente: "Fale pouco, ouça muito". Pratique isso.

E se você estiver pensando em fazer QUALQUER tipo de trabalho mágico
que nunca fez antes, peça conselho a alguém que já fez. Se lhe
disserem que você ainda não está pronto, OUÇA. Aprender a arte não é
uma corrida. Não é ser o primeiro da turma a fazer esse ou aquele
feitiço ou dominar esse ou aquele talento. Preste atenção ao que
Starhawk chama de "trabalho básico de magia" e tenha certeza que
você o aprendeu antes de tentar brincar com fogos de artifício. Ou,
em outras palavras, não tente correr enquanto não tiver dominado
completamente a arte de andar.

Atitude #5:
Não é simplesmente uma boa idéia - É a Lei!

Reconhecimento:
Você considera cada palavra do seu professor como uma Escritura
Sagrada? Ela não faz nada que te pareça errado? Você pede conselho a
ele todas as vezes em que precisa tomar uma decisão, não importa o
quão trivial? Você acha que as práticas da sua tradição estão
gravadas na pedra e fica horrorizado se vê alguém agindo de outra
forma? Você tem o hábito de sair proclamando aos quatro ventos que
qualquer um que te irrite está violando a Lei da Arte? Você censura
abertamente os recém-chegados no círculo e sai apontando em voz alta
todas as peças de vestuário ou ornamentos que ele não deveria usar
na sua tradição?

Ajuste
RELAXE, porra! Respire fundo. Solte esses músculos anais. Tome uma
pílula de ervas para os nervos - aliás, tome três. Então encare os
seguintes princípios: Seu professor não é perfeito. VOCÊ não é
perfeito. NINGUÉM é perfeito. Sua tradição não é a única que
existe. "A lei foi feita para guiar, não para atar." O céu
provavelmente não vai cair porque alguém está no círculo usando uma
vestimenta de US$ 5 comprada de um camelô e que poderia parecer
muito uma vestimenta sacerdotal da sua tradição se vista à luz de
velas através de uma pesada fumaça de incenso por alguém com visão
20/200.

Agora, pode-se argumentar que esse problema de atitude pode, pelo
menos para iniciantes, ser menos daninho que seu oposto, a visão eu-
posso-tudo citada acima. E é certamente melhor ter uma consciência
superdesenvolvida que uma subdesenvolvida. Mas os danos não devem
ser subestimados. Alguém que precisa o tempo todo que lhe digam o
que fazer e que se agarra à forma da Lei a ponto de ignorar seu
espírito carece seriamente de intuição, confiança e capacidade de
julgamento.

Cedo ou tarde sua professora não vai estar por perto quando você
precisar. Ou não haverá uma lei que se aplique a uma determinada
situação em que você se encontre (na verdade, provavelmente não há -
ouço um monte de gente com esse problema afirmar que várias coisas
são "contra as Leis da Arte" que não são abordadas em nenhuma versão
das Leis que eu conheça). Quando isso acontecer, você vai ter que
aprender a fazer algo que é mais difícil quanto mais tarde começar.
Isso mesmo, você vai ter que aprender a PENSAR POR SI MESMO.

Falando apropriadamente, "fundamentalista pagão" deveria ser uma
contradição de termos. A Arte sempre deu muito valor à consciência
individual, à intuição e ao "livre exercício da sabedoria". Somos,
em última análise, responsáveis por nossas consciências perante os
Deuses, e não os vejo segurando um livro de regras numa mão e fichas
na outra, marcando ansiosamente cada suposta ofensa como se fossam
faltas numa prova de direção.

Certamente não estou sugerindo que você vá ao outro extremo e abrace
o enfoque vale-tudo, deixa-rolar e você-cria-sua-própria-realidade
adotado pelas tradições mais "Californizadas". A Lei - em todas as
suas numerosas variações - existe por um motivo: fornecer uma base
firme em ética, costumes e visão de mundo wiccaniana. Se você
decidiu estudar com um professor, DEVE respeitar sua autoridade. Mas
isso não significa abdicar de sua capacidade de pensamento crítico.

Da mesma forma, qualquer que seja a tradição com a qual trabalhe,
presumivelmente você está nela porque sente que é a ideal para você.
Mas isso não significa que seja a ideal para todos. Não fique se
agarrando a tecnicalidades - olhe, em vez disso, para as idéias
básicas e para as intenções que sublinham as práticas mágicas e
espirituais, e você provavelmente verá que diversas tradições da
Arte têm mais em comum do que pensa.

E por favor, POR FAVOR, resista à tentação de agir feito um
sargentão sempre que vir alguém fazer algo que considere errado. O
ritual inteiro não vai fracassar só porque algum novato deu dois
passos no sentido anti-horário ou não olhou para o quadrante certo
na hora certa, ou esqueceu de tirar o relógio, ou que for. RELAXE.
Se você acha que deve falar com ele, fale - de forma educada e
respeitosa e, se possível, APÓS o ritual. Se você fica entrando em
pânico por qualquer errinho, vai se estressar à toa e afastar as
outras pessoas. Não sue por coisas pequenas. Não vale a pena.


Soprado pela Bruxa...4:33 da tarde
2.10.02
FEITIÇARIA COMO RELIGIÃO DA DEUSA

"Umente, volante e pregnante lua,
Que brilha para todos.
Que flui através de todos...
Aradia, Diana, Cibele, Mah...

Navegante do infinito,
Guardiã do portal,
Radiância morrente e vivente...
Dioniso, Osíris, Pan, Artur, Hu.. (...)".


"Não acreditar em feitiçaria é a maior de todas as heresias." - Malleus
Maleficarum - 1486

Feitiçaria é uma palavra que assusta a muitas pessoas e confunde outras. No imaginário popular, as bruxas são feiticeiras velhas e feias voando em cabos de vassouras ou satanistas tradicionais terríveis atuando em ritos obscenos. As bruxas modernas são consideradas integrantes de um culto maluco, basicamente preocupadas em amaldiçoar os seus inimigos através da perfuração de imagens de cera com alfinetes e carentes da profundidade, da dignidade e seriedade de propósitos de uma verdadeira religião.

Mas a Feitiçaria é uma religião, talvez a mais antiga religião existente no Ocidente. Suas origens são anteriores ao cristianismo, judaísmo e ao Islã; até mesmo ao budismo e ao hinduísmo e é muito diferente de todas as supostas grandes religiões. A Antiga Religião, como a denominamos, está em essência mais próxima às tradições nativas americanas ou ao xamanismo Ártico. Ela não se baseia em dogmas ou em um conjunto de crenças, nem tampouco em escrituras ou num livro sagrado revelado por um grande homem. A Feitiçaria retira seus ensinamentos da Natureza e inspira-se nos movimentos do sol, da lua e das estrelas, no vôo dos pássaros, no lento crescimento das árvores e nos ciclos das estações.

De acordo com as nossa lendas, a Feitiçaria nasceu há mais de 35 mil anos, quando a temperatura da Europa começou a cair e grande lençóis de gelo lentamente avançaram rumo ao sul em seu último movimento. Através da fecunda tundra, prolífica em vida animal, pequenos grupos de caçadores seguiam as renas lépidas e os imprevisíveis bisões. Eles estavam armados, somente, com as mais primitivas armas, mas alguns entre os clãs eram especialmente dotados, "convocavam" as manadas até um penhasco ou uma armadilha, onde alguns animais, sacrificando-se voluntariamente, deixavam-se capturar. Estes xamãs dotados entravam em harmonia com os espíritos dos rebanhos e, ao fazê-lo, percebiam o ritmo vibrante que inspira toda a vida, a dança da espiral dupla, o remoinho para dentro e para fora do ser. Eles não exprimiam essa intuição intelectualmente, mas por imagens: a Deusa Mãe, aquela que dava à luz, que trazia para a existência toda a vida, e o Deus Galhudo,
caçador e caçado, que eternamente cruza os portais da morte para que uma nova vida possa desabrochar.

Os xamãs vestiam-se com as peles e chifres em identificação com o Deus e suas manadas; as sacerdotisas atuavam nuas, incorporando a fertilidade da Deusa. A vida e a morte eram um fluxo contínuo; os mortos eram enterrados como se estivessem adormecidos em um útero, cercados por suas ferramentas e ornamentos a fim de que pudessem despertar para uma nova vida. Nas cavernas dos Alpes, crânios de grandes ursos eram fixados em nichos, onde liam os oráculos para guiar os clãs na caça. Em lagoas nas planícies, renas - suas barrigas cheias de pedras que encarnavam os espíritos dos cervos - eram imensas nas águas do útero da Mãe a fim de que as vítimas da caçada renascessem.

No Oriente - Sibéria e Ucrânia a Deusa era a Senhora dos Mamutes; ela foi esculpida em pedra com grandes curvas sinuosas que representam seus dons de abundância. No Ocidente, nos templos das grandes grutas do sul da França e da Espanha, os seus ritos eram realizados dentro dos úteros secretos da terra, onde as grandes forças antagônicas eram pintadas sob forma de bisões e cavalos, superpostos, emergindo das paredes da caverna como espíritos em um sonho.

A dança espiral também era vista do céu: na lua, que mensalmente morre e renasce; no sol, cuja luz traz o calor do verão e, quando esta se vai, o frio do inverno. Registros da passagem da lua eram marcados em ossos e a deusa era mostrada a segurar o chifre do bisão, que também é a lua crescente.

O gelo recuou. Alguns clãs acompanharam o bisão e a rena até o norte. Alguns cruzaram a passagem terrestre do Alasca e chegaram às Américas. Os que permaneceram na Europa dedicaram-se à pesca e à coleta de plantas silvestres e moluscos. Cães vigiavam os acampamentos e os novos instrumentos foram aperfeiçoados. Aqueles que possuíam poder interior aprenderam que estes aumentavam quando as pessoas trabalhavam juntas. À medida que os povoados isolados transformaram-se em vilas, xamãs e sacerdotisas uniram suas forças e compartilharam os seus conhecimentos. Os primeiros covens foram organizados. Profundamente sintonizados com a vida animal e vegetal, domesticaram a região onde anteriormente haviam praticado a caça, criaram carneiros, cabras, gado e porcos, a partir de seus primos selvagens. As sementes não eram somente coletadas; elas eram plantadas, para crescerem no local do assentamento. O Caçador tornou-se o Senhor dos Grãos, sacrificados quando da colheita no Outono, enterrados no útero da Deusa para renascer na primavera. A Senhora das Coisas Selvagens tornou-se a Mãe da Cevada e os
ciclos da lua e do Sol determinavam as épocas para semear e colher e soltar os animais no pasto.

As vilas transformaram-se nas primeiras cidades. A Deusa foi pintada nas paredes calcinadas dos santuários, dando à luz a Criança Divina - seu consorte, filho e semente. O progresso do comércio trouxe os mistérios da África e da Ásia ocidental.

Nas terras onde reinara o gelo, uma nova energia foi descoberta, uma força que corre como as nascentes de água através da terra. Sacerdotisas descalças traçaram linhas "retas" sobre a grama nova. Descobriu-se que certas pedras aumentavam o fluxo de energia. Eram colocadas em pontos adequados em grandes fileiras e círculos que marcavam os ciclos do tempo. O ano tornou-se uma grande rosa dividida em oito partes: os solstícios e equinócios e, nos quadrantes entre estes, os dias onde grandes festas aconteciam e fogueiras eram acesas. A cada ritual, a cada raio de sol e da lua que atingiam as pedras nos períodos de energia, a força aumentava. Elas se tornaram grandes reservatórios de energia sutil, portais entre os mundos do visível e invisível. No interior dos círculos, ao lado dos menires e dólmenes e
galerias escavadas, as sacerdotisas penetravam nos segredos do tempo e na estrutura oculta do cosmo. A matemática, a astronomia, a poesia, a música, a
medicina e a compreensão do funcionamento da mente humana desenvolveram-se paralelamente aos saberes dos mistérios profundos.

WICCA E WITCHCRAFT NA INGLATERRA

Para podermos ter diversas posições sobre o que é wicca e bruxaria tradicional é necessário também ler conceitos antagonicos e estereotipados, pois mesmo nesses
textos podemos evoluir para uma concepção maior, desvinculando-nos de pré-conceitos existentes.

Definições de uma Wiccan

"Os termos Wicca e Witchcraft possuem interpretações diferentes nos EUA e na Europa. Para os bruxos britânicos, há uma enorme diferença entre Witchcraft e Wicca, apesar dos elementos em comum. Witchcraft é a palavra usada para descrever uma tradição mais antiga, baseada nos mistérios femininos, e apresentada como tão velha quanto a própria humanidade, deferentemente da Wicca. Witchcraft, ainda segundo ela, baseia-se no conhecimento das ervas e do contato com a natureza, além de uma ênfase especial nos ciclos da lua e da natureza, e possui elementos que podem ser identificados como Celtas - Interessante notar que essa definição encaixa-se perfeitamente com a NOSSA percepção da Wicca, mas não com a dos britânicos...

Ainda de acordo com minha conhecida pagã inglesa, a Wicca, na Inglaterra, é bem diferente disso. Segundo ela, a Wicca é vista como uma invenção de Gerald
Gardner (como de fato o é). A Wicca britânica não envolve necessariamente o culto a deidades celtas, mas mistura deidades de diversos panteões, a despeito de celebrar a Roda do Ano, que é celta. (Até aqui, tudo igual à nossa realidade). Ela descreve a Wicca inglesa como uma mistura de ocultismo, magia cerimonial e Culto à Natureza, mas a ênfase principal está na Magia e não nos ciclos da Natureza... (tenho visto muito disso por aqui também...)

O mais interessante é que, para os ingleses, WITCHCRAFT É MAIS INTUITIVA E FEMININA, enquanto que a WICCA É MAIS INTELECTUAL E MASCULINA!

Outro ponto curioso: segundo ela, na Grã Bretanha a Wicca tende a ser fechada, secretiva, exclusivista, mesmo. Isso é totalmente o oposto da noção que alguns Wiccanos brasileiros possuem da Wicca como um caminho de liberdade, como pregado por Scott Cunningham, assim como é o oposto da visão de que a Witchcraft é que
seria secretiva e exclusivista...
Diz-se que a witchcraft é a bruxaria campesina originária, ou seja, o que
faziam as mulheres sábias das aldeias européias. Supõem-se que isso seja o
remanescente de uma religião da Deusa organizada que cobriu a Europa
ocidental... Mas é possível definir a forma de funcionamento da witchcraft?
Existirá um modo de saber em que witchcraft se constitui? O que faz alguém que
pratica witchcraft?

Witchcraft é, nada mais, que a bruxaria praticada por determinado
grupo familiar ou em determinada localidade. Varia extremamente de
acordo com a geografia . Não há meios de se encontrar uma unidade,
nem sequer de se poder definir uma witchcraft porque são milhões
delas, todas frutos da interpretação bastante localizada ( tipo nesta
aldeia é assim, ali a 5 Km já é diferente).

Então hoje encontramos sites, livros e praticantes de witchcraft, ok. Minha
opinião?? Eles são praticantes de uma versão modernizada do que SE SUPÔE seja a
bruxaria antiga. E o que é isso mesmo? É a definição
de WICCA! Creio que hoje os praticantes de witchcraft são, na verdade,
wiccanianos que não querem seguir algumas normas postas por Gardner
para a Wicca. Notadamente a Lei Triplice e a wiccan rede ("faça o que
quiseres se a ninguem prejudicares). (Mavesper Ceridwen)


ORIGEM DA WICCA

Nos últimos anos, dois respeitados estudiosos apresentaram teorias
essencialmente idênticas sobre as origens da Wicca. Em 1998, Philip
G. Davis, professor de Religião na Universidade da Ilha Prince
Edward, publicou "Goddess Unmasked: The Rise of Neopagan Feminist
Spirituality," ("A Deusa Desmascarada: a Ascensão da Espiritualidade
Neopagã Feminina", n. do T.), argumentando que a Wicca é a criação de
um funcionário público inglês e antropólogo amador chamado Gerald B.
Gardner (1884-1964). Davis escreve que as origens do movimento da
Deusa tiveram como base o interesse dos Românticos alemães e
franceses - em sua maioria homens - nas forças naturais,
especialmente as associadas às mulheres.

Gardner admirava os Românticos e pertencia a uma sociedade Rosa-Cruz
chamada Fellowship of Crotona (Companhia de Crotona, n. do T.) - um
grupo influenciado por vários outros grupos ocultistas do final do
século XIX, os quais por sua vez eram influenciados pela Maçonaria.
Nos anos 50, Gardner apresentou uma religião à qual chamou (nesta
grafia) Wica. Apesar de Gardner afirmar ter recebido os conhecimentos
Wiccanos de um centenário coven de bruxos também integrantes da
Companhia de Crotona, Davis escreve que ninguém conseguiu localizar
esse coven e que Gardner inventou os ritos que anunciava, emprestando
elementos de rituais anteriormente criados no século XX pelo
famigerado ocultista inglês Aleister Crowley, entre outras fontes. Os
Wiccanos, hoje, adaptaram e embelezaram livremente os ritos de
Gardner.

Em 1999, Ronald Hutton, um conhecido historiador das religiões pagãs
britânicas que leciona na Universidade de Bristol, publicou "The
Triumph of the Moon" ("O Triunfo da Lua", n. do T.). Hutton conduziu
detalhadas pesquisas sobre as práticas pagãs pré-históricas
conhecidas, leu os manuscritos não publicados de Gardner e
entrevistou diversos contemporâneos de Garnder ainda vivos. Hutton,
assim como Davis, não conseguiu encontrar provas conclusivas acerca
da existência do coven de quem Gardner teria aprendido a Arte, e
afirma que a religião "ancestral" que Gardner afirmava Ter descoberto
não passava de uma mistura de materiais oriundos de fontes
relativamente recentes.

Aparentemente, Gardner baseou-se nas obras de duas pessoas: Charles
Godfrey Leland, um folclorista amador americano que afirmava ter
encontrado um culto à Deusa Diana sobrevivendo na Toscana, e Margaret
Alice Murray, uma egiptóloga britânica que também se embasava nas
idéias de Leland e, iniciando nos anos 20, criou um sistema detalhado
de rituais e crenças. Baseado em sua própria experiência, Gardner
incluiu elementos maçônicos tais como vendar o iniciado, as
iniciações, o segredo e "graus" de sacerdócio. Ele incorporou uma
parafernália associada ao Tarot, como bastões, cálices e a estrela de
cinco pontas rodeada por um círculo, o equivalente Wiccano da Cruz.
Gardner também incluiu algumas ideosíncrases pessoais. Uma delas era
uma predileção por linguagem arcaica: "thee", "thy", "'tis", "Ye Book
of Ye Art Magical" (exemplos de inglês elizabetano, há séculos
abandonado, n. do T.). Outra era sua apreciação pelo nudismo. Gardner
pertenceu a uma colônia nudista nos anos 30, e ele afirmava que
muitos rituais Wiccanos deviam ser praticados "vestidos de vento".
Trata-se de uma raridade mesmo entre os ocultistas: não se conhece,
nem se cogitava na época de Gardner, uma religião pagã que exigisse
regularmente que seus rituais fossem praticados sem roupas. Algumas
inovações de Gardner possuem tonalidades sexuais e até mesmo de
dominação e disciplina.

O Sexo ritual, ao qual Gardner chamava de
Grande Rito, e que também era desconhecido na antiguidade, era parte
da liturgia do Beltane e de outros festivais (apesar de que a maioria
dos praticantes simulava o ato com um punhal - outro brinquedinho de
Gardner - e um cálice). Outros rituais exigiam que os iniciados
fossem amarrados e açoitados, além do "beijo quíntuplo: aplicado aos
pés, joelhos, "ventre" (segundo um Wiccano com quem eu falei, um
ponto relativamente singelo acima do osso púbico), seios e lábios.
Hutton é bem sucedido ao derrubar a noção, mantida por muitos
Wiccanos e outros, que os antigos costumes pagãos sobreviveram
ocultos nas práticas cirstãs medievais. Suas pesquisas revelam que,
fora algumas poucas tradições, como decorar a casa com plantas verdes
no Yule e celebrar o Mayday com flores, nenhuma prática pagã - e
menos ainda a veneração de deuses pagãos - sobreviveu desde a
antiguidade.

Hutton descobriu que todas os passatempos rurais
ancestrais anteriormente vistos pelos folcloristas como antiqüíssimos
rituais de fertilidade, incluindo a dança do Maypole, na verdade
tiveram origem na Idade Média ou até mesmo no século XVIII. Hoje
existe um consenso entre os historiadores, os quais afirmam que o
Catolicismo permeava completamente a mentalidade da Europa medieval,
introduzindo uma forte cultura popular com santuários de santos,
devoções e até mesmo encantamentos e sortilégios. A noção de que os
rebeldes medievais eram originalmente pagãos é herança da Reforma
Protestante.

Hutton também aponta para uma falta de provas de que os antigos
Celtas ou qualquer outra cultura pagã celebravam os "oito festivais
da Roda", tão importantes à liturgia Wiccana. "Os equinócios
aparentemente não possuem festivais pagãos nativos por trás deles e
se tornaram importantes apenas para os ocultistas do século XIX",
contou-me Hutton. "Ainda não existem provas que atestem a existência
de um ritual pagão ancestral à Pascoa" - um festival que os pagãos
modernos celebram como Ostara, o equinócio de Primavera.
Os historiadores também derrubaram outra crença básica da Wicca: a de
que o grupo possua uma história de perseguições superior à dos
judeus. Os números citados por Starhawk - nove milhões executados ao
longo de quatro séculos - derivam de um historiador alemão do final
do século XVIII. Foi coletado e disseminado cem anos depois por uma
feminista chamada Matilda Gage e logo entraram para o evangelho
Wiccano (o próprio Gardner foi responsável pela criação da
expressão "burning times" (era das fogueiras", n. do T.)).
A maioria dos historiadores atualmente crê que o número real de
execuções avizinha-se dos 40.000. O mais completo estudo recente da
bruxaria histórica é "Witches and Nighbors" ("Bruxas e Vizinhos", n.
do T.), (1996), de autoria de Robin Briggs, historiador na
Universidade de Oxford. Briggs vasculhou os documentos dos
julgamentos dos bruxos europeus e concluiu que a maioria deles
ocorreu durante um período relativamente curto, de 1550 a 1630, e
estavam restritos a uma área englobando partes da atual França, Suíça
e Alemanha, já então envolvidas pelo tumulto religioso e político da
Reforma. Os acusados, longe de incluírem um grande número de mulheres
independentes, eram em sua maioria pobres e pouco populares. Seus
acusadores eram geralmente cidadãos comuns (quase sempre outras
mulheres), e não autoridades eclesiásticas ou seculares. Na verdade,
as autoridades geralmente não gostavam de conduzir julgamentos de
bruxaria e absolveram mais da metade dos acusados. Briggs também
descobriu que nenhum dos bruxos acusados, condenados e executados
haviam sido acusados por praticar religiões pagãs.

Se podemos nos basear nos chatrooms da Internet, muitos Wiccanos se
agarram com toda força à idéia de que eles próprios são vítimas
institucionais em grande escala. De modo geral, contudo, os Wiccanos
parecem estar se acomodando com as muitas evidências acerca de seus
antecedentes: por exemplo, eles estão passando a ver suas origens
ancestrais como uma lenda inspiradora ao invés de uma história
verídica. No final dos anos 90, com o lançamento dos livros de Davis
e Hutton, muitos Wiccanos passaram a se referir à sua estória como um
mito de origem, e não como uma história de sobrevivência. "Nós não
fazemos o que as bruxas faziam há cem ou há quinhentos anos," disse-
me Starhawk. "Não somos uma tradição ininterrupta como a dos índios
norte americanos". Na verdade, muitos Wiccanos atualmente descrevem
aqueles que levam ao pé da letra os elementos da narrativa do
movimento como "Fundamentalistas Wiccanos".

"Diotima Mantineia," 48 anos, é a editora associada do site The
Witches' Voice ("A Voz das Bruxas", n. do T.) Ela não revela seu nome
real, em parte porque mora numa cidade sulista que, ela crê, é hostil
aos neo-pagãos. Ela resumiu seus sentimentos sobre a desmistificação
da narrativa Wiccana oficial da seguinte forma: "Não me importa o
quão velha é a Wicca, pois quando me conecto à Deidade na orma da
Senhora e do Senhor, creio que estou me ligando a algo muito maior e
vasto do que jamais poderei compreender. O(A) Criador(a) deste
universo vem se manifestando a nós por todo o tempo, na forma dos
deuses e deusas com os quais nos relacionamos. Para mim, a Wicca
serve para facilitar essa conexão, e é isso o que realmente importa."



Fonte:

"História da Feitiçaria" do antropologista Jeffrey Burton Russel (Ed. Campus,
série Somma
"A Dança Cósmica das Feiticeiras", de Starhawk, publicado pela editora Nova Era.

Soprado pela Bruxa...4:35 da tarde
Chackras - Equilíbrio e qualidade vida

Os chackras são pontos de energia distribuídos pelo corpo. A palavra chackra significa “roda”, segundo o Sânscrito - idioma sagrado indiano. Também definido como centros psíquicos, eles controlam e energizam os órgãos vitais do corpo, que influem nas condições psicológicas e espirituais das pessoas, especialmente os sete pontos principais.

Segundo o terapeuta e especialista no assunto, Edson Esteves Campos, os chackras “são as ligações do corpo físico com os corpos de outras dimensões”. Eles são estudados pelos adeptos das ciências esotéricas, que acreditam que, quando uma pessoa está com algum problema de saúde ou pessoal, é porque algum chackra pode estar desequilibrado, sendo que cada um desses pontos possui um tratamento específico para sua melhor absorção de energia.

Os chackras estão localizados no alto da cabeça, na testa, no coração, na região pélvica, no pescoço, no umbigo e na região intestinal. “São tratados como assunto científico, mas não acadêmico, pois não há como testá-los em laboratório. É um auto-experimento, só depois que a pessoa começa a trabalhar seus chackras, através da meditação, do Yoga, é que ela passará a sentir essa energia circulando em seu corpo” afirma Campos.

Durante muitos séculos os assuntos esotéricos foram proibidos de serem estudados. Com isso os especialistas dizem que os chackras deixaram de serem vistos pelos homens, que eram puros e se tornaram materialistas. De acordo com o terapeuta, para uma pessoa enxergar os chackras, ela deve se desenvolver através da meditação. O terapeuta nutricionista, Fábio Teixeira acrescenta que “só quem experimenta, na prática, consegue compreender melhor do que se trata, assim como só quem pula de pára-quedas pode explicar sobre o que sente ao fazê-lo”.

Por isso, grande parte das pessoas tem dificuldade em entender como funcionam e como são os chackras. Edson Esteves diz ainda que “as raças humanas passam por ciclos de evolução e involução, e que, antigamente, os homens tinham visões que dificilmente são percebidas hoje”. Ele conta que os chackras possuem o formato de círculos, que vão se afunilando até o centro da coluna, que giram em torno do próprio centro. “Um chackra aberto, de uma pessoa sadia, possui um raio de 10 centímetros”, explica Campos.

Os sete chackas

- Chacka Muladhara: chackras Raiz ou Básico
Seu significado é fundação. Está associado ao intestino grosso e ao reto e é responsável pela eliminação de resíduos do corpo.

Meditando-se sobre este chackras surge o desejo de experiências e informações agindo como força motivadora, um ímpeto básico para o desenvolvimento individual.

- Chackra Svadhisthana: chackras do Baço "Lugar morada do Ser".
Está relacionado com os órgãos reprodutores e localiza-se no plexo hipogástrico; genitais.

Com a meditação neste chackras, sem que haja desperdício de energia, adquiri-se a capacidade de usar a energia criativa e sustentada para elevar-se às artes refinadas e às relações puras, tornando-se livre da luxúria, ira, ganância, insegurança e ciúme.

- Chakra Manipura: chackras do Umbigo
Cujo significado é "Cidade das gemas". Está associado ao pâncreas. Localiza-se no plexo solar, plexo epigástrico; umbigo. O principal ponto de concentração durante a produção de seu som é o umbigo.

A meditação neste chackras trará a compreensão da fisiologia, do funcionamento interno do corpo e do papel das glândulas de secreção interna em relação às emoções humanas. A concentração no umbigo, centro de gravidade do corpo, impede problemas com os órgãos digestivos.

A pessoa que possui o equilíbrio deste chackras se torna uma pessoa sem egoísmo e prática. Passa a dominar melhor a fala, podendo expressar as idéias de maneira muito mais eficaz. O equilíbrio do chackras Manipura é o serviço abnegado, isto é servir sem esperar recompensas.

- Chakra Anahata: chackras Coração
Significado é "Intocado". Corresponde ao timo. Localiza-se no plexo cardíaco; o coração.

Evoluindo através do quarto chackras, domina-se a linguagem, a poesia e todos os empreendimentos verbais, bem como os indryas, ou desejos e funções físicas. A pessoa torna-se senhor de si mesmo, ganhando sabedoria e força interior. Quem possui o controle desse chackras consegue levar uma vida harmoniosa, passar boa energia e inspiração para outras pessoas.

- Chakra Vishuddha: chackras Laríngeo
Significado é "Puro". Tem relação com as glândulas tiróide e paratireóide. Localiza-se no plexo da carótida; garganta. Ao produzir seu som a concentração fica localizada na curva encovada do pescoço.

A meditação no espaço vazio na área da garganta produz clama, serenidade e pureza, voz melodiosa, comando da fala e dos mantras e a capacidade de se expressar com sutileza.

- Chakra ajna: chackras Frontal
Significado é "Autoridade, comando, poder ilimitado". Na maioria das vezes se relaciona com a glândula pituitária e, outras vezes, com a glândula pineal. Localiza-se no plexo da medula; plexo pineal; ponto entre as sobrancelhas.

A pessoa torna-se unidirecionada . Passa a ser uma pessoa verdadeira, capaz de enxergar as coisas de uma forma simples, sem preconceitos.

- Chakra Sahasrara: chackras Coronário
Significado é "De mil pétalas". Também denominado chackras Shunya (vazio, vácuo) e chackras Niralambapuri (moradia sem apoio). Quase sempre é associado à pineal e, por vezes à pituitária. Localiza-se no topo do crânio, plexo cerebral.

Neste estado não há atividade da mente, nem qualquer conhecimento, nada a ser conhecido; conhecedor e conhecido, tudo fica unificado.


Soprado pela Bruxa...4:21 da tarde
3.7.02
AS VÁRIAS FACES DO AMOR

O ser humano experimenta, basicamente, três formas de amor, identificadas pelos antigos gregos como:
Eros, que está centrado na dependência dos parceiros;
Filos, que se baseia na segurança;
Ágape, o amor incondicional.


Primeiramente criamos couraças, máscaras que não refletem o nosso verdadeiro eu, na tentativa de nos defender e sobreviver, ficando imune à dor de um amor. Expressamos imagens que, acreditamos, vão garantir a aceitação por parte dos outros, vão atrair as pessoas para nós ou fazer com que elas nos admirem e queiram ser como nós. Desenvolvemos um conjunto de "jogos" que não são verdadeiros, mas que serve a nossos objetivos.Então, eros nos fisga. Eros, "o deus de olhos vendados", atinge-nos com sua flecha, e aquela flecha penetra através de todas as barreiras do ego e de mecanismos de defesa que criamos com tanto cuidado. Somos atingidos. Caímos "apaixonados". Fall in love...

RELACIONAMENTOS EROS

Os relacionamentos eros acontecem ao acaso, geralmente com uma pessoa do sexo oposto, freqüentemente sem relação com razão ou lógica, e são intensos, física e emocionalmente. O amor de eros percorre os hormônios, as glândulas e os órgãos, afetando as emoções em formas excêntricas. Esse tipo de amor manipula campos áuricos, elétricos e magnéticos, às vezes resultando em sentimentos, pensamentos e atitudes até então desconhecidos. Tipicamente não "nos apaixonamos" realmente pela pessoa, mas por quem queremos que ela seja. O amor de eros tende a ser fictício. Projetamos e fantasiamos nossas expectativas com relação a nosso parceiro. Chegamos ao ponto de dizer: "Eu preciso de você; conseqüentemente, eu o amo." Mais tarde, acontece o inevitável. Começamos a perceber que as qualidades imaginadas nunca existiram. Começamos a ver o parceiro como ele realmente é, não mais como queremos que seja. O amor diminui gradualmente, e a experiência se torna
dolorosa. Dói "desapaixonar-se".Não conseguimos aceitar nosso parceiro como ele é e não nos vemos como seres que podem ser aceitos. Nessa fase, não nos vemos e nem somos completos ainda, por isso procuramos por alguém que nos complete, que preencha os espaços vazios. Nos relacionamentos eros, atraímos parceiros que têm o que falta em nós. E, quando encontramos a peça que faltava, achamos que ela forma uma dupla! As pessoas se apaixonam por causa da correspondência de vulnerabilidades e inseguranças, não por causa da correspondência de forças. Eros é extremamente poderoso. As barreiras do ego que mantínhamos de forma tão eficiente vêm abaixo e "nos apaixonamos", apesar de não querermos ou pretendermos isso! Somos absolutamente impotentes. Nesse tipo de paixão, a intensidade de eros é sempre temporária. Chega o momento em que acaba a lua-de-mel. Os problemas têm início quando, dolorosamente, começamos a reconhecer no nosso parceiro características que não são exatamente o que pensávamos. As defesas se erguem novamente à medida que os dois amantes começam, gradualmente, a reaprender que são pessoas diferentes, com identidades diferentes.

Às vezes, rapidamente saímos do relacionamento que fracassou e, como remédio, procuramos outra pessoa por quem nos apaixonar. Acalentamos a idéia de apaixonar-nos e viver felizes para sempre. Criamos as barreiras do ego umas após as outras, enquanto buscamos o relacionamento "perfeito", barreiras geradas por experiências do passado, resultado de muita "roupa suja", infelicidade, miséria, projeção, acusação, culpa e censura de relacionamentos anteriores, e isso invariavelmente é levado para o novo relacionamento.

RELACIONAMENTO FILOS

Depois do caos inicial da atração de eros, um relacionamento que muda de forma e se torna um relacionamento de compromisso, pode cair na monotonia e continuar no "piloto automático". Em vez de separação, divórcio ou relações clandestinas, os dois parceiros se decidem por um relacionamento certo, seguro - e previsível. Isso define nosso amor como filos. Filos que dizer: passamos pelo estágio da lua-de-mel e nos tornamos mais realistas no que diz respeito ao outro. Já nos "desapaixonamos" e começamos a nos reconhecer como indivíduos novamente. Começamos a reconhecer os valores do outro e nos comprometemos a partilhar a vida. O amante do tipo filos sabe que é um ser separado da coisa que ama. A ênfase num relacionamento do tipo filos é geralmente material. A atenção está no próximo carro, numa casa maior, num
emprego melhor, nos clubes mais agradáveis. O estilo de vida é importante. E o estilo de vida que conta é o que é considerado adequado e aceito pela norma. Isso implica algumas pressões e aceitação da família, da igreja, da sociedade. O amor de filos é o tipo de amor que uma pessoa tem por um carro, por uma carreira ou por qualquer coisa pela qual ela tenha interesse, mas com a qual ela não se identifica, na medida em que quebra as barreiras do ego.

Num esforço para manter esse estilo de vida, freqüentemente as partes mais profundas do eu são suprimidas ou negadas. Os sentimentos e pensamentos mais profundos são sacrificados. Lida-se com as questões, mas num nível superficial. "Vamos manter tudo agradável, com flores, e fingir que tudo está bem." Geralmente, há respeito e verdadeira compreensão, embora não haja um conhecimento profundo do outro. Com freqüência, os parceiros vivem como estranhos, partilhando um espaço comum.Às vezes, há um sentimento de resignação, ressentimento e tédio nos relacionamentos filos. Os parceiros se falam, mas nunca conversam, olham um para o outro, mas não se vêem. Freqüentemente, você pode observar filos em ação em restaurantes, onde o casal fica de frente um para o outro, à mesa, e conversa muito pouco ou
nada, simplesmente fazendo a refeição junto, passando o tempo. Mil pensamentos podem passar pela cabeça: "Poderia ter sido diferente..." "Se ele fosse diferente..." "Se eu não tivesse renunciado à minha carreira..."
"Se nós não tivéssemos tido filhos tão cedo..." Há o sonho do "que poderia ter sido" em sua mente, acompanhado de sentimentos de amargura ou culpa com relação ao parceiro dela, por não ser o homem que ela acreditava que fosse quando se casaram. Às vezes, as razões para se manter um relacionamento são baseadas na necessidade. Precisamos manter a aprovação da família, da comunidade, da igreja, etc. Mesmo que o relacionamento possa não ser totalmente satisfatório, satisfaz em muitos níveis e talvez seja melhor do que ficar sozinho.

RELACIONAMENTO ÁGAPE

Aquele que você sente amor pelo homem que seu parceiro é, não separando-o em qualidades e defeitos, ou alocando-o em uma forma estereotipada exigida pela sociedade, mas como um Ser Completo, íntegro, que compartilha contigo intimidades sexuais e morais, sociais e mentais. Um amante, um parceiro, um amigo, um companheiro. Não amamos por causa de, ou apesar de... apenas pelo sentimento. E o coração não nega - ele existe, pulsa, pode não ser uma chama flamejante como o amor de eros, mas inunda-o de prazer e calma, relaxa, tranquiliza. Traz segurança, crescimento, amadurecimento, e passo-a-passo trilha-se um caminho que os torna mais cúmplices, mais verdadeiros um com o outro. Não há raiva ou mágoa, muito menos ressentimento guardados, porque acima de tudo há Amor. Como no caso dos filhos, que não guardamos ódio pela quebra da televisão ou perda da carreira, há o mesmo sentido em relação ao homem-ágape.

Você deixa-o livre, porque sabe que é um ser individual, e sente a mesma reciprocidade. O comprometimento que existe deriva do sentimento que os une, não da posição social ou financeira; há tranquilidade e paz. Aqui, como nos demais, é lógico que pode surgir desejo por outras pessoas, mas somente nessa fase o desejo será encarado como "atração por alguém belo", e nada mais do que isso. Saciados, satisfeitos, não estão carentes ou desprovidos de algo, apenas ainda são humanos e sabem o que é beleza e sedução. Não há jogos, estratégias ou máscaras - simplesmente porque naõ existe a tentativa de aprisionar alguém. Há plena segurança do sentimento que um sente pelo outro.

Dizem que esse Amor só encontramos em relação a filhos; pois quando unidos ao sexo oposto, misturamos desejo e paixão, e nos tornamos possessivos e críticos, desejando ser amados como amamos, às vezes mais do que amamos, jamais menos. Dar implica em receber, sempre. Bem, quem pensa assim é porque ainda não
ultrapassou a terceira fase de um relacionamento - a paixão, o desapaixonar-se, a reconquista, o re-começo, e enfim, o relacionamento. Normalmente estamos sempre correndo, buscando, e esquecemos de fazer do encontro uma união, achando que em outro poderemos encontrar logo a fase ágape, pulando etapas de sofrimento e mágoa. Ledo engano: amar é um eterno aprendizado, e quanto mais amamos, mais sentimos que não sabemos nada dessa força mágica e poderosa.

Terminando, há quem diga que o Amor teria três faces - Eros, Afrodite e Pã; e um relacionamento para a vida inteira passaria inevitavelmente por todas. A conquista da junção seria individual, e dependeria da força do sentimento individual, e da capacidade de relacionar-se, bem como da perseverança em trilhar o caminho em direção a um Amor ágape.

Fonte
MARY ELIZABETH MARLOW
A mulher emergente - cultrix/pensamento

Soprado pela Bruxa...4:14 da tarde
A ASTROLOGIA E A CRIANÇA
Como obter ajuda da astrologia para compreender um pouquinho a personalidade de seu filho

Uma criança falante com certeza é regida por Mercúrio. Já uma chorona e sensível pode ter um mau aspecto de Vênus. Marte mal posicionado, por sua vez, tornará seu filho agressivo e instável. Mas os astrólogos garantem que a carta natal indica muito mais, ajudando a desvendar as vocações de uma criança. Outra vantagem é que os pais, conhecendo as características da personalidade de cada um dos filhos, podem ser mais justos e tolerantes. É preciso, porém, usar o bom senso e não querer radicalizar, seguindo fielmente o que um mapa aponta, pois se deve respeitar as tendências naturais, deixando que a criança manifeste suas preferências. É importante
lembrar que o mapa serve apenas como um instrumento de orientação, um sinalizador de caminhos, e nada deve ser imposto. Os pais, também, não devem se deixar levar pelos próprios anseios, querendo se realizar através dos filhos.

Pais liberais terão dificuldades com filhos conservadores e vice-versa. Da mesma forma, pais práticos e racionais poderão não entender o comportamento de filhos intelectuais, que andam com a cabeça nas nuvens e não se decidem por nada concreto. Por isso, ao ler o mapa astral de crianças e adolescentes, o astrólogo prefere se basear em energias sutis presentes nos signos solares - nem sempre levadas em consideração por outros astrólogos - que falam sobre criação, manutenção e transformação. Trata-se da chamada triplicidade energética, que separa os signos em cardinais, fixos e mutáveis.

Os signos cardinais são Áries, Câncer, Libra e Capricórnio e servem de bússola para os outros. Os que nascem sob seu comando gostam de coisas novas, de plantar as sementes. Por isso, em uma família de advogados ou engenheiros, com certeza irão escolher uma profissão diferente e criar um novo caminho. As crianças de signos cardinais estão sempre criando novas brincadeiras e fazendo amigos. Por isso são ideais para serem matriculadas em escolas experimentais, sendo cobaias de novas metodologias de ensino.

Já os nativos de Aquário, Touro, Leão e Escorpião são conservadores. Assim, não vão ter dificuldades em seguir os passos de seus antecessores e manter a tradição da família. As crianças de signo fixo gostariam de escolas mais tradicionais, com uniforme e tudo o mais, onde se sentiriam mais seguras.

Os de Peixes, Gêmeos, Virgem e Sagitário, por sua vez, estão ligados ao poder da transformação. Portanto, têm a habilidade inata de transformar uma coisa em outra. Por exemplo: fazer de uma farmácia um grande laboratório ou de um bar um restaurante. As crianças mutáveis, por sua vez, se dariam bem em escolas religiosas ou com algum viés esotérico ou espiritualista.

Alguns exemplos de signos e comportamentos das crianças

Virgem
Metódicos, meticulosos, analíticos e asseados, os pequenos virginianos não darão trabalho no que se refere à ordem e limpeza, pois gostam de tudo asseado e arrumadinho. Mas podem se tornar muito críticos e nervosos, e, se estabelecerem os mesmos padrões elevados para os outros, ficarão desapontados. Por isso, é preciso ensiná-los a se tornarem menos críticos e mais amorosos, aceitando os outros como são. Convencê-los com argumentos e explicações racionais é a melhor maneira de levá-los a fazer aquilo que você deseja.

Sagitário
Incrivelmente francos, os sagitarianos não pensam duas vezes para dizer o que pensam. São divertidos e humorados, mas pecam por construírem um personagem deles mesmos. Convém estimulá-los a serem autênticos e sinceros e a não fazer dos outros sua platéia. Gostam de roupas largas e ambientes amplos, pois para eles a liberdade é fundamental! São independentes e não gostam de nada que os limite. Escolhem suas amizades e dificilmente os pais poderão se intrometer nesse assunto. É fundamental que pratiquem esportes e estejam sempre em atividade. Para conquistar a sua confiança, basta levá-los a lugares que ainda não conheçam. Têm altos ideais e não são preconceituosos. Por isso, precisam ser elogiados e estimulados a grandes vôos.

Touro
Com um taurino não adianta discutir, pois ele é teimoso e persistente. E pior ainda é pressioná-lo, pois poderá explodir. Como punição, nada melhor que deixá-lo sem sobremesa ou sem poder assistir à televisão, ou privá-lo de confortos e prazeres. Em contrapartida, recompensá-lo por bom comportamento vai incentivá-lo a colaborar. Os nativos de Touro devem aprender a ser menos ciumentos, possessivos e materialistas, descobrindo as suas riquezas interiores e as dos outros. Como detestam mudar, precisam entender o valor das mudanças e como podem ser benéficas em sua vida.

Escorpião
Os que nascem em Escorpião geralmente não choram quando se machucam, pois não gostam de demonstrar fraqueza. São durões e lutadores. Tendem a ser vingativos, por isso desde cedo devem aprender a esquecer e perdoar, bem como a controlar sua língua afiada. Precisam entender que não é bom guardar rancor e manter pensamentos negativos. Devem igualmente aprender a utilizar seu grande poder para ajudar os outros a realizar mudanças transformadoras. A criança de Escorpião tem coragem e convicção e não compreende nem tem paciência com os tímidos e fracos. Sempre peça a sua colaboração, pois se você exigir algo, ela fará o contrário! Escorpianos adoram segredos e essa é uma maneira de conquistá-los.

Gêmeos
O geminiano é tagarela e gosta mais de falar do que de ouvir. Aprecia ganhar coisas novas, mas logo as quebra ou perde. Ele não consegue prestar atenção em uma única coisa, mas absorve tudo rapidamente. Por isso, poderá ter problemas em aprender ou fazer coisas que não despertam o seu interesse. Ele deverá desenvolver bons hábitos de leitura e a utilizar sua habilidade manual. Uma medida disciplinar eficiente é o isolamento, pois os geminianos são bons comunicadores e adoram companhia.

Peixes
Muito influenciados pelo meio ambiente, os piscianos deverão ser estimulados a escolher o melhor caminho e a desenvolver sua natureza espiritual. Caso contrário, poderão cair em enganos e ilusões, pois são muito sonhadores, tendendo a viver na irrealidade. Por isso, devem aprender a enfocar o mundo e as pessoas mais objetivamente. Precisam ser ensinados a definir metas e atingir objetivos a curto prazo, para depois pensar nos de longo prazo. Como são muito visuais, gostam de imagens bonitas e podem memorizar e aprender com esse recurso. Os pais devem ajudar as crianças nascidas sob esse signo a desenvolver a habilidade intuitiva natural e a utilizá-la para tomarem suas decisões.


Soprado pela Bruxa...3:56 da tarde
Cristais - A energia das jóias

É comum, numa família, que pais e avós deixem aos seus filhos e netos, jóias que lhe pertenceram.
Não há nada de mal nisso, mas devemos estar atentos para o fato de que esses objetos estão impregnados pela energia e freqüência vibratória de seu antigo proprietário. O potencial dessa energia aumenta mais ainda, se houver cristais ou outro tipo de pedra (gema) envolvidos.
Devemos notar então, que certas qualidades, ou energias, que podem não ser muito saudáveis, estarão a partir do momento que a usamos interagindo com nosso campo energético. Portanto, é necessário limpar essas peças.
Mesmo no caso de uma jóia nova, devemos ter consciência que ela foi feita por alguém, e depois disso manuseada por muitas outras pessoas, e em conseqüência disso, estará impregnada por energia e pensamentos muitas vezes nocivos.
Como fazer essa limpeza?
Por se tratar de uma jóia, não devemos usar sal grosso e nem mesmo, o refinado, pois pode danificar a peça (ouro e prata) ou a gema.
Primeiro mergulhe a peça numa solução de água com álcool na proporção de três colheres de chá de álcool para 1 copo d'água ( que deve ser mineral ou destilada), deixe a peça mergulhada nessa solução, por pelo menos 10 minutos. Lave a jóia em água corrente, e depois passe-a sobre a fumaça de um incenso de limpeza(olíbano, cânfora, benjoim,etc). Visualize então a jóia envolvida por uma luz de tonalidade violeta, e mentalize que essa luz está transmutando qualquer energia nociva, ou que não seja própria do metal ou da pedra. Após, essa limpeza, a jóia estará purificada.

Soprado pela Bruxa...3:45 da tarde
4.5.02
O ANKH OU CRUZ ANSATA

A cruz com a alça, conhecida como Ankh ou cruz Ansata, é uma das figuras ou símbolos mais importantes encontrados nos templos do Egito Antigo. Ela aparece gravada nas colunas dos templos de Karnak, Edfu e em outros lugares. Pode-se vê-la também gravada ou pintada em murais no Templo de Luxor, no Templo de Hatshepsut, Medinet Habu e outros, bem como em obeliscos e nas paredes de túmulos. Cenas vívidas pintadas em paredes de templos ou túmulos muitas vezes representam um deus estendendo o Ankh ao Faraó. Um exemplo disso está no túmulo de Amenhotep II onde vemos o Ankh sendo-lhe entregue por Osíris.

Em lugar da parte vertical superior, acima dos braços da cruz, em geral associada ao cristianismo, esse detalhe da cruz egípcia é ovalado, ou tem a forma de uma alça. Para os egípcios antigos isto significava vida e o símbolo, na verdade, é conhecido como a chave da vida. Os historiadores têm dedicado muito pouco espaço em seus trabalhos à importância do Ankh. Quando o vemos numa coluna de templo ou num obelisco, e ele não está sendo entregue por um deus, a cruz Ansata é quase sempre associada a outra figura ou símbolo egípcio muito conhecido, que se encontra ao lado do Ankh. Esta tem o mesmo tamanho do Ankh e embora a parte inferior tenha a mesma largura, ela termina numa ponta na parte superior. Para nós, essa figura é um triângulo isósceles. Trata-se do hieróglifo ou sinal que, quando apresentado com o Ankh, significa, de acordo com alguns estudiosos, para sempre, ou seja, junto os dois símbolos vem a significar vida eterna. Porém, para outra linha de estudiosos, quanto a este "triângulo isóceles" antes do Ankh, ele não representa a eternidade mas o verbo dotar, dar. Desta forma, duas formas de eternidade podem ser vistas após o Ankh, como na inscrição abaixo:

Tradução do nome do deus Aton:

(ra-HqA-Axty Hay m Axt) di anx Dt (n)HH (m rn.f m it ra ii nty m itn)

Rá, o governante dos dois horizontes, que se alegra no horizonte, dotado (di) de vida (Ankh), pela eternidade (Djed), para sempre (nhh), na sua manifestação (lit seu nome rn.f ) do Pai Ra (it ra ) que retorna, o qual está no Aton.

Com relação à eternidade:

A eternidade egípcia possuía um aspecto dual que podia também estar ligada aos deuses Rá e Osíris. A eternidade cíclica em egípcio neheh tinha relação com os eventos que aconteciam de forma repetida, como o nascer do Sol, as fases da Lua, as estações, as migrações de animais e aves, etc. A outra forma de eternidade era djet e se relacionava com o que é imutável, atemporal, ou seja, "a permanência daquilo que existe".

Ao que tudo indica, o Ankh surgiu na Quinta Dinastia.

Email de Ramsés


Soprado pela Bruxa...2:08 da tarde
AS BRUXAS E SEUS DONS

Nos últimos dias tenho visto aqui na lista algumas discussões a respeito de dons. Muita gente está preocupada em saber que dons tem, ou então estão apreensivas porque “se não descobrirem seu Dom não podem ser bruxas”.

Gente, essas preocupações são inúteis e creio que vcs andaram dando ouvidos a quem não entende muito de wicca.

Olha, a influência dos filmes de TV e cinema transparece nessas preocupações. Será que se eu não tiver o Dom de telecinese, premonição ou congelamento do tempo das meninas Charmed, será que se eu não for clarividente ou não puder transformar alguém em sapo torcendo o nariz como a Feiticeira do seriado, isso quer dizer que
não tenho um dom? E que não posso ser bruxa? Ou será que porque eu pronuncio errado “Vingardio leviosa” e minha pena não flutua como no filme Harry Potter eu não posso me iniciar? Heehehhehee

Gente, eu adoro a Feiticeira desde crianças, vejo todos os episódios repetidos, não perco nenhum do Charmed e sou HarryPottermaniaca... Mas se a vida imita a Arte, a magia da vida é muito maior, embora menos evidente que a dos efeitos especiais do cinema.

O que é o Dom de um@ Brux@? Se alguém não for dotada de poderes espetaculares não será uma brux@? Ou mais: será que a iniciação confere a alguém poderes “paranormais”?

O DOM DE UMA BRUXA É O DOM DE QUALQUER SER HUMANO. Aliás, creio que é esse mesmo o maior segredo da Bruxaria: um@ Brux@ sabe que é humana e
quantas coisas maravilhosas as pessoas podem fazer, se se reconhecem parte dos Deuses Antigos da natureza.

UMA BRUXA TEM EXATAMENTE OS MESMOS DONS QUE QUALQUER OUTRA PESSOA, sem exceção. Todas as pessoas podem produzir eventualmente, com maior
ou menor facilidade, os chamados fenômenos paranormais ( que nada tem de estranhos, alias, deveriam ser considerados normais, porque todos os tem). Clarividência, telepatia, telecinese, premonição... Estão ao alcance de qualquer pessoa, basta que as pessoas saibam disso, e permitam que seus dons se manifestem.

É SÓ ISSO QUE DISTINGUE AS BRUXAS DAS OUTRAS PESSOAS: POR ACREDITAREM QUE O UNIVERSO É MAGICO, E QUE A NATUREZA É MAGICA, ELAS DEIXAM AS MARAVILHAS ACONTECEREM EM SUAS VIDAS. A diferença, então, entre uma bruxa e qualquer outra pessoa é essa: o que elas crêem que seja o
universo.

Então, compreendido isso, por favor, parem de se afligir com essa besteira de “qual meu Dom?”. Experimentem todos os dons : brinquem com oráculos, tentem fazer transbordar uma taça cheia de água só com a força de sua mente, brinquem de direcionar a fumaça do incenso, chamem as pessoas sem falar, só pelo direcionamento de sua vontade...
Peguem um espelho ou cristal e deixem seu olhar vagar pela superfície, pensando “Qual a cor da roupa que meu amigo vestiu hoje de manha?”. Escrevam em um papel e liguem para ele para confirmar. Tente “acordar” em um sonho e agir magicamente nele... Fiquem invisíveis e passem na barreira policial sem incomodos, se façam
brilhar quando necessário... São tantas e tão simples maneiras de saber que dons chegam a vcs com mais facilidade...

E acima de tudo, divirtam-se: a Arte., antes de mais nada é lúdica. Se não tivermos prazer e curtirmos todo nosso aprendizado ,a tarefa nos parecerá demasiada e pesada.

Um beijo a todos, bençãos ainda no ritmo das Danças de Beltane,

Mavesper Ceridwen
Email de 03/05/02

Soprado pela Bruxa...1:58 da tarde



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[MAIO]
[::] O nome do mês de Maio deriva da deusa grega Maya, considerada a mãe de Hermes.

[::] Nas culturas celtas o nome para o mês de Maio é Mai ou Maj. Nesse mês era costume vestir-se de verde para homenagear a Mãe Terra.

[ABRIL]
[::] O nome "Abril" homenageia a deusa grega Afrodite, do amor e da paixão. Era por essa razão que acreditava-se e ainda acredita-se que os amores nascidos em Abril são para sempre.

[::]Os espíritos da Natureza correspondentes ao mês de Abril são os Elfos, pequenos duendes que adoram dançcar ao som das flautas medievais. Dizem que ouvir esse tipo de música durante o mês de Abril atri os Elfos que invadem nosso sono proporcionando sonhos proféticos.
[:<br>br>

[MARÇO]
[::]O nome "Março" deriva do Deus romano Marte, o Deus da Guerra. Equivalente ao Deus grego Ares, o celta Teutates, e Tyr, entre os nórdicos.

[::]Os antigos acreditavam que as chuvas e tempestades do mês de Março eram benéficas e mágicas e que traziam as bençãos dos céus. Por essa razão sempre recolhiam essas águas em potes e as utilizavam em seus encantamentos.

[::]Os espíritos guardiães do mês de Março são os silfos, os elementares do

ar responsáveis pelos ventos e tempestades. Dizem que quando chove muito

durante a noite éporque os silfos estão festejando. Por isso não é bom

reclamar do mau tempo de Março, mau tempo para nós, festa para eles.

[FEVEREIRO]
[::]O nome Fevereiro deriva, segundo algumas fontes, da Deusa romana Februa. Outra versão diz derivar do Deus Februs, correspondente a Hades e Platao.

[::]Os espíritos guardiães correspondentes ao mês de Fevereiro sao as Fadas Caseiras, aquelas que vivem nos vasos de plantas das nossas casas. Por essa razao e costume durante este mes enfeitar os vasos com laços vermelhos. Dizem que isso deixa as fadas tao felizes que trazem muita alegria e sorte para o lar.

[::]Fevereiro é o mês da purificação. Por esta razão, no último dia deste mês coloque em cada uma das janelas de sua casa uma cabeça de alho. Essa antiga pratica tem o poder de proteger nossos lares durante os proximos meses do ano.


[JANEIRO]
[::]As antigas tradições diziam que as condições climáticas dos 12 primeiros dias de janeiro indicarão o clima nos proximos 12 meses solares, cada dia correspondendo a um mês do ano.

[::]A palavra "Janeiro" deriva do Deus Janus, que segundo a mitologia romana tinha dias faces, cada uma representado os términos e os começos, passado e futuro.

[::]Os BROWNIES, os espiritos guardiães do mês de Janeiro, são pequenos cozinheiros do mundo mágico, e que nesse mês sempre apareciam nas cozinhas escocesas atraídos por bolo de chocolate com nozes e mel. Foi por causa destes seres que o bolo "brownie" foi batizado com esse nome.