Albertini-Janela Florida na Bretanha,Franca,1996

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Dia 27/01/02
- História da Wicca
- Escritas que deram forma a base Wicca
- Margot Adler

Dia 29/01/02
-Origens da Wicca

Dia 30/01/02
- Pax - Deusa da Paz

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- O que é paganismo?
- Wicca

Dia 01/02/02
- Wicca
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- La Magia

Dia 12/02/02
- Vivendo com as Deusas
- Carnaval festa pagã?

Dia 09/03/02
- Exercício 01 - Controle do pensamento
- Exercício 02 - Transmutação
- Exercício 03 - Psicometria
- Exercício 04 - Concentração
- Exercício 05 - Estado de Transe
- Exercício 06 - Glamour/Shapeshifting
- Exercício 07 - Mudança de forma
- Exercício 08 - Invisibilidade
- Exercício 09 - Respiração
- Exercício 10 - Meditação
- Exercício 11 - Brincando com a energia
- Exercício 12 - Sombra ou Ar
- Exercício 13 - Visualização
- Exercício 14 - Iluminação Básica Intuitiva
- Exercício 15 - Meditação Básica
- Exercício 16 - Concentração Básica
- Exercício 17 - Relaxamento Básico
- Exercício 18 - Respiração Básica
- Exercício 19 - Intuição I
- Exercício 20 - Energia Lunar
- Exercício 21 - Respiração Quadrada
- Exercício 22 - Intuição II

- Exercício 23 - Intuição III
- Feitiço 01 - Aguçar a intuição
- Feitiço 02 - Água de Lua Cheia
- O Amor é Contagioso
- Mabon
- Quem foi Mabon?

Dia 05/03/02
- A Deusa Tríplice
- Os Elementais - Silfos/Ondinas/
.Salamandras/Gnomos

Dia 25/03/02
- A Verdadeira História de Lilith
- O que são feitiços e encantamentos?

Dia 29/03/02
- O Nome Mágicos
- Sugestões de nomes mágicos

Dia 06/04/02
- Wicca, A Bruxaria Moderna
- Stregueria
- Mito de Lugh
- Janelas para a alma (Mandalas)
- Energização dos Cristais
- O que é uma egrégora - Texto 2
- Pranayama, Controle Básico da Respiração

Dia 15/04/02
- O Vampiro pode estar ao seu lado

Dia 30/04/02
- Elemento Ar
- Elemento Fogo
- Elemento Água
- Samhain
- Algumas deidades cultuadas em Samhain
- Fases da Lua
- O Eterno Feminino
- A Deusa Cerridwen
- Invocação e Evocação
- Introdução à Wicca
..1. O que é Wicca?
..2. No que acreditam os Wiccans?
..3.O culto à natureza e a questão ambiental.
..4.Sexualidade na Wicca.
..5.Os ritos mágicos-religiosos da Wicca.
..6.Magia na Wicca.
..7.A Estrutura da Wicca.
..8.O Chamadi da Deusa

Dia 01/05/02
- Bruxas e Corujas
- Deusa Maat, Um Caminho para Descobrir-se
- Lilith, Arquétipo Feminino Primordial
- Deusas Tríplice Celta

Dia 02/05/02
- Deusa Diana. Senhora dos Animais




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4.5.02
O ANKH OU CRUZ ANSATA

A cruz com a alça, conhecida como Ankh ou cruz Ansata, é uma das figuras ou símbolos mais importantes encontrados nos templos do Egito Antigo. Ela aparece gravada nas colunas dos templos de Karnak, Edfu e em outros lugares. Pode-se vê-la também gravada ou pintada em murais no Templo de Luxor, no Templo de Hatshepsut, Medinet Habu e outros, bem como em obeliscos e nas paredes de túmulos. Cenas vívidas pintadas em paredes de templos ou túmulos muitas vezes representam um deus estendendo o Ankh ao Faraó. Um exemplo disso está no túmulo de Amenhotep II onde vemos o Ankh sendo-lhe entregue por Osíris.

Em lugar da parte vertical superior, acima dos braços da cruz, em geral associada ao cristianismo, esse detalhe da cruz egípcia é ovalado, ou tem a forma de uma alça. Para os egípcios antigos isto significava vida e o símbolo, na verdade, é conhecido como a chave da vida. Os historiadores têm dedicado muito pouco espaço em seus trabalhos à importância do Ankh. Quando o vemos numa coluna de templo ou num obelisco, e ele não está sendo entregue por um deus, a cruz Ansata é quase sempre associada a outra figura ou símbolo egípcio muito conhecido, que se encontra ao lado do Ankh. Esta tem o mesmo tamanho do Ankh e embora a parte inferior tenha a mesma largura, ela termina numa ponta na parte superior. Para nós, essa figura é um triângulo isósceles. Trata-se do hieróglifo ou sinal que, quando apresentado com o Ankh, significa, de acordo com alguns estudiosos, para sempre, ou seja, junto os dois símbolos vem a significar vida eterna. Porém, para outra linha de estudiosos, quanto a este "triângulo isóceles" antes do Ankh, ele não representa a eternidade mas o verbo dotar, dar. Desta forma, duas formas de eternidade podem ser vistas após o Ankh, como na inscrição abaixo:

Tradução do nome do deus Aton:

(ra-HqA-Axty Hay m Axt) di anx Dt (n)HH (m rn.f m it ra ii nty m itn)

Rá, o governante dos dois horizontes, que se alegra no horizonte, dotado (di) de vida (Ankh), pela eternidade (Djed), para sempre (nhh), na sua manifestação (lit seu nome rn.f ) do Pai Ra (it ra ) que retorna, o qual está no Aton.

Com relação à eternidade:

A eternidade egípcia possuía um aspecto dual que podia também estar ligada aos deuses Rá e Osíris. A eternidade cíclica em egípcio neheh tinha relação com os eventos que aconteciam de forma repetida, como o nascer do Sol, as fases da Lua, as estações, as migrações de animais e aves, etc. A outra forma de eternidade era djet e se relacionava com o que é imutável, atemporal, ou seja, "a permanência daquilo que existe".

Ao que tudo indica, o Ankh surgiu na Quinta Dinastia.

Email de Ramsés


Soprado pela Bruxa...2:08 da tarde
AS BRUXAS E SEUS DONS

Nos últimos dias tenho visto aqui na lista algumas discussões a respeito de dons. Muita gente está preocupada em saber que dons tem, ou então estão apreensivas porque “se não descobrirem seu Dom não podem ser bruxas”.

Gente, essas preocupações são inúteis e creio que vcs andaram dando ouvidos a quem não entende muito de wicca.

Olha, a influência dos filmes de TV e cinema transparece nessas preocupações. Será que se eu não tiver o Dom de telecinese, premonição ou congelamento do tempo das meninas Charmed, será que se eu não for clarividente ou não puder transformar alguém em sapo torcendo o nariz como a Feiticeira do seriado, isso quer dizer que
não tenho um dom? E que não posso ser bruxa? Ou será que porque eu pronuncio errado “Vingardio leviosa” e minha pena não flutua como no filme Harry Potter eu não posso me iniciar? Heehehhehee

Gente, eu adoro a Feiticeira desde crianças, vejo todos os episódios repetidos, não perco nenhum do Charmed e sou HarryPottermaniaca... Mas se a vida imita a Arte, a magia da vida é muito maior, embora menos evidente que a dos efeitos especiais do cinema.

O que é o Dom de um@ Brux@? Se alguém não for dotada de poderes espetaculares não será uma brux@? Ou mais: será que a iniciação confere a alguém poderes “paranormais”?

O DOM DE UMA BRUXA É O DOM DE QUALQUER SER HUMANO. Aliás, creio que é esse mesmo o maior segredo da Bruxaria: um@ Brux@ sabe que é humana e
quantas coisas maravilhosas as pessoas podem fazer, se se reconhecem parte dos Deuses Antigos da natureza.

UMA BRUXA TEM EXATAMENTE OS MESMOS DONS QUE QUALQUER OUTRA PESSOA, sem exceção. Todas as pessoas podem produzir eventualmente, com maior
ou menor facilidade, os chamados fenômenos paranormais ( que nada tem de estranhos, alias, deveriam ser considerados normais, porque todos os tem). Clarividência, telepatia, telecinese, premonição... Estão ao alcance de qualquer pessoa, basta que as pessoas saibam disso, e permitam que seus dons se manifestem.

É SÓ ISSO QUE DISTINGUE AS BRUXAS DAS OUTRAS PESSOAS: POR ACREDITAREM QUE O UNIVERSO É MAGICO, E QUE A NATUREZA É MAGICA, ELAS DEIXAM AS MARAVILHAS ACONTECEREM EM SUAS VIDAS. A diferença, então, entre uma bruxa e qualquer outra pessoa é essa: o que elas crêem que seja o
universo.

Então, compreendido isso, por favor, parem de se afligir com essa besteira de “qual meu Dom?”. Experimentem todos os dons : brinquem com oráculos, tentem fazer transbordar uma taça cheia de água só com a força de sua mente, brinquem de direcionar a fumaça do incenso, chamem as pessoas sem falar, só pelo direcionamento de sua vontade...
Peguem um espelho ou cristal e deixem seu olhar vagar pela superfície, pensando “Qual a cor da roupa que meu amigo vestiu hoje de manha?”. Escrevam em um papel e liguem para ele para confirmar. Tente “acordar” em um sonho e agir magicamente nele... Fiquem invisíveis e passem na barreira policial sem incomodos, se façam
brilhar quando necessário... São tantas e tão simples maneiras de saber que dons chegam a vcs com mais facilidade...

E acima de tudo, divirtam-se: a Arte., antes de mais nada é lúdica. Se não tivermos prazer e curtirmos todo nosso aprendizado ,a tarefa nos parecerá demasiada e pesada.

Um beijo a todos, bençãos ainda no ritmo das Danças de Beltane,

Mavesper Ceridwen
Email de 03/05/02

Soprado pela Bruxa...1:58 da tarde
Como montar um altar?

...Um altar para um ritual é diferente do altar para o dia a dia. O ideal é deixar os instrumentos como athame, taça, etc. guardados somente para os rituais, assim você preserva e protege de terceiros a energia contida neles.

Qual é a intenção do altar? Para ancestrais? Use fotos de pessoas queridas que já se foram, objetos que você talvez tenha ganhado deles. Coloque flores, velas, incensos, objetos bonitos que te signifiquem algo especial. Um cuidado: evite deixar velas acesas e flores no seu quarto de dormir, dizem que atrai os espíritos e isso geraria um sono
mais conturbado...

Ah, a intenção é agradar aos Deuses? Flores, conchas (as em espiral são especialmente dedicadas às Deusas), novamente incensos, flores e velas. Um belo quadro... um espelho, coloque símbolos dos Deuses que você pretende cultuar e que sejam de tua predileção.

Às vezes, você tem uma bela miniatura de um animal, um coral, uma fruta... Coloque objetos que tenham significado especial para você.

Anexei uma imagem do livro Altar - A Arte de Criar um Espaço Sagrado, da Peg Streep. Lá tem várias dicas, é um livro bom pra ter como referência, explica de forma mais detalhada como montar um belo altar e tb dá muitas idéias... :-)...



Email de Lia Domingues para Zel - 04/04/02

Soprado pela Bruxa...1:55 da tarde
A RELIGIÃO EGÍPCIA

Autores: Fábio Costa Pedro e Olga M. A. Fonseca Coulon.
História: Pré-História, Antiguidade e Feudalismo, 1989

Origens e características:
As raízes da religião egípcias encontram-se nas aldeias neolíticas, anteriores à organização do Estado. Como a maioria dos povos primitivos, os primeiros egípcios tinham uma atitude de respeito em relação aos fenômenos da natureza- o Sol, a Lua, o Nilo - e às características marcantes dos animais - a ferocidade do leão, a força do crocodilo, etc. As primeiras divindades que surgiram eram quase sempre representadas sob a forma de um animal. Os egípcios veneravam especialmente o Sol: devem ter percebido que a vida depende dele e o adoravam sob vários nomes e diversos cultos. À medida que foram aprendendo a dominar a natureza, passaram a valorizar as qualidades humanas e o antropomorfismo - concepção dos deuses sob a forma humana - apareceu na religião egípcia, algum tempo antes do advento da primeira dinastia.

Os egípcios eram politeístas. Cada nomo possuía o seu próprio deus, - senhor do lugar -, freqüentemente associado a um animal, enfeixando atribuições e poderes diferentes. Apenas as cerimônias do culto, executadas pelos altos sacerdotes, eram semelhantes para os diversos deuses. Quando uma cidade se tornava importante politicamente, o deus local tendia a aumentar de prestígio e o seu culto crescia. Assim ocorreu com o deus Ra de Heliópolis, o Ptah de Mênfis, o Hórus-Falcão do Delta, o Amon-Ra de Tebas, o Ibis-Tot de Hermópolis.

A religião influenciava profundamente a vida dos egípcios. Consideravam que os menores detalhes de seu quotidiano e tudo que os cercava das cheias previsíveis do Nilo à morte acidental de um animal dependia inteiramente da disposição dos deuses.

Principais crenças:
Entre as principais crenças religiosas egípcias, sobressaiu-se a do deus Sol, que foi durante vinte séculos o culto oficial da monarquia faraônica. Ao lado dele, os mitos mais importantes foram os de Osíris, Ísis e Hórus, favoritos da devoção popular. Os cultos do Sol e das demais divindades estavam vinculados à importância da agricultura e das cheias do Nilo, das quais dependia a vida das aldeias.

O culto solar, elaborado em Heliópolis ( Cidade do Sol ), reconhecia o Sol -denominado Ra -como divindade suprema e criadora do Universo. Era chamado também de Kopri (sol da manhã), e de Atum (sol da tarde). Esse culto fundiu-se com o de Amon de Tebas, daí Amon-Ra.

HINO AO DEUS RÁ (O SOL):
"Que belo é teu levantares-te no horizonte do céu, ó Rá (Sol), iniciador da vida! Quando te arredondas no horizonte, enches a terra de tuas belezas: és encantador, sublime. Quando repousas no horizonte ocidental, a Terra fica em trevas, como morta... Mas a aurora vem, tu despontas no horizonte, irradias como Disco do dia, as trevas dissipam-se... As Duas-Terras do Egito põem-se em festa... Todos os animais se alegram, as árvores e plantas crescem, as aves voam de seus ninhos, com as asas abertas em adoração do teu Ka... Tu criaste a Terra segundo o teu coração, com os homens e os animais, tudo que na Terra existe..., os países estrangeiros..., a terra do Egito... Tu crias o Nilo no mundo inferior e os fazes sair à superfície da terra, onde queres, para alimentar os homens do Egito... e também puseste o Nilo no Céu, para que desça aos povos afastados, para regar seus campos, suas regiões, de que eles vivam... (Texto do 2º milênio a. C., in A. Moret, O Nilo e a Civilização Egípcia , citado por: FREITAS, G. de. 900 Textos e documentos de História. Antiguidade e Idade Média. Lisboa, Plátano, 1975, v. l, p. 78.

O MITO DE OSÍRIS:
O deus Osíris era um grande rei, que sucedera a seu pai Geb (a Terra); de parceria com sua mulher; a deusa-mágica Ísis, ensinou aos homens a agricultura, inventou o pão, o vinho e a cerveja (elementos essenciais da alimentação do povo egípcio), revelou-lhes a metalurgia. Mas seu irmão Tifão ou Sete mata-o: afoga-o no Nilo, corta-o em pedaços, que espalha pelos canaviais. Então Ísis procura, recolhe e reúne os membros esparsos refaz o corpo (como múmia) e, usando da sua ciência mágica, ressucita Osíris, que viverá agora eternamente, mas no Céu. Vingando-o, seu filho, o deus Hórus, combate e vence Sete e sucede ao pai no trono do Egito. Dele recebem em herança este reino os reis humanos -os faraós-que assim têm caráter divino. A SIGNIFICAÇÃO DO MITO OSIRIANO: Este mito, não só procura explicar a ascendência divina dos faraós, como, sobretudo, exprime no drama de Osíris, ao mesmo tempo deus da vegetação e divinização do Nilo, o mistério do nascimento das plantas e seus frutos, e depois o da sua morte, quando, na mesma ocasião em que a cheia do Nilo acaba, o vento ardente do deserto (Sete ou Tifão) sopra, e as espigas de trigo ceifadas são batidas, para se separar o grão, de que uma parte, pela sementeira, volta à terra sua sepultura, quando o rio tiver outra vez fecundado o solo (tiver também ressuscitado), para renascer em novas espigas... (FREITAS, G. de., op. cit. V. 1, p. 47/48)

A lenda de Osíris, que conta a morte e ressurreição do deus, está intimamente ligada à vida política e sócio-econômica do Egito. Através dela, podemos obter dados sobre a unificação do Sul e do Norte, o plantio do trigo, a importância do Nilo e a origem do poder divino do Faraó.

O Faraó era a encarnação do deus e o sumo sacerdote, sendo o seu poder praticamente absoluto, porque exercido em nome do deus. Daí o Egito ser considerado uma monarquia despótica de origem divina. O templo egípcio, construído em pedra, não era um lugar à disposição do povo. Era a habitação privativa da divindade, ao qual somente o Faraó e os sacerdotes tinham acesso.

O culto diário consistia em preces, gestos consagrados, hinos e defumações de incenso, realizados pelos sacerdotes, como delegados do Faraó, em teoria o único habilitado a estabelecer a ligação entre os homens e os deuses. Pela manhã e à tarde, a porta do santuário localizada no interior do templo era aberta e a estátua do deus era reverenciada, lavada e vestida, recebendo oferendas de alimentos e bebidas. Em todos os santuários eram feitos os mesmos atos. Ao povo somente era permitido fazer suas oferendas e adorações na parte externa dos templos.

As crenças sobre a vida depois da morte fizeram dos túmulos egípcios, principalmente as pirâmides, túmulos dos faraós, os mais ricos da história humana em oferendas enterradas com os defuntos e em pinturas retratando a vida quotidiana. A crença na ressurreição do corpo conservado gerou a prática da mumificação por processos muito desenvolvidos e até hoje não inteiramente conhecidos.

O EMBALSAMENTO DE RICO:
"Primeiro, com a ajuda de um ferro curvo, extraem o cérebro pelas narinas... Em seguida, com uma pedra cortante, fazem uma incisão no flanco e retiram os intestinos, que limpam e purificam com vinho de palmeira e purificam uma segunda vez com arômatas moídas. Depois, enchem o ventre de mirra pura triturada, de canela e de todos os outros arômatas, com exceção do incenso e cosem. Feito isso, salgam o corpo cobrindo-o de natrão (carbonato de sódio natural) durante 70 dias... Lavam o corpo, enrolam-o todo em faixas de linho fino, com uma camada de borracha (como cola)... Metem o morto num estojo de madeira em forma de figura humana... que guardam no interior de uma câmara funerária...

O EMBALSAMENTO DE POBRE:
Desinfetam os intestinos... metem-no no sal durante 70 dias; entregam o corpo. (Heródoto, in: FREITAS, G. de, 900 Textos e Documentos de História. Lisboa, Plátano, 1975, v. 1, p. 49.

Enormes recursos e trabalhadores foram recrutados no Egito, na construção de templos e pirâmides paraperpetuar os Faraós, suas realizações e feitos, mesmo que isso significasse o trabalho compulsório de grande parte da população, não beneficiária desses momentos. A cada ano, os sacerdotes realizavam cerimônias para garantir a chegada da inundação, e o rei agradecia a colheita solenemente às divindades adequadas. Os deuses eram consultados para solucionar problemas políticos e burocráticos, bem como os de caráter familiar. A religião penetrava, pois, em todos os aspectos da vida pública e privada dos antigos egípcios, tornando-se a base do poder do Faraó ( Senhor da Casa Grande) e marcando profundamente a sociedade, a política, a economia, a medicina, as letras e as artes.

ESCRITA, LITERATURA, CIÊNCIAS E ARQUITETURA
A escrita hieroglífica, inventada em fins do período pré-dinástico e aperfeiçoada sob as primeiras dinastias, foi utilizada até o fim da Antiguidade. Consistia numa combinação de ideogramas (sinais que representam idéias) e fonogramas (sinais que representam sons). Deu origem a duas outras escritas mais simplificadas e mais próprias a serem grafadas no papiro: o hierático e o demótico. A escrita hierogrífica foi decifrada pelo francês Champollion, em 1822.

Os textos egípcios que se conservaram são predominantes religiosos e funerários - textos das pirâmides, textos dos sarcófagos, Livro dos Mortos (coletânea de ensinamentos de como proceder na vida de além-túmulo e durante o julgamento de Osíris), hinos a diversas divindades, inscrições que se referem aos mitos e rituais divinos, além de romances, poesias líricas, sátiras, tratados técnicos, etc.

A ciência egípcia consistia em conhecimentos práticos diversos como receitas de medicamentos, fórmulas geométricas e trigonométricas para a agrimensura ou para a construção. A numeração era decimal, mas não usavam o zero; conheciam a soma e a subtração. O calendário, ao mesmo tempo solar e lunar, estabeleceu-se cedo, através da observação da coincidência eventual do aparecimento conjunto do sol e da estrela Sírius. Os médicos egípcios eram famosos na Antiguidade e a prática da mumificação levou a uma acumulação de conhecimentos sobre anatomia. Não obstante, a medicina, a astronomia e os outros ramos da ciência estavam profundamente penetrados de magia e de religião.

A arte egípcia preocupou-se em expressar a riqueza e o poder dos governantes, destacando-se a arquitetura monumental, a decoração de templos e túmulos com relevos, pinturas e estátuas, a confecção de vasos de pedra e a ourivesaria.

A arquitetura era sólida, de proporções colossais, tentando expressar toda a força e poder da monarquia. Os exemplos mais conhecidos são as pirâmides (características do Antigo Império), destacando-se as dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos; a Esfíngie, gigantesca estátua com corpo de leão e cabeça humana, cuja construção é atribuída a Quéfren; os templos de Luxor e de Carnac, erguidos no Novo Império. Além das pirâmides, a arquitetura funerária criou outros tipos de túmulos: as mastabas, de forma trapezoidal e os hipogeus, tumbas subterrâneas cavadas nas montanhas.

Soprado pela Bruxa...1:07 da tarde
SIGNIFICADOS MÁGICOS DE ANIMAIS

Leão
O leão era símbolo de coragem e força para os soldados romanos. Na Pérsia e na Índia é considerado um animal sagrado. O leão no Oriente Médio representa o amor. O
leão não ataca sua prole, mesmo quando não tem nada para comer. Mensagem: Aja com justiça e coragem. Não ataque injustamente. É importante escutar antes de falar.

Raposa
No Japão é símbolo de fertilidade e abundância. Nas culturas indígenas norte-americanas, a raposa é repleta de contradições. Ela é independente, audaciosa, esperta ou precavida. A raposa tem um instinto de sobrevivência muito forte, por isso, representa união e segurança da família. A raposa muda de cor e tem a capacidade de ficar imperceptível com o ambiente. Mensagem: Não revele os seus pensamentos e palavras às pessoas no momento. O tempo é sábio. Tudo acontece na hora certa. Seja astuta e observe a vida sem chamar tanta atenção.

Urso
O urso vive no escuro das cavernas e é um animal solitário. O urso não ataca o inimigo morto ou fora do combate. Nos países onde o inverno é rigoroso, ele hiberna. A mãe ursa é carinhosa com os filhotes. A Panda-gigante é símbolo mundial na luta pela preservação das espécies animais. A força do urso é descobrir caminhos alternativos para atingirmos nossas metas

Serpente
A serpente troca de pele de tempo em tempos. Este ciclo de transformação simboliza viver, morrer e renascer. Na Grécia a serpente é representada como arco-íris. Ela simboliza o poder de cura. Duas serpente entrelaçadas num bastão de madeira ou metal formam o caduceu, símbolo da paz. A serpente gera o fogo. Essa energia atua no plano material, na paixão, na vitalidade e na procriação. Nos mitos, a serpente é mediadora dos deuses e do conhecimento. Mensagem: É o momento de transformar pensamento, desejos e comportamentos para se integrar com o Todo.

Golfinho
O golfinho é identificado como o Cristo amigo. O golfinho é o guardião do sopro sagrado da vida. Ele nada em meio às ondas, emergindo e submergindo num ritmo de intervalos regulares. O Golfinho controla a respiração enquanto esta sob o mar. Com técnicas de respiração consegue-se relaxar os músculos e acalmar a mente. Despertando a consciência interior podemos sintonizar as mensagens do golfinho. É muito importante saber se comunicar. O golfinho é o mensageiro. Sua conexão com o
Grande Espírito nos traz respostas as nossas indagações.

Pomba
O animal preferido de Afrodite, a deusa do amor. É pacífica, doce, fiel ao parceiro. A pomba é o símbolo da paz e esperança. Está associada a São Francisco de Assis e outros santos e mártires. Na Índia, a pomba aparece em companhia de Krishna menino.Mensagem: Sentir paz interior é ver a vida colorida. Estar em harmonia
é dizer não a violência e a dor. Medite, apenas, cinco minutos por dia. Você notará mudanças.

Borboleta
Presa no casulo, a pequena larva espera o momento de libertar a nova forma. Quando chega o momento, ela rompe as barreiras e surge um inseto alado. Esse é o processo da borboleta. Na Grécia, a borboleta era sinônimo da imortalidade. No Japão, os insetos são associados às flores e a iluminação búdica. A borboleta representa a alma. Mensagem: Os ciclos da vida são importantes para o crescimento. As transformações nos guiam a um novo estágio de autoconhecimento.

Beija-Flor
São 330 espécies espalhadas pelas Américas. O Beija-flor produz um som alegre e desperta a energia das flores. As penas do Beija–flor têm poderes mágicos e são usadas para fazer amuletos e talismãs de amor. Na mitologia maia, o Beija-flor é associado ao Sol Negro e a Quinta Dimensão. Ele é o único pássaro que pode voar em todas as direções. O Beija-Flor é de caráter polígamo (abandona a fêmeas após a fecundação). Mensagem: Para ser feliz é necessário amar a vida e as pessoas. O
Beija-Flor transmite a beleza, a alegria e o amor. A energia do Beija-Flor é frágil. Grosseria ou agressividade não combinam com a sua essência

Águia
É a “rainha das aves”simboliza o pai e a paternidade. Nas lendas e mitologias sempre acompanha de perto um herói e deuses solares. Representou os antigos reis. Atualmente, figura nas armas dos Estados Unidos. Para os índios norte-americanos, a águia é o poder do Grande Espírito. Graças à sua excelente visão a distância, está associada à sabedoria e à iluminação espiritual. A pena da águia e o apito feito do seu osso são utilizados como instrumento de cura pelas tribos ameríndias. Mensagem: Águia desperta a intuição. Equilibra e sintoniza sua alma, sua personalidade e seu emocional. Ela tem o poder de apresentar oportunidades, novas direções e de transmitir uma sensação de liberdade.

Coruja
A coruja é associada ao mistério, a magia e a clarividência. “Ver o que os outros não vêem e escutar o que os outros não escutam”. A coruja é uma ave de hábitos noturnos. Enxerga e escuta com precisão. A coruja é discreta. O seu vôo é silencioso. Esse animal é associado aos bruxos e feiticeiros que costumam realizar seus rituais durante a noite. A coruja é conhecida como guardiã do mundo dos mortos. Mensagem: O momento não é de ilusão. Observe o problema e encontre soluções. É o caminho. Vibrar a coruja é despertar a consciência para a realidade.

Email de Bruxo Titanio

Soprado pela Bruxa...1:04 da tarde
IEMANJÁ, SENHORA DAS ÁGUAS

Iemanjá é uma deusa abrasileirada, sendo resultado da miscigenação de elementos europeus, ameríndios e africanos.

É um mito de poder aglutinador, reforçado pelos cultos de que é objeto no candomblé, principalmente na Bahia. É também considerada a Rainha das Bruxas e de tudo que vem do mar, assim como é protetora dos pescadores e marinheiros. Governa os poderes de regeneração e pode ser comparada à deusa Ísis.

Os grandes seios ostentados por Iemanjá, deve-se à sua origem pela linha africana, aliás, ela já chegou ao Brasil como resultado da fusão de Kianda angolense (Deusa do Mar) e Iemanjá (Deusa dos Rios). Os cabelos longos e lisos prendem-se à sua linhagem ameríndia e é em homenagem à Iara dos tupis.

De acordo com cada região que a cultua recebe diversos nomes: Sereia do Mar, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Inaê, Mucunã, Janaína. Sua identificação na liturgia católica é: Nossa Senhora de Candeias, Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Piedade e Virgem Maria.

Do mesmo modo que varia seu nome, variam também suas formas de culto. A sua festa na Bahia, por exemplo é realizada no dia 2 de fevereiro, dia de Nossa Senhora das Candeias. Mas já no Rio de Janeiro é dia 31 de dezembro que se realiza suas festividades. As oferendas também diferem, mais a maioria delas consiste em pequenos presentes tais como: pentes, velas, sabonetes, espelhos, flores, etc. Na celebração do Solstício de Verão, seus filhos devotos vão às praias vestidos de branco e entregam ao mar barcos carregados de flores e presentes. Às vezes ela aceita as oferendas, mas algumas vezes manda-as de volta. Ela leva consigo para o fundo do mar todos os nossos problemas, aflições e nos trás sobre as ondas a esperança de um futuro melhor.

Grande foi o número de ondas que se quebrou na praia, mas maior ainda, foi o caminho percorrido pelo mito da divindade das águas. Das Sereias do Mediterrâneo, que tentaram seduzir Ulisses, às Mouras portuguesas, à Mãe D'água dos iorubanos, ao nosso primitivo Igpupiara, às Iaras, ao Boto, até Iemanjá. E, neste longo caminhar, a própria personalidade desta deusa, ligada anteriormente à morte, apresenta-se agora como protetora dos pescadores e garantidora de boa pesca, sempre evoluindo para transformar-se na deusa propiciadora de bom Ano Novo para os brasileiros e para todos que nesta terra de Sol e Mar habitam.

ARQUÉTIPO DA MATERNIDADE

Iemanjá é por excelência, arquétipo da maternidade. Casada com Oxalá, gerou quase todos os outros orixás. É tão generosa quanto as águas que representa e cobrem uma boa parte do planeta. Iemanjá é o útero de toda a vida, elevada à posição principal da figura materna no panteão de iorubá (Ymoja). Seu sincretismo com a Nossa Senhora e a Virgem Maria lhe conferem a supremacia hierárquica na função materna que representa. É a deusa da compaixão, do perdão e do amor incondicional. Ela é "toda ouvidos" para escutar seus filhos e os acalenta no doce balanço de suas ondas. Ela representa as profundezas do inconsciente, o movimento rítmico, tudo que é cíclico e repetitivo. A força e a determinação são suas características básicas, assim como o seu gratuito sentimento de amizade.

Deusa da fecundidade, da procriação, da fertilidade e do amor, Iemanjá é normalmente representada como uma mulher gorda, baixa, com proeminentes seios e grande ventre. Pode, também aparecer na forma de uma sereia. Mas, não importando suas características, ela sempre se apresentará vinculada ao simbolismo da maternidade.

Iemanjá surge nas espumas das ondas do mar para nos dizer que é tempo de "entrega". Você está carregando em seus ombros um fardo mais pesado do que possa carregar? Acha que deve realizar tudo sozinha(o) e não precisa de ninguém? Você é daquelas pessoas que "esmurra ponta de prego" e quer conseguir seu intento nem que tenha que usar à força? Pois saiba que a entrega não significa derrota. Pedir ajuda também não é humilhação, a vida tem mais significado quando compartilhamos nossos momentos com mais alguém. Geralmente esta entrega ocorre em nossas vidas forçosamente. Se dá naqueles momentos em que nos encontramos no "fundo do poço", sem mais alternativas de saída, então nos viramos e entregamos "à Deus" a solução. E, é exatamente nesta hora que encontramos respostas, que de maneira geral, eram mais simples do que imaginávamos. A totalidade é alimentada quando você compreende que o único modo de passar por algumas situações é entrega-se e abrir-se para algo maior.
Quando abrimos uma brecha em nosso coração e deixamos que a Deusa atue em nós, alcançamos o que almejamos. Entrega é confiança, mas tente pelo menos uma vez entregar-se, pois lhe asseguro que a confiança virá e será tão cega e profunda quando a sua desconfiança de agora. O seu desconhecimento destes valores, escondem a presença de quem pode lhe ajudar e provocam sentimentos de ausência e distância. Não somos deuses, mas não devemos nos permitir viver à sombra deles.

RITUAL DE ENTREGA (só mulheres)

Você deve fazer este ritual numa praia, em água corrente e até visualizando um destes ambientes. Primeiro mentalmente viaje até seu útero, no momento do encontro se concentre. Respire profundamente e leve novamente sua consciência para o útero. Agora respire pela vulva. Quando se achar pronta, com o mar a sua frente, entre nele. Sinta a água acariciando seus pés, ouça o barulho das ondas no seu eterno vai-e-vem. Chame então a Iemanjá para que venha encontrá-la. Escolha um lugar onde você puder boiar tranqüilamente e com segurança. Sinta as mãos da Iemanjá acercando-se de você. Abandone-se em seu abraço, ela é mãe muito amorosa e espetacular ouvinte. Renda-se aos seus carinhos e entregue-se sem medo de ser feliz. Você está precisando revigorar sua vida amorosa, procura um emprego ou um novo amor? Faça seus pedidos e também lhe fale de todas suas angústias e aflições. Deixe que Iemanjá alivie os fardos que carrega. Ela carregará consigo para o fundo do mar todos os seus problemas e lhe trará sobre as ondas a certeza de dias melhores, portanto abandone-se à imensidão do mar e do seu amor.

Quando estiver pronta para voltar, agradeça a Iemanjá por estes doces momentos passados com ela. Então estará livre para voltar à praia, sentindo-se mais leve, viva e purificada.

Por:
Rosane Volpatto

Bibliografia Consultada

Orixás - Pierre Fatumbi

Oráculo da Deusa - Amy Sophia Marashinsky

Biografia do Folclore Brasileiro - Braúlio do Nascimento

Soprado pela Bruxa...12:31 da tarde
2.5.02
BRUXAS "NATURAIS"

Quando falamos sobre tornar-se bruxa, somos bombardeados com imagens de velas, círculos, gatos, ervas, tarot etc... Curiosos, somos imediatamente atraídos sobre essa condição de bruxa, sua diferença do comum das pessoas, sua especialidade, ou a estirpe da bruxa. Mas nenhuma dessa imagens faz da bruxa o que ela é. Uma bruxa é uma babá da Terra, uma professora da Arte, uma condutora de energia e uma manifestação auto-reconhecida da Deusa.

Bruxaria, Witchcraft, é um modo de vida. É uma mentalidade, uma espiritualidade, uma filosofia e um código de éticas. É um modo de pensamento, crenças, sentimentos e ações que incorporam e integram corpo, alma e mente com a energia que flui da Terra, do Cosmos e daquilo tudo que nos rodeia. Quando uma pessoa se inicia, através de seus estudos, práticas e tentativas, aprende a sentir a energia ao redor de si, a direcionar esta energia . Então estará apta a respeitar a vida, a viver pacificamente e a respeitar a Terra.

Como bruxas, assumimos essas regras sem pensar sobre elas, e elas se integram em nosso modo de vida perfeitamente. Enquanto aperfeiçoamos nossas artes ocultas, nossas artes Mágickas, não podemos esquecer do trabalho duro que é moldar nossas almas e aperfeiçoá-las para levar adiante o trabalho da Deusa, o que é a verdadeira Arte de uma bruxa.

Nós, através de nosso livre arbítrio, permitimos que a "bruxa interior" aflore, permitimos que a Deusa adentre dentro de nós através da realização de nossas habilidades naturais. O que requer que olhemos para dentro de nós mesmas, reconheçamos nossos talentos e os usemos para benefício próprio ou de outrem. Isso requer experiência pessoal, estudo, disciplina e dedicação.

Algumas de nós parecem que nascem já com essa capacidade, outras vão adquirindo estas noções gradativamente, nunca realmente certas de que fizeram as pazes com a Deusa ou não. Muitas pessoas chamam o primeiro grupo de pessoas de 'bruxas naturais' . Eu considero estes termos risíveis. Pense bem, você já viu uma bruxa artificial? Uma bruxa sintética, quem sabe?

O poder de uma bruxa é algo que já está dentro de nós mesmos, mas como aprendemos a manifestar este poder varia de pessoa a pessoa. A Deusa dá a todos o poder - mas está em nós desenvolvê-lo.

O que devemos entender é que não pulamos para fora do útero com o athame nas mão e o livro das sombras debaixo do braço. Mas todos nascemos com o potencial - mesmo que escolhamos não utilizá-lo. Talvez o potencial apavore as pessoas. Talvez elas não queiram assumir a responsabilidade que uma bruxa carrega sobre seus ombros. Talvez não acreditem!

Nem todas as bruxas tem os mesmos talentos. Algumas lançam círculos maravilhosos, outras trabalham com divinação. Outras são dedicadas ao ensino da Arte ou trabalham com as Artes da Cura. Mas apesar do rótulo que dermos a nós mesmas, somos chamadas BRUXAS porque nós estudamos, amamos, nos sacrificamos muitas vezes e crescemos.

E devido ao fato de conseguirmos fazer estas coisas, e porque vivemos acima do potencial mágicko humano comum, somos bruxas, naturalmente. Porque quando nos relacionamos com a Deusa e com a Arte, tentamos fazer isso da melhor forma que pudermos e da maneira mais natural do mundo. Sem encenações. Nós somos a Deusa e ela É em nós.

Naturalmente.

Monica - Joy Silvermoon

Soprado pela Bruxa...7:03 da tarde
POR QUE "A ARTE"?

Email de Mavesper Cerridwen

Para entender porque a Wicca ou a bruxaria é chamada de A Arte, temos que raciocinar em inglês, língua da qual o termo veio. Assim, o que foi traduzido para português como A Arte é, na verdade The Craft , que significa Trabalhos Manuais, literalmente. Sabemos que a bruxaria era uma ocupação primordialmente feminina, assim, imagine o tempo gasto pelas nossas ancestrais em cardar, fiar e depois tecer a lã... E quanto desses movimentos repetitivos das mulheres induziam estados alterados de consciencia - como induzem até hoje. Creio que entender essa coisa tão simples do dia a dia das mulheres dos povos pagãos é que nos dá a chave para entender porquê A Arte. Na verdade The Craft = Trabalhos manuais e seu uso mágico tradicional pelas mulheres.

Creio que depois o termo adotou significados mais pomposos, mas a explicação sobre a origem - segundo um axioma científico - é sempre a explicação mais simples, não é mesmo? :)

Soprado pela Bruxa...6:54 da tarde
NOME DOS QUATRO VENTOS

Bóreas (ou Setentrião), Zéfiro (ou Favônio), Euro (ou Vulturno) e Noto (ou Austro).

Bóreas - Vento do Norte : Frio e rigoroso; zela pela fertilidade da natureza e combate a poluição de nosso solo, ao proteger a Terra.
Zéfiro - Vento do Oeste : Impetuoso e funesto, provocando tempestades; comanda a Água.
Euro - Vento do Leste; equilibra o Ar.
Noto - Vento do sul: controla o Fogo.
Éolo - Deus dos Ventos é quem controla os quatro ventos, por isto antes de invocar aos ventos é melhor fazer um agradinho pra ele, e pedir licença.

Email de Gwydyon Drake

Soprado pela Bruxa...6:29 da tarde
ISTAR, DEUSA DA FERTILIDADE

A Deusa-Lua cujo culto foi mais disseminado na Antiguidade foi Istar da Babilônia. Foi também Astarte em Canaã, Atar na Mesopotâmia, Astar em Moab, Estar na Abissínia e Astarte na Grécia. Entretanto, Deméter parece ser o termo genérico para qualquer manifestação desta grande deusa poderosa, a "Magna Dea do Oriente".

No Egito, sua contraparte era Ísis, cujo culto espalhou-se até a Grécia e Roma e continuou a florescer nos primeiros séculos da época cristã.

Istar é a personificação da força da natureza que tanto dá quanto tira a vida. É a Mãe de todos, Deméter de muitos seios. Carrega outros títulos como: Brilho-prateado, Produtora de sementes e Grávida. É a deusa da fertilidade que doa o poder de reprodução e crescimento aos campos e para todos os animais, inclusive para nós homens. Através de uma transição natural, torna-se a deusa do amor sexual e protetora das prostitutas. É aquela que abre o útero, o único refúgio das mães nas dores de parto.
Como se vê, toda vida Dela emana. Mas como toda a deusa lunar ela tem um caráter duplo. Assim como é provedora da vida, é também destruidora, pois é a própria lua, em cuja fase crescente todas as coisas crescem e em cuja fase minguante todas as coisas minguam e são enfraquecidas. Mas este não é o fim, pois logo a lua crescente volta. A luz sempre vence a escuridão e a deusa reaparece mais uma vez na sua fase criativa e benéfica. Istar assim governa, sucessivamente, em todos os ciclos da Lua ou meses do ano E, ainda a fertilidade do ano, tudo o que nasce é considerado como sua prole. Essa idéia aparece de um modo lindo na crença de que seu filho, Tamuz, era a vegetação de toda a Terra. É também chamado Uri-Kittu, o Verde. O mito diz, que ao obter a virilidade, ele torna-se seu amante. Entretanto, ano após ano, ela o condena à morte. Na passagem do ano, época do Solstício de Verão, ele morre e vai para o submundo. Por ocasião deste evento, a deusa e todas as mulheres choram por ele, e isso ocorre no mês que tem seu nome, Tamuz ou Du'úzu. Os hinos de lamentação foram preservados até hoje, e diz o seguinte:

"Levanta-te, então vai, herói,
pela estrada do "Não-Retorno"
Ai herói! guerreiro, un-azu
Ai herói! herói, meu deus Damu
Ai herói! filho-meu, fiel senhor
Ai herói! Gu-silim dos olhos brilhantes
Ai herói! Tu és minha luz divina."


Istar e as outras mulheres ficavam de luto pelo deus Verde, até que ela empreendia a perigosa jornada para a Terra-do-não-retorno, a fim de salvá-lo. Lá suas jóias brilhantes lhe são retiradas, ao passar por cada uma das seis portas que guardam o lugar. No final desprovida de suas jóias e forças deve lutar com sua irmã Alatu pela posse de Tamuz. Nesta versão, Istar é considerada Rainha do submundo, pois como a Lua ela caminha por entre os mundos, o Superior e o Inferior. A perda de suas jóias
em seis estágios é o equivalente à fragmentação do deus lunar e representa os seis pedaços noturnos que são tirados da Lua nas seis noites do último quarto.

Quando a senhora Istar empreende esta viagem, um terrível desespero e depressão envolvem à Terra:

"Desde que a Senhora Istar desceu
à Terra-do-não-retorno
O touro não cobre a vaca,
o asno não se curva sobre a fêmea,
O homem não corteja a mulher na rua,
O homem dorme em seu quarto
A mulher dorme sozinha."


Era somente depois de sua volta à Terra que o poder da fertilidade e também do desejo sexual podiam operar novamente. Ela é a deusa que desperta o impulso sexual nos animais e nos homens.

Como Sinn (deus da lua), que a precedeu, ela é trina. Sua pessoa engloba a Deusa-do-céu, a Deusa-da-terra e a Deusa-do-submundo, como já descrevemos. Em suas forma mutantes, Istar desempenha todos os papéis femininos possíveis. É chamada de filha como também de irmã do deus Lua, que é ao mesmo tempo seu próprio filho. É mulher, a personificação do Yin, do princípio feminino e do Eros. Para as mulheres ela é o próprio princípio de ser. Para os homens é a mediadora entre eles mesmos e a fonte secreta da vida, escondida nas profundezas do inconsciente.

O poder e significação desta grande Deusa da Lua, Rainha-do-céu, que caiu nas águas do Eufrates e foi trazida à praia por um cardume de peixes servos, se encontram explicados num hino que encontra-se em uma das "Sete tábuas da Criação", que datam do século VII a. C, embora o próprio hino seja muito mais antigo.

ORAÇÃO À DEUSA ISTAR

"Ó deusa dos homens, ó deusa das mulheres,
tu, cujo desígnios ninguém pode compreender,
Onde olhas com compaixão o morto vive outra vez,
o doente é curado, o aflito é salvo de sua aflição.
Eu, teu servo, pesaroso, em suspiros
e em angústia, te imploro.
Considera-me, ó minha senhora,
e aceita a minha súplica.
Compadece-te de mim e ouve a minha oração!
Grita para mim "Basta!" e deixa que
o teu espírito seja apaziguado.
Por quanto tempo irá meu corpo, que está cheio
de inquietação e confusão, lamentar?
Guia meus passos na luz, que entre os homens
eu possa gloriosamente procurar o meu caminho!
Deixa minha oração e minha súplica chegar a ti,
E deixa tua grande compaixão cair sobre mim,
Para que aqueles que para mim olharem,
possam exaltar o teu nome,
E que eu possa glorificar a tua divindade
E o teu poder diante da humanidade!"


Por:
Rosane Volpatto

Soprado pela Bruxa...6:27 da tarde
DEUSA SEDNA

De origem esquimó, é celebrada no dia 02 de Abril.
Sedna é a protetora dos mares e e senhora dos mistérios da vida e da morte.
Contam os xamãs esquimós que Sedna era filha de um velho homem viúvo, chamado Anguta.
Sedna possuia uma beleza tão intensa, que todos os jovens da tribo desejavam casar com ela. Porém, Sedna não aceito a proposta de nenhum deles, preferindo sonhar com um príncipe, que um dia chegaria e a livraria das duas tarefas diárias.
Um dia, quando se encontrava entregue ao trabalho, um lindo pássaro pousou perdo dela. Sedna, encantada com a beleza da ave, abandonou por instantes o que fazeia e se aproximou da bela ave, para admirá-la melhor.
O pássaro, ao vê-la já bem perto, convidou-a para que fosse morar com ele, dando-lhe, em troca, uma vida despreocupada, desobrigada das tarefas que executava todos os dias.
Sedna, seduzida pela ave, voou com ela para o alto-mar, onde o pássaro morava: a uma grande pedra, perdida no meio do oceano. Sedna compreendeu que fora iludida pelas promessas da bela ave. Seu ninho era o mais sujo que se podia imaginar.
Triste por ter cedido às promessas da ave e exausta de tanto trabalhar, chamou pela ajuda de seu pai e, em prantos, pediu-lhe que a visitasse uma vez por nao.
Na aldeia, o pai ouviu seu lamento triste. Pegou seu caiaque e lançou-se ao mar, para resgatá-la. Quando chegou na pedra onde o pássaro morava, teve que matá-lo e, rápido, colocou sua filna na embaração. Porém, o que ele não sabia é que o pássara era o rei de todas as aves da ilha. Ultrajados pelo assassinato de seu soberano e o rapto de sua rainha, os pássaros perseguiram o caiaque de Anguta.Este, percebendo a razão do ataque, logo tratou de lançar Sedna nas águas geladas do mar. tomada pelo pavor da morte, Sedna agarrou com as duas mãos a borda do caiaque, mas Anguta - que em esquimó significa "o homem que corta" - honrou o significado de seu nome e cortou os dedos da filha... Sedna, numa última tentativa de se salvar das águas, agarrou-se ao barco com os braços, mas Anguta os decepou também.
Dilacerada pela dor, Sedna acabou por ser tragada pelas águas geladas do oceano.
Diz a lenda que dos dedos e braços amputados de Sedna surgiram os primeiros peixes e os grandes mamíferos do mar, respectivamente. Assim, foi Sedna quem, com sua morte, trouxe alimento aos esquimós.

Soprado pela Bruxa...6:10 da tarde
DEUSA DIANA/ARTEMIS, SENHORA DOS ANIMAIS

"Sou quem eu sou
e sei quem sou
Posso cuidar de mim mesma
em qualquer circunstância
e posso deixar os outros cuidarem de mim
Posso optar
Não existe autoridade
mais elevada do que a minha
meu poder de discernimento é finamente aguçado
Tenho autonomia
Estou livre da influência
da opinião dos outros
Sou capaz de separar
o que precisa de separação
Assim uma decisão lúcida
pode ser alcançada
Penso em mim mesma
Ajusto a mira
e aponto o arco
Minhas setas atingem sempre o alvo."


Todos nós conhecemos a imagem de Ártemis (Diana, para romanos), que foi esculpida e pintada como uma deusa lunar esquia, virginal, acompanhada de cães ou leões e trazendo um arco dourado nas mãos. Ela era a deusa mais popular da Grécia. Ela habita as florestas, bosques e campinas verdejantes, onde dança e canta com ninfas que a acompanham. Em seu culto, estão presentes danças orgiásticas e o ramo sagrado. Ela era uma deusa de múltiplas facetas associadas ao domínio da Lua, virgem, caçadora e parteira e de fato representa o feminino em todos os seus aspectos.

Quando Ártemis era pequena, Zeus, seu pai, perguntou-lhe o que queria de presente em seu aniversário.
Ártemis respondeu:
- Quero correr livre e selvagem com meus cães pela floresta e nunca, nunca casar. Foi feita a sua vontade.
Ártemis, é a mais antiga de todas as deusas gregas. Alguns autores traçam suas origens às tribos caçadoras de Anatólia, que teria sido a morada das míticas amazonas. Outros afirmam sua descendência provêm da grande deusa da natureza Cibele, na Ásia Menor, uma Senhora das Feras que costumava estar sempre rodeada de leões, veados, pássaros e outros animais. Mas de acordo com Walter Burkert em "Greek Religion", é provável que Ártemis remonte à era paleolítica, pois em sua homenagem os caçadores gregos penduravam os chifres e peles de suas presas numa árvore ou em uma pilastra em forma de maça.

ARQUÉTIPO DA MÃE DOS ANIMAIS

Ártemis /Diana era o ideal e a personificação da vida selvagem da natureza, a vida das plantas, dos animais e do homens, em toda sua exuberante fertilidade e profusão.

Na Itália chamaram-na Diviana, que significa a Deusa, um nome que é mais familiar, pois é bem similar ao seu nome original Diana. Ela era de fato a Caçadora, deusa da lua e mãe de todos os animais. Ela aparece em suas estátuas coroada com a lua crescente e carregando uma tocha acesa. A palavra equivalente em latim para vela era "vesta" e Diana era também conhecida como Vesta. Assim, o feixe de lenha, no qual ela veio da Grécia era realmente uma tocha não acesa. No seu templo, um fogo perpétuo era conservado aceso.

Sua festa anual na Itália era comemorada no dia 13 de agosto.

Neste dia os cães de caça eram coroados e os animais selvagens não eram molestados. Bebia-se muito vinho e comia-se carne de cabrito, bolos servidos bem quentes e maçãs ainda pendentes dos ramos. A Igreja Católica santificou esta grande festa da deusa virgem, transformando-a na festa católica da Assunção da Nossa Senhora, a 15 de agosto.

A DEUSA E O XAMANISMO

Era muito comum o xamã usar uma pele de urso para que o Grande Espírito dos ursos possa falar por seu intermédio. Nestas práticas visualizamos claramente uma continuidade com a Ártemis grega posterior, cujos principais animais totêmicos eram o urso e o veado. Até a raiz de seu nome, "art", está ligada à raiz indo-européia da palavra urso. Muitos mitos envolve Ártemis com os ursos. Nas primeiras histórias gregas ela aparece como uma ursa ao lado de seus filhotes.

Existiu inclusive, um rito de iniciação à deusa, onde meninas com menos de 9 anos, dançavam com pele de urso a dança do urso em seu templo. Bodes eram sacrificados nestas cerimônias, para que tais jovens pudessem conhecer também o lado sombrio da Deusa-Lua e os seus mistérios sangrentos da morte, sacrifício e renovação.

Aqui se descortina também, o aspecto feroz e sanguinário de Ártemis, a própria Mãe da Morte, que tem que ser aplacada com oferendas vivas. Os gregos mais sofisticados de Atenas, com o tempo, resolveram sentimentalizá-la, pois eles não ousavam encarar de frente este seu aspecto sanguinário.

DEUSA DO PARTO

Encontramos o eco desta Deusa Ursa Primordial em todas as questões ligadas ao parto e à proteção de crianças e animais de peito. Ártemis é a Padroeira das Parteiras, aparecendo para todas as mulheres que clamassem por ela na hora do parto. Todavia, sua presença era tida com receio, pois enquanto, Mãe da Morte, podia levar consigo o recém nascido se não houvessem sido adequadamente invocada.

Existia a tradição também, que toda a mulher que sobrevivesse ao parto, deveria entregar suas vestes ao templo de Ártemis em Brauron, em Atenas.

DEUSA TRÍPLICE

Como Deusa do sub-mundo, ela é associada ao Nascimento, Procriação e Morte. Como Deusa da terra, representa as três estações: Primavera, Verão e Inverno. Como Deusa do céu, ela é a Lua nas fases de Lua Nova, Lua Cheia e Lua Escura. Como Deusa Tríplice foi personificada de mulher primitiva, mulher criadora e destruidora.

A DEUSA ÁRTEMIS E O TAROT (A LUA)

Esta carta representa a deusa mitológica Ártemis/Diana. Nesta lâmina observa-se a Lua Crescente acima do Sol, abaixo estão os dois galgos de Diana uivando para a Lua. Nas águas mais abaixo (porque a lua rege as águas), rasteja um animal parecido com um caranguejo, que é de fato o signo zodiacal para Câncer, a "casa" da Lua.

A Lua, que muda de forma tão rapidamente, pode ser encontrada a cada noite de uma forma diferente no céu, se constituindo um símbolo de inconstância. Sua aparente relação com o ciclo menstrual, tornou a Lua representativa de tudo que é mutável nas mulheres. Ártemis/Diana ficou célebre pela maneira como se voltava vingativamente contra os que se apaixonavam por ela ou que tentassem abusar de sua feminilidade.

A mensagem deste arcano nos previne que não devemos ter medo de nos dirigir ao desconhecido, de assimilar nossos próprios medos, debilidades, erros, de olhar cara a cara a sombra que levamos dentro de nós e não temê-la.

ÁRTEMIS/DIANA HOJE

O Arquétipo da feminilidade desta Deusa-Virgem, começa a se tornar importante novamente. Por muito tempo permanecemos à sombra da feminilidade absoluta, sob a influência de uma realidade masculinizada.

Ártemis/Diana é tão linda quanto Afrodite e nos fala que a solidão, a vida natural e primitiva pode ser benéfica em algumas fases de nossa vida. Amazona e arqueira infalível, a deusa garante a nossa resistência a uma domesticação excessiva.

Além disso, como protetora da fauna e flora, ela é uma figura associada à ecologia contemporânea, onde há necessidade de salvaguardarmos o que ainda nos resta.

Uma parte deste redespertar da espiritualidade artemisiana já vem ocorrendo há vários anos na Europa, mas já chegou também ao Ocidente. Na Grã-Bretanha, redescobriu-se a antiga Deusa Branca dos celtas, graças ao maravilhoso livro "White Goddess", de Robert Graves.

Hoje já há também uma nova compreensão sobre feitiçaria, sob o nome de Wicca. Esta religião-arte, nada mais é do que a "antiga religião" de Diana/Ártemis. Aquelas mulheres que praticavam o culto à deusa Diana vieram a ser identificadas com as chamadas bruxas e foram perseguidas e exterminadas. Entretanto, junto com a Wicca e outros movimentos semelhantes, está ocorrendo uma importante ressurreição das antigas tradições xamânicas e de cura nos quatro cantos do mundo.

Todos os tipos de neo-pagãos têm buscado as origens reais ou reconstruídas do xamanismo.

EM BUSCA DA INDIVIDUALIDADE PERDIDA

Ártemis atira-lhe sua flecha da individualidade, convidando-a(o) a concentrar-se em si mesma(o). Você tem estado demasiadamente ocupada com outros que esquece de si mesma? Há bastante tempo não tem um espaço só seu? Os limites de sua individualidade encontram-se difusos e indistintos? Sua personalidade é desprezada ou aniquilada pelos outros, pois eles sempre impõe suas necessidades antes das suas? Pois aqui e agora é hora de ser você mesma, se impor como pessoa com identidade própria e não viver mais a vida dos outros. É hora de seu resgate individual, de celebrar e fortalecer a pessoa maravilhosa que você é. Ártemis lhe diz que a totalidade é alimentada quando você se honra, se respeita e dedica um tempo para si mesma. Ela também pergunta como você pode esperar conseguir o que quer se não tiver um "eu" a partir do qual atirar para alcançar seu objetivo?

RESGATE DE SUA MULHER SELVAGEM

Encontre um local em que ninguém possa lhe incomodar, se for ao ar livre, tanto melhor. Sente-se confortavelmente. Inspire profundamente e expire emitindo um som, tipo hhuuuumm! Faça isso por três vezes. Agora você deve visualizar uma frondosa árvore. Imagine-se em frente à ela e em seguida ande a sua volta. Do outro lado do árvore verá uma abertura em seu tronco, como a porta de uma caverna, entre nela sem medo. Dentro do árvore relaxe e sinta-se mergulhar no vazio. Para baixo.....mais para baixo bem devagarinho............ você terá a sensação de estar flutuando. Quando alcançar o final da raiz, sinta como se estivesse caído sobre um travesseiro de penas de ganso, macio..macio. Você chegou às portas do sub-mundo.

É hora de clamar pela Mulher Selvagem. Você pode gritar, uivar, cantar, dançar, bater tambor, o que achar melhor, mas faça bastante barulho, pois talvez ela esteja por demais adormecida dentro de você. Quando você a enxergar, agradeça sua presença e peça-lhe algo, qualquer coisa. Se não tiver idéia sobre o que pedir, peça que ela lhe dê o que mais precisa, que você receberá o presente com o coração aberto. Se ela lhe pedir algum presente, retribua com carinho. Após estas trocas simbólicas, seus laços de amizade estarão reforçados. É hora de retorna, peça-lhe docemente que ela lhe acompanhe. Ela lhe dirá sim e você em retribuição a sua gentileza deve abraçá-la e, ao fazê-lo, sentirá que você e a Mulher Selvagem se fundirão em uma só. Uma onda de felicidade e alegria tomarão conta de todo o seu ser.

É hora de percorrer o caminho de volta, encontre à raiz da árvore que estará atrás de você. Deixe-me novamente flutuar e sentirá que uma brisa fraca a impulsionará para cima...para cima...cada vez mais para cima, até alcançar o interior do tronco da árvore. Ao sair pela abertura, respire bem fundo e a medida que solta o ar, senta seu corpo novamente. Movimente os dedos da mão e assim que estiver pronta abra os olhos. Seja Bem-vinda!

INVOCAÇÃO

"Oh, minha Deusa Diana
Escuta a voz de meu coração
Ouça a minha canção de adoração
O céu na Lua Cheia
se enche com sua beleza
Que seu feixe de prata
Abra a porta dos sonhos
Minha amada Deusa Lua
Ensina-me seus mistérios antigos
Presenteia-me com a sabedoria e
ajuda-me a afastar espíritos opressores
para que a cura se opere dentro de mim
Abençoa-me e recebe-me como sua filha(o)
Quando meu corpo cansado repousar esta noite
fale com meu espírito interno
Ensina-me, Rainha da Noite
Sou toda ouvidos!"


Por:
Rosane Volpatto

Bibliografia consultada
Os mistérios da Mulher - M. Esther Harding
O Ramo de Ouro - Sir James George Frazer
A Deusa Interior - Jennifer Baker Woolger/Roger j. Wooger
As Deusas e a Mulher - Jean Shinoda Bolen
O Oráculo da Deusa - Amy Sophia Marashinsky

Soprado pela Bruxa...10:10 da manhã
1.5.02
BRUXAS E CORUJAS

Os romanos davam à coruja o nome de strix, a mesma palavra que designava as feiticeiras. Ovídio e Plínio estavam entre os escritores latinos que consideravam essas aves como de mau agouro. Acreditavam que o pio da coruja antecipava a morte. Quando, certa vez, uma coruja voou para dentro de um prédio em Roma, as pessoas fugiram amedrontadas e o lugar foi lavado com água e enxofre, para expurgar influência nefastas.

As corujas despertavam reações semelhantes em todo o mundo antigo. Os largos olhos do pássaro e sua cara achatada emprestavam-lhe um ar estranhamente humano - impressão que aumenta com seus gritos e piados que muitas vezes soam como vozes humanas. Precipitando-se silenciosamente noite adentro, ao sair de suas árvores, elas evocam facilmente espíritos maléficos.

A associação entre coruja e feitiçaria fortaleceu-se na Europa medieval e era comum na Inglaterra elisabetana. Em Mcbeth, as feiticeiras de Shakespeare põem uma asa de coruja em seu caldo borbulhante. E um pio rasga as trevas no momento em que Duncan é assassinado, fazendo Lady Macbeth declarar: "Foi a coruja que gritou, a Mensageira fatal/O adeus mais sombrio."

Fonte: Bruxas e Bruxarias, Col. Mistérios do Desconhecido, Ed. Abril Livros/Time-Life.


Soprado pela Bruxa...6:45 da tarde
DEUSA MAAT, UM CAMINHO PARA DESCOBRIR-SE

"Sou a lei da verdade
o caminho da integridade
o que preserva o código
e em meu coração mora a justiça
Eu peso todos os atos contra
a minha pena da verdade
peso todos os atos
e eles devem provar que
são os mais pesados
Então eu dou as lições
crio as oportunidades
abro os caminhos
graciosamente ofereço
o que tem que ser aprendido
para corrigir todos os erros."


Quem sou? Para onde eu vou? O que há depois? ...e uma infinidade de perguntas semelhantes a estas povoam a mente do ser humano. Entretanto, somente poucos se dedicam em encontrar alguma resposta.

Você não precisa ser um "exper" cabalista, um consumado astrólogo ou um intrépido alquimista para conhecer as verdades que residem em seu interior. Temos sim, é que aproveitar o esforço e o conhecimento que nossos ancestrais nos deixaram como herança. Estamos imersos em Maat, a Corrente da Verdade e do Equilíbrio, onde todos os seres da Criação devem sentar em seu trono. De onde o homem e a mulher, a natureza e a humanidade, podem conviver com respeito mútuo.

MAS QUEM É MAAT?

Maat é a deusa egípcia da Justiça e do Equilíbrio. É representada por uma mulher jovem portando em sua cabeça uma pluma. É irmã de Rá, o deus do Sol e esposa de Thoth, o escriba dos deuses com cabeça de ibis. Com sua pena da verdade ela pesa as almas de todos que chegassem ao seu Salão de Julgamento subterrâneo. Ela coloca sua pluma na balança e no prato oposto o coração do falecido. Se os pratos ficassem em equilíbrio, o morto podia festejar com as divindades e os espíritos da morte. Entretanto, se o coração fosse mais pesado, ele era devolvido para Ahemait (Deusa do Inferno, que é parte hipopótamo, parte leão, parte crocodilo) para ser devorado. Como se vê, os deuses egípcios não eram pessoas imortais para serem adoradas, mas sim ideais e qualidades para serem honradas e praticadas.

MAAT, UM CONCEITO ÉTICO DE VIDA

"Faze justiça enquanto durares sobre a Terra"

Todas as religiões têm um conteúdo moral ao lado dos objetos de culto e a moral básica dos egípcios tinha o nome de MAAT. É quase impossível traduzir a palavra com exatidão, mas ela envolvia uma combinação de idéias como "ordem", "verdade", "justiça" e "retidão". Considerava-se Maat uma qualidade não dos homens, mas do mundo, infundida neste pelos deuses no momento da Criação. Assim sendo, representava a vontade dos deuses. A pessoa se esforçava para agir de acordo com a vontade divina porque essa era a única maneira de ficar em harmonia com os deuses.

Para o camponês egípcio, Maat significava trabalho árduo e honesto, já para o funcionário, significava agir com justiça.

Durante as amargas dificuldades e a desilusão que flagelaram o Primeiro Período Intermediário, surgiu por instante a idéia que Maat não era apenas uma qualidade passiva inerente ao mundo, mas que os súditos do rei-deus tinham o direito de esperar que fosse praticada. Isso representava um passo para o desenvolvimento de um conceito de justiça social.

MAAT (16/09 até 15/10)

Constelaçãode Libra

Maat era a deusa da Justiça e da Verdade, ligada ao equilíbrio (Libra) necessário para a convivência pacífica entre todos os seres. Maat rege o primeiro signo social do zodíaco egípcio. . Era filha de Rá, o Sol, e de um passarinho que, apaixonando-se pelo calor e pela luminosidade dos raios solares, subiu por eles até morrer queimado. No momento em que foi incinerado, uma pena voou pelos ares. Essa era a nossa deusa Maat. Ela também foi a responsável pela união do Alto e do Baixo Egito, simbolizando com isso a força da união e os benefícios da justiça. Sem Maat, a criação divina, que é a Terra e seus habitantes, não poderia existir, pois tudo se afundaria no caos inicial.

As pessoas regentes por este signo são amáveis, sociáveis, amam as artes e as coisas belas da vida e conseguem julgar sem os excessos das paixões. Os filhos de Maat menos evoluídos apreciam a futilidade das conveniências sociais e os prazeres de orgias e badalações. Os mais evoluídos, interessam-se mais pelo lado espiritual da vida e a relação de equilíbrio e beleza existente na natureza.

ARCANO 8 - A JUSTIÇA

Não se trata aqui da justiça dos homens, até porque esta justiça não está com seus olhos vendados, mas atenta para preservar a ordem social. A vida é sempre justa em relação a ela mesma. Não vacila. Atua de tal modo que tudo que provém dela a ela retorna. Nada se perde, tudo se regenera, se renova e se transforma. É este o sentido do número 8 deste arcano, o do equilíbrio cósmico, da ressurreição e da transfiguração. A Justiça nos permite tomar consciência de que, sem limites definidos, nada pode sobreviver ou subsistir no mundo. E a balança de Maat o que aqui significa? Ela pesa o bem e o mal, os prós e os contras, as vantagens e desvantagens, mede, calibra e julga. Para que serve aquela espada levantada? Para conciliar, executar uma sentença uma vez determinada. Pode sempre voltar-se sobre o que foi pesado e julgado. Entretanto, uma vez que a espada tenha conciliado a questão, deverá considerar-se que esta página já foi virada.

A carta da Justiça, arcano 8, mostra que sua vida muda de 8 em 8 anos, para pior ou para melhor, dependendo das escolhas que você fizer.

Maat representa o equilíbrio, a harmonia do Universo primordial. Tal equilíbrio necessita dessa deusa que personifica a justiça. Maat nos lembra que "o que fizermos aos outros, a nós será feito". É Maat, que protege os advogados e os tribunais.

Maat chega com sua pena da verdade para trazer justiça à sua vida. Você já foi injustiçada(o)? Tem usado sua integridade para com os outros? Tem sido honesta(o), ou faz justiça com as próprias mãos? Tem mania de ficar julgar todo mundo? Pois saiba que o julgamento é o fracasso da compreensão, não somos deuses para julgar ninguém. Talvez seus padrões sejam tão rígidos que você ache impossível atendê-los e se sente continuamente obrigada(o) a rebelar-se? Pois está na hora de você promover seu equilíbrio interior e interagir harmoniosamente com o universo. Maat vem lhe dizer que o caminho da totalidade só será conseguido se você aceitar a natureza amorosa da justiça que busca corrigir todos os erros ao dar as lições necessárias.

RITUAL À MAAT

Procure um local em sua casa onde você não seja interrompida. Antes queime um incenso e acenda uma vela branca colocando a sua direita uma taça com água pura. Á esquerda da vela coloque um cristal ou uma concha do mar. Trace um círculo chamando os elementos Terra, Ar, Fogo e Água. Invoque seu animal de poder, a Grande Deusa e a avó Lua. Assim que tiver feito todos os chamados, estará pronta(o) para invocar Maat. Para invocá-la use suas próprias palavras e tente falar com o coração. Use sua imaginação, pois o que realmente importa é a intenção. Rituais pomposos estão fora de moda, seja sincera(o) e manifeste sua vontade de entrar em contato com a Deusa Maat. Feche os olhos e se puder toque o tambor, cante ou dance chamando-a em voz alta ou em silêncio. Abra os braços e visualize sua presença. Vá de encontro à ela e a abrace. Agora entregue a ela tudo aquilo que requer justiça em sua vida. Sinta seus ombros relaxar e entregue-se, pois a partir deste momento você tem Maat como sua advogada e mediadora, ela cuidará de tudo. Todos os problemas estão fora de sua vida, não lhe pesarão mais os ombros, nem torturarão sua mente. Agradeça a Maat por sua vinda e libere-a com gratidão. Agora também agradeça a todos aqueles que você chamou para trabalhar com você. Feche o círculo, percorrendo-o no sentido anti-horário.

Por: Rosane Volpatto

Soprado pela Bruxa...6:15 da tarde
LILITH, ARQUÉTIPO FEMININO PRIMORDIAL

"Eu danço para mim mesma
pois sou completa
digo o que penso e penso o que digo
Eu danço a escuridão e a luz
o consciente e o inconsciente
Eu falo por mim mesma com total convicção
sem me importar com as aparências
Todas as partes de mim fluem como um todo
Eu ouço o que preciso ouvir
nunca me verão pedir desculpas
Eu vivo toda minha sexualidade
para agradar a mim mesma
Expresso-a na totalidade da minha dança
Eu sou a fêmea
sou sexual
sou o poder."


Na origem de todos os povos do mundo sempre existiu a tradição de um casal fundador da raça humana. A maioria são casais-deuses, exceto nas religiões patriarcais, como a cristã, onde um único Deus masculino formou todas as coisas e seres. Entretanto, ao estudar a espiritualidade hebraica, através da Cabala, nos é ensinado que o grande deus monoteísta não é do sexo masculino, mas é completo em si mesmo, o que existem são divisões de gênero, inclusive é uma insolência lhe dar aspecto humano, pois sua essência é luz pura. E desde quando luz tem sexo?

Mas como sabemos vivemos num mundo bipolar e é por isso que nossa Divina Arquiteta teve a iluminada idéia de semear o amor no terreno fértil de nossos corações, para que pudéssemos andar lado a lado, sempre em casais e nunca sozinhos.

Ao se estudar Carl Jung descobriremos que dentro de cada homem há uma mulher (anima) e em cada mulher há o princípio masculino (animus). Este eterno jogo de yin-yang se ajusta e se completa. Portanto, nenhum indivíduo é inteiramente masculino ou inteiramente feminino. Cada um de nós é composto dos dois elementos e esses dois constituintes estão freqüentemente em conflito. O princípio feminino ou "Eros" é universalmente representado pela Lua e o princípio masculino ou "Logos" pelo Sol. O mito da criação no Gênesis afirma: Deus criou duas luzes, a luz maior para reger o dia e a luz menor para reger a noite. O Sol como princípio masculino é o soberano do dia, da consciência, do trabalho e da realização, do entendimento e da discriminação conscientes, o Logos. A Lua, o princípio feminino é a soberana da noite, do inconsciente. É a deusa do amor, controladora das forças misteriosas que fogem à compreensão humana, atraindo os seres humanos irresistivelmente um para o outro, ou separando-os inexplicavelmente. Ela é o Eros, poderoso e fatídico e totalmente incompreensível.

Na natureza, o princípio feminino ou a deusa feminina mostra-se como uma força cega, fecunda, cruel, criativa, acariciadora e destruidora. É a fêmea das espécies mais mortal que o macho, feroz em seu amor como também com seu ódio. Esse é o princípio feminino na forma demoníaca. O medo quase universal que os homens têm de cair sob o domínio ou fascinação de uma mulher e a atração que esta mesma servidão têm para eles, são evidências de que o efeito que uma mulher produz num homem é, em geral realmente de caráter demoníaco. Essa imagem repousa tão somente, na natureza da própria "anima"do homem ou alma feminina, sua imagem interior do feminino. A "anima"' não é uma mulher, mas um espírito de natureza feminina, que reflete as características do lado demoníaco, tanto glorioso, como terrível. Na vida cotidiana o homem não entra diretamente em contato com o princípio masculino duro, predatório, mas encontra-o sob a máscara humana, mediado pela sua função superior. Mas o feminino dentro dele não é mediado através de uma personalidade humana culta e desenvolvida. O princípio feminino, a Deusa Lua, age sobre ele diretamente do inconsciente, aproximando-se como um traidor que vem de dentro. Não é de admirar tanto medo e desconfiança!

LILITH, O LADO ESCURO DA LUA

Lilith foi originalmente a Rainha do Céu sumeriana, uma deusa mais antiga que Inana. A Lua Negra, como também é conhecida, foi incorporada pelos hebreus, que a transformaram na primeira esposa de Adão, que foi criada diretamente por Deus. Ela recusou-se a deitar-se debaixo de Adão durante o ato sexual. Lilith insistia que, por terem sido criados iguais, eles deveriam fazer sexo de igual para igual. Como Adão não concordou, ela o deixou. Blasfemando e criando asas, Lilith abandona o paraíso e voa para o Mar Vermelho, onde dá início a uma dinastia de demônios. Mas Adão ao ficar, sente-se só e então Deus cria Eva, que foi retirada de uma das suas costelas, mas condenada eternamente à inferioridade. Cuidadosamente apagada da Bíblia cristã, Lilith permanece como símbolo de rebelião à repressão do feminino na psique e na sociedade. O mito Lilith mostra bem a passagem do matriarcado para o patriarcado.

Enquanto Lilith é descrita como forma negativa, Eva, ao contrário, é apresentada em suas belezas e ornamentos. Adão não a recusa por vê-la como ossos dos seus ossos.

"onde poderíamos ver uma condensação de duas experiências: a primeira - o conhecimento carnal - é censurada e removida; a segunda, ao contrário, exprime a aceitação da imagem "boa" externa, da companheira, aquela que é mais agradável ao Pai e à lei, mas que será também esta, inexorável fonte de pecado." (Sicuteri. 1987, p. 31)

Lilith desobedece à supremacia de Adão, Eva desobedeceria à proibição. Criada ao pôr do sol, Lilith é noturna, e por isso lhe foi atribuída a qualidade de vampiro. Lilith, ou as projeções do mito eram descritas em suas características eróticas, sensuais, mas quase sempre misturadas com características horrendas, partes animalescas, sobretudo nas extremidades.

A tradição de Lilith é a tradição da vingança desde a rejeição de Adão. O não de Adão, como já observamos, deveu-se não só ao caráter demoníaco de Lilith, mas também a exigência de igualdade na relação homem-mulher. Segundo Sicuteri:

A serpente-demônio, ou o próprio demoníaco que existe em Lilith, impele a mulher a "fazer algo" que o homem não permite: em Lilith há o pedido da inversão das posições sexuais equivalentes aos papéis, enquanto em Eva há o ato de transgressão da árvore em obediência à serpente.

Lilith é o arquétipo da mulher indomada, que luta apaixonadamente pelo poder pessoal. Suas características são destemor, força, entusiasmo e individualismo. Ela é atividade e exuberância emocional. Para as religiões patriarcais, é a personificação da luxúria feminina, uma inimiga das crianças que atua de noite, semeando o mal e a discórdia. Em Isaias 34:14, ela é chamada de "a coruja da noite". No Zohar, é descrita como "a prostituta, a maligna, a falsa, a negra"

Lilith aparece em nossas vidas para nos dizer que é hora de assumirmos o nosso poder. Você tem medo de assumi-lo? Você é daquelas pessoas que não sabem dizer "não"? Tem medo de perder sua feminilidade se tiver o poder em suas mãos? Você teme ser afastada(o) ou banida(o) pelos outros quando estiver em exercício de seu poder? Está com medo de fazer mau uso dele, dominando ou manipulando os outros? Lilith diz que, agora, para você, o caminho da totalidade está em reconhecer que não está ligada ao seu poder e, então, em segundo lugar, submeter-se e aceitar este poder.

RITUAL DE PODER

CERIMÔNIA DE CORTAR A CORDA

Este ritual é excelente, eu já o realizei e consegui ativar poderes interiores antes, totalmente ignorados. Você deve realizá-lo de acordo com o ciclo lunar. O tempo certo para você colocar as cordas é um dia depois da entrada da LUA CHEIA (sempre à noite). Para cortá-las é no dia em que entra a LUA NOVA (sempre à noite). Cuide para não errar a lua, pois pode fazer muita diferença!

Para esta cerimônia você precisará de uma corda ou barbante, uma tesoura e um queimador de incenso e um caldeirão ou uma fogueira. O ritual pode ser feito a sos ou com um grupo de pessoas.

Deverá ter em mente três situações em que foi-lhe solicitado o uso de poder, mas você não conseguiu exercê-lo, por medo, insegurança, crenças ou qualquer outro motivo. Em seguida agende a data para colocar as cordas.

CERIMÔNIA

Você deve traçar um círculo (com pedras, sal ou o que achar melhor). Abra os portais e peça gentilmente que seu animal de poder esteja presente. Quando estiver pronta(o) pegue a corda e corte do tamanho que corresponda ao lugar do corpo que pretende amarrá-la. Por exemplo, se você está com algum bloqueio que a (o) está impedindo de caminhar com todo seu poder, você deve amarrar a corda em torno dos tornozelos. Se você estiver com problemas de expressão, deve amarrá-la na garganta. Se tem medo de que a sua sexualidade a(o) impeça de manifestar o seu poder, amarre a corda nos quadris. No momento em que estiver amarando a corda, afirme o significado dela. Durante os dias que separam a colocação e o corte das cordas, você deverá diariamente concentrar-se em cada uma delas e no que elas representam, olhando-as e sentindo-as junto à pele.

Na noite de cortar as cordas, peque o queimador de incensos e o caldeirão, fósforos e uma faca ou tesoura. Trace o círculo, acenda o incenso (pode ser de alecrim) e chame seu animal de poder. Você deve tocar selvagemente o tambor e gritar o significado das cordas. Se não quiser chamar a atenção dos vizinhos pode falar mentalmente. Sente-se em frente ao caldeirão e corte as cordas confirmando o significado de cada uma delas. Jogue-as dentro do caldeirão e queime-as. Sinta o fluxo do poder enquanto observa cada uma delas transformar-se em fumaça. Respire fundo e sinta sua nova noção de poder. Se você traçou um círculo, libere o que foi chamado para fazer parte dele com gratidão. Agradeça a Lilith por lhe apontar o caminho para o seu próprio poder.

Por: Rosane Volpatto.

Soprado pela Bruxa...6:11 da tarde
DEUSAS TRÍPLICE CELTA

QUEM SÃO AS DEUSAS?

A palavra "Deusa"se refere ao Divino Feminino. Durante milênios, no mundo todo, nossos ancestrais veneraram uma Divina e Poderosa Mãe-Deusa. Ela foi honrada e celebrada como a Mãe de Toda a Vida. Mas de onde provêm a idéia de Deusa? Em tempos longínquos, o homem dependia da Terra para todas as coisas: como o seu sustento, assim como para abrigo e proteção. Ela era provedora de tudo que era necessário para perpetuar a vida e também era a vida em si mesma. Estes povos observavam que toda vida era concebida a partir dos corpos femininos (tanto animais, quanto mulheres), de modo que era totalmente natural que acreditassem que deveria existir uma Toda Poderosa Criadora Feminina também.

Hoje apreciamos o ressurgir da cultura da Deusa que tem sido reverenciada por homens e mulheres, que celebram e respeitam as energias femininas dela emanadas.

A TRÍPLICE DEUSA CELTA

A água era considerada princípio e fonte de toda a vida para aqueles que habitam a terra e dependiam de sua generosidade para conseguir seu alimento. Isto se reflete no fato de os celtas terem dedicado os principais rios da Europa Ocidental à deusa da fertilidade. O rio Marne deve seu nome às Matronas, as três Mães Divinas e o Sena, a Sequana, deusa de seu manancial. O nome do Reno é celta e seus afluentes também têm nomes celtas: Necjar, Main, Ruhr e Lippe. Na Grã-Bretanha, o Severn deve-se a Sabrina e o Clyde, à deusa Clota, recordando a lenda da Divina Lavadeira, Bruxa do Rio e Deusa da Morte que, conta-se, encontrava o guerreiro predestinado, que ficava sabendo que seu fim se aproximava ao vê-la lavar suas roupas de guerra manchadas de sangue.

O rio ou o arroio são expressões vivas da Mãe-Terra, o que os santifica e os dota de poderes curativos, que são emanados a certas horas do dia ou em dados momentos da fase lunar. Todos os lugares sagrados , para os celtas, tinham um espírito guardião, que podia transformar-se em gato, pássaro ou peixe, segundo as preferências da deusa. Tais lugares eram considerados partes do útero da Terra Mãe, a qual se invocava sob diversos vocativos e aparências. Existem numerosas inscrições galo-romanas da deusa Matronae, a Mãe representada como uma tríade levando crianças, cornucópias e cestas de frutas. Outra conhecida manifestação era Epona, que em geral mostrava-se a cavalo, por vezes com um potro, o que poderia ter dado origem à história da lady Godiva e outras lendas populares relacionadas a cavalos.

A deusa é generosa, mas também desapiedada. A Lua controladora das marés e do fluxo menstrual, é o centro de um conjunto de símbolos universais: ele preside os rituais noturnos relacionados com animais tais como gato, a serpente e o lobo. Os emblemas de animais rodeando a deusa e seus santuários serviam para lembrar seus aspectos selvagens.

A característica representação da deusa como Mãe-devoradora no simbolismo celta, análoga à sanguinária Kali dos hindus ou Cihuateteo dos astecas, tem sua encarnação nas esfinges de pedra conhecidas com o nome de Sheela-na-gig, que se encontram em igrejas e castelos medievais. Ela apresenta rosto horrível com faces cadavéricas, boca enorme de semblante mau humorado, peito esquelético, um grande órgão genital à mostra e braços e mãos dobrados.

Em dias bastantes primitivos, o instinto feminino era percebido como intensamente animal. Com o avanço da civilização a deusa vai gradualmente erigindo-se desta natureza.

A complexidade das deusas Célticas é realmente explicada quando nós entendemos que para ser uma Deusa nesta tradição antiga deve ser uma Mãe, para ser uma Mãe, deve ser uma protetora e para ser uma protetora deve ser preocupada com a soberania da sua tribo. É, diferente das Deusas dos Romanos e Gregos, as Deusas dos Celtas são todas as coisas: elas são a terra, a vida, a morte, o trigo que nós comemos e a água que nós bebemos; a água que vem do céu.

BRIGID, SANTA E DEUSA

Gostaria de esclarecer inicialmente que na mitologia celta, não existem deuses lunares ou solares, o que existe é deidades protetoras de certas artes. Os deuses celtas são uma raça divina, uma série de indivíduos "angélicos" e portadores de variadas capacidades e conhecimentos, mas que se comportam como os mortais e vivem junto com eles. Podemos encontrar grandes arquétipos à nos encorajar e alguns destes personagens são míticos, reis, druidas e heróis.

Brigid, que significa "luminosa"é uma Deusa tríplice do fogo da inspiração, da ferraria, da poesia, da cura e da adivinhação. Isto é, as funções que lhe atribuem são triplas, correspondentes às três classes da sociedade indo-européia:

- Deusa da inspiração e da poesia - Classe Sacerdotal.

- Protetora dos reis e dos guerreiros - Classe Guerreira

- Deusa das técnicas - Classe de artesãos, pastores e agricultores.

A lenda diz que ela nasceu com uma chama que saía do alto de sua cabeça, ligando-a com o universo. A Nova Cristã e Antiga Pagã, Brigid, fundiram-se na figura de Santa Brígida no ano de 450. Santa Brígida, filha de um druida, era ferreira e curadora. Dezenove sacerdotisas guardam a sua pira sagrada em Kildare, na Irlanda. Conta-se que, no vigésimo dia de cada mês, ela aparece e vigia o fogo pessoalmente. Ela era filha de Dagda.

DIA DE BRIGID - "IMBOLC"

A palavra Imbolc significa literalmente "dentro do ventre" (da Mãe). A semente que foi plantada no Solstício de Inverno está se desenvolvendo. Esta festa é chamada de "Dia de Brigid" em honra a Deusa irlandesa Brigid. Na Igreja Católica ela foi canonizada pela sua grande aceitação e porque foi considerada uma missioneira dos tempos do cristianismo.

Suas festas são repletas de fogos sagrados, simbolizando o fogo do nascimento e da cura, o fogo da força e o fogo da inspiração poética. A Igreja incorporou este dia como sendo a Festa da Purificação da Virgem Maria. No paganismo esta é a época em que a Grande Mãe volta a ser novamente a Jovem Deusa Solteira.

Neste dia de Festa é costume, no final da tarde de véspera, se colocar velas (laranja), em todas as janelas da casa e deixá-las acesas até o amanhecer. Também deve anteceder às festividades, um ritual de purificação e limpeza da casa.

Brigid chega em nossas vidas portando a chama da inspiração. Você está sem energia? Falta-lhe motivação? Está tão perdido que não sabe que rumo tomar? Você sonha com algo, mas não se sente com coragem de realizá-lo? Esta é a hora e a vez de alimentar sua totalidade e interioridade com a centelha energética da Deusa Brigid. Ela nos diz que uma vida sem o calor de sua chama de inspiração é totalmente insípida. Abra seu coração e permita que a inspiração seja o alimento de sua alma, para que você possa se tornar mais segura(o) e energética.

Por: Rosane Volpatto

Soprado pela Bruxa...6:09 da tarde
30.4.02
Elemento Ar

O Ar representa-se a leste, onde o sol nasce e a vida se renova pela energia vital. As suas forças são utilizadas em rituais de estudos, conhecimentos, liberdade e viagens.
A sua cor é o amarelo. A estação do ano é a primavera. O sentido regido é a visão e o olfacto . A fase da lua é quarto crescente. Os seus símbolos são a pena, o fumo do incenso, o sino e os aromas. Os seus metais são o ouro e a prata.

Os Silfos são seres alegres e acredita-se que brincam em volta da mente dos pensadores, sonhadores e criativos. Representam, por isso, os poderes da inteligência, da criatividade da comunicação e da intuição. Os silfos são, dentre os elementais, os que mais se aproximam da concepção que geralmente fazemos dos anjos e fadas, e frequentemente trabalham lado a lado com esses mesmos anjos. Eles correspondem à força criadora do ar. A mais suave das brisas, assim como o mais violento dos furacões são resultado de seu trabalho.

O ar é a fonte de toda energia vital. Tem recebido nomes variados em diversas partes do globo como prana, chi, ki etc. mas é sempre essencial à vida. Podemos passar sem comida ou água por períodos mais ou menos longos, entretanto é impossível viver sem ar por um período prolongado de tempo, pois respirar é necessidade básica à manutenção da existência.

Nem todos os silfos trabalham e vivem obrigatoriamente na atmosfera. Muitos possuem elevada inteligência e trabalham para criar o ar e correntes atmosféricas adequadas à vida na Terra.

Quando respiramos profundamente e sentimos um doce frescor no ar, estamos nos familiarizando com o fruto do trabalho deles. Vários silfos desempenham funções específicas ligadas à actividade humana. Alguns trabalham para aliviar a dor e o sofrimento. Outros para estimular a inspiração e criatividade. Uma de suas tarefas mais específicas consiste em prestar auxilio às almas de crianças que acabam de fazer a transição. Também actuam temporariamente como anjos da guarda até estarmos mais receptivos e preparados.

Um silfo é designado para acompanhar cada ser humano ao longo de sua existência. Este silfo nos ajuda a conservar e desenvolver o corpo e aperfeiçoar os processos mentais. Assim, nossos pensamentos, bons ou maus, afectam-nos intensamente. Eles encorajam a assimilação de novos conhecimentos e fomentam a inspiração. Trabalham para purificar e elevar nossos pensamentos e inteligência, e também nos auxiliam a equilibrar o uso conjunto das faculdades racionais e intuitivas. No plano físico, nosso silfo pessoal trabalha para que assimilemos melhor o oxigénio presente no ar que respiramos, bem como para manter adequadamente todas as outras funções que o ar desempenha no corpo e no meio ambiente. A exposição à poluição, fumaça, etc. afecta a aparência do silfo e compromete severamente a eficiência de
seu trabalho no âmbito de nossas vidas.

Eles frequentemente se apresentam sob forma humana, mas são assexuados e chegam a inspirar este tipo de comportamento em alguns seres humanos. Tenho observado que as pessoas nas quais predomina a actividade dos silfos geralmente não colocam a sexualidade no topo de sua lista de prioridades, e frequentemente não conseguem compreender por que isso ocorre com tanta gente. Embora pareça indicar uma certa ruptura com o plano sentimental (elementais da água), devemos ser bastante cautelosos ao fazer tais presunções. O que acontece é que os silfos direccionam este ímpeto sexual e criativo para outros canais de expressão, a saber o próprio trabalho. Contudo, é preciso muito cuidado para não incorrer em extremos; afinal, nenhum de nós pode prescindir de um equilíbrio entre os quatro elementos.

Uma conexão muito forte com os espíritos e elementais do ar torna nossa mente tão activa que ela passa a requerer constante controle e direcção. Pode gerar excesso de curiosidade e intrometimento, paralisar a vontade em virtude da exagerada análise mental e hiperestimular o sistema nervoso, fazendo com que necessitemos de frequentes mudanças. Além disso, pode ocasionar diversas formas de excentricidade, ou ainda induzir a um fanatismo acompanhado de falta de emoção e de sensibilidade. Também costuma gerar um desprendimento em relação ao que é físico e total desinteresse pelas actividades terrenas.

Já a falta de afinidade com os seres deste reino, incluindo o nosso silfo pessoa, pode distorcer nossa capacidade de percepção a ponto de eliminar o bom senso. É possível que fiquemos tão envolvidos com actividades e emoções que não sobre tempo para refletir sobre a própria vida. A tremenda falta de visão perspectiva que resulta disso pode debilitar gravemente o sistema nervoso e, sob essas condições, a curiosidade e imaginação tornam-se escassas ou mesmo inexistentes.

Os silfos provocam inspiração e afectam as faculdades mentais. A conexão com nosso silfo pessoa facilita a assimilação de novos conhecimentos, pois ele trabalha connosco para expandir a sabedoria.

Também são úteis na protecção do lar e propriedades em geral, porque suas abundante energia confunde as mentes de possíveis intrusos, preocupando-os e fazendo com que pensem duas vezes antes de invadir o espaço alheio.

A sintonia com o silfo pessoal confere acesso ao reino dos arquétipos. Ajuda a coordenar e verbalizar nossas percepções. Estimula a liberdade, o equilíbrio mental e uma saudável curiosidade.

A maneira mais eficaz de controlar nosso silfo pessoal é por meio da constância. Uma abordagem consistente e determinada da vida é indubitavelmente a melhor de todas, pois só ela assegura o pleno cumprimento de nossas resoluções.

Soprado pela Bruxa...8:10 da tarde
Elemento Fogo

O fogo é o único elemento que não pode existir na forma física (manifestação) sem destruir algo. É a energia da transformação por excelência, vejamos como o fogo transforma um tronco de madeira em luz, calor, cinza e fumo.

A sua cor é o vermelho e o ponto cardeal é o sul. A fase da lua á qual está associados é a lua cheia e a estação do ano o Verão.

Os signos por elas influenciados são o Carneiro, o Leão e o Sagitário. As suas energias podem ser utilizadas para rituais de protecção, força, coragem, energia, sexualidade e para queimar algo de que nos queremos livrar. O sentido ao qual está associado o fogo é a visão. Os seus metais são o ferro e o cobre.
Os seus símbolos são as velas e as chamas.

As salamandras encontram-se por toda parte. Nenhum fogo é aceso sem o seu auxílio. A sua actividade é intensa no subsolo e no interior do organismo e da mente. São responsáveis pela iluminação, pelo calor, pelas explosões e pelo funcionamento dos vulcões.

Não se deve confundi-las com os homónimos anfíbios, tipo lagartos do plano físico. Foram os movimentos serpenteantes desses elementais no interior das labaredas de fogo, semelhantes aos movimentos sinuosos das caudas dos lagartos e lagartixas, que lhes valeram esse curioso nome. Porém, essa é a única relação entre eles e o animal.

As salamandras despertam poderosas correntes emocionais no homem. Alimentam os fogos do idealismo espiritual e da percepção. Sua energia auxiliar a demolição do que é velho e a edificação do novo. Isto porque o fogo tanto pode ser destrutivo quanto criativo em suas formas de expressão.

Os elementais do fogo trabalham com o homem e com o mundo por intermédio do calor, do fogo e das chamas, quer se trate da chama de uma vela, das chamas etéreas ou da própria luz solar. São incrivelmente eficientes nos trabalhos de cura, pois ajudam a desintoxicar o organismo, sobretudo nas situações críticas. Mas devem ser empregadas com muita cautela, pois suas energias radiantes são dificílimas de controlar. De modo geral, encontram-se sempre presentes quando a cura está para se manifestar.

Os elementais do fogo colaboram imensamente para a preservação de nosso corpo espiritual. A energia irradiada pelas salamandras ao nosso corpo espiritual perpassa todos os planos até atingir o corpo físico. Elas intensificam a espiritualidade elevada, a fé e o entusiasmo. Colorem nossa percepção e ampliam o discernimento espiritual para que ele sobrepuje o psiquismo inferior.

Uma salamandra foi designada para acompanhar cada um de nós ao longo dessa existência. Ela contribui para o bom funcionamento do corpo físico, a manutenção da temperatura corporal adequada, estimula o metabolismo orgânico para a continuidade da boa saúde e auxiliar a circulação. O metabolismo lento é indício de uma actividade relaxada das salamandras. Já o metabolismo acelerado pressupõe uma actividade exacerbada dos seres e espíritos do fogo.

Uma boa conexão e relacionamento com nossa salamandra pessoal estimula a vitalidade e a franqueza. Elas nos ajudam a desenvolver vontade própria e firmeza, além de impulsionar fortes correntes espirituais positivas e bem-determinadas. Fomentam o sentido de auto estima, mantêm as aspirações em alta e nos impulsionam a uma actuação marcante no cenário da vida.

A fraca ligação com nosso elemental pessoal e demais espíritos do fogo configura-se como falta de ânimo, esmorecimento em relação à vida, falta de fé e crescente senso de pessimismo. Por outro lado, a proximidade demasiado intensa com estes elementais e outros do reino pode acarretar falta de autocontrole e de sensibilidade. Haverá tendência à irrequietude e a um excesso de actividade que pode levar a um desgaste do ser. A falta de paciência também é reflexo da influência excessiva desse elemento.

De todos os elementais, as salamandras são os mais difíceis de compreender e aqueles com os quais a harmonização é mais complexa. A melhor forma de controlá-los é agir serenamente. Podemos controlar nosso fogo interior por meio da calma e de uma postura tranquila e satisfeita em relação à vida. Em outros termos, significa aceitar a existência como ela é, aqui e agora.

Além de serem agentes primordiais da natureza, as salamandras adoram a música e sentem-se fortemente atraídas por ela, sobretudo quando está sendo composta. Suas energias são vibrantes. Controlá-las e direccioná-las de modo a produzir resultados positivos requer tamanha habilidade. Recomenda-se a todo compositor, poeta ou qualquer um que exerça actividade criativa, que procure cultivar uma melhor sintonia com as salamandras.

Nossas salamandras pessoais nos auxiliam a compreender os mistérios do fogo. Ajudam a despertar os níveis mais elevados de nossa espiritualidade e a elevar o patamar de nossas aspirações. De forma geral, estimulam e fortalecem o campo áurico a tal ponto que facilitam o reconhecimento das forças espirituais actuantes em nossas vidas e o contacto com elas.

Soprado pela Bruxa...8:08 da tarde
Elemento Água

Os elementais da água são as Ondinas, seres cheios de graciosidade e muito emocionais que habitam nos mares, rios, pântanos, lagos, fontes, cataratas, etc... Diz-se que o canto das sereias (Ondinas) é ouvido quando o vento sopra de oeste.

A natureza da água é purificadora, curativa, calmante, sentimental e como tal é utilizada em rituais de purificação, amor, consciência psíquica, sonhos, paz, casamento e amizade. A estação do ano á qual está associada é o Outono, o ponto cardeal é o oeste.
Os signos de água são: Caranguejo, Escorpião e Peixes. O sentido por si regido é o paladar. O metal é o mercúrios.

Esta classificação aplica-se a todos os seres associados ao elemento água e à sua força.

Estão presentes nos lugares onde há uma fonte natural de água. A actividade das ondinas manifesta se em todas as águas do planeta, quer provenham de chuvas, rios, mares, oceanos, etc. Da mesma forma que os gnomos, estão sujeitas à mortalidade, mas sua longevidade e resistência são bem maiores.
A água é a fonte da vida e estes seres são essenciais para nos auxiliar a encontrar a nascente interior. Despertam em nós os dons da empatia, da cura e da purificação.

Muitas lendas sobre sereias, damas dos lagos e demais espíritos aquáticos sobreviveram até os nossos dias. Na realidade, trata-se de uma categoria mais evoluída de fadas que operam no interior do elemento, já que a natureza das ondinas é bem mais primária e menos desenvolvida. Os espíritos da água aparecem com maior frequência sob forma feminina, mas formas masculinas como os tritões também estão presentes entre os espíritos mais evoluídos do elemento. As ondinas colaboram para a manutenção de nossos corpos astrais.

Despertam e estimulam a natureza emotiva. Realçam nossas intuições psíquicas e respostas emocionais. As energias da criação e do nascimento, assim como a
premonição e imaginação criativa, pertencem a seu domínio.

Também nos ajudam a absorver, digerir e assimilar as experiências da vida para que façamos pleno uso delas. Além disso, é graças a elas que sentimos o profundo êxtase presente nos actos vitais criativos, seja de natureza sexual, artística ou até no cumprimento dos deveres com o toque emocional adequado.

As ondinas frequentemente fazem sentir sua presença no plano onírico. Sonhos em ambientes aquáticos ou que transbordam sensualidade espelham a sua actividade permitindo um aumento da criatividade em nossas vidas. O trabalhar com elas ajuda-nos a controlar e direccionar a actividade onírica, bem como a fortalecer o corpo astral, possibilitando vivências mais nítidas e conscientes durante viagens aos planos astrais.

Uma ondina em particular nos acompanha ao longo de toda a vida. A sintonia com ela possibilita o contacto com outros seres de seu elemento. Esse nosso elemental pessoal da água desempenha funções importantes no tocante à circulação dos fluidos corporais, tais como o sangue e a linfa. As enfermidades sanguíneas contaminam as ondinas, e atam-nas, contra sua vontade, ao karma e aos efeitos indesejáveis da enfermidade.

Sempre que abusamos de nossos corpos, abusamos também das ondinas, pois, uma vez designadas para acompanhar um ser humano, são obrigadas a sentir esses
efeitos negativos, inclusive porque dependem de nós para o seu crescimento e só evoluem à medida que também o fazemos. A conexão insatisfatória com nossa ondina pessoal e demais seres do reino das águas gera distúrbios psicológicos, emocionais e até psíquicos. A compaixão faz-se ausente. Deixamos de confiar em nossa intuição e desenvolvemos um medo desenfreado da dor. Pode não acarretar a total perda da sensibilidade, mas no fará parecer frios aos olhos alheios. A falta de simpatia, de empatia e de amor à vida invariavelmente reflectem falta de entrosamento com as ondinas e demais espíritos desse elemento, os quais dirigem nossa actividade emocional.

A ruptura com esse equilíbrio harmónico aumenta a presença de toxinas no organismo, pois o elemento água já não flúi livremente para desempenhar sua função purificadora.

Por outro lado, uma ligação exagerada com tais elementais pode nos afogar emocionalmente, tornando-nos contraditórios nos sentimentos. A retenção de água no organismo é um bom indício físico de que isto está acontecendo. Quando tal ocorre, passamos a maior parte do tempo concentrados em nossos pensamentos. A imaginação torna-se pronunciadíssima e evidencia-se nas acções uma tendência ao extremismo. O excesso do elemento água nos torna compulsivamente passionais, além de gerar exagerada sensualidade, medo e isolamento. Passamos a dedicar grande parte do tempo a anseios e delírios emocionais, em detrimento de acções concretas. Disso resulta uma acentuada sensação de vulnerabilidade.

Por intermédio de nossa ondina pessoal, entramos em contacto com os sentimentos e emoções mais profundas do nosso ser e despertamos para a unicidade da criação. Elas nutrem nossa capacidade de sustento e suprimento, e descortinam diante de nós um vasto oceano emocional onde podemos encontrar compaixão curativa e intuição. Em razão de sua natureza fluídica, a melhor maneira de controlar as ondinas é por meio da firmeza.

Email de HeKaTe Deusa Negra

Soprado pela Bruxa...8:06 da tarde
Samhain

Samhain é uma data na qual marca tanto o fim da roda do ano como o seu início e consequentemente o ano novo. Neste período a neblina entre o mundo dos vivos e dos ancestrais esta mais tênue tornando o contato muito mais pertinente.

Nos rituais os bruxos fazem oferendas aos ancestrais e usão de meios advinhatórios sintonizam-se com a grande teia, o espiral de tempo e espaço (presente, passado e futuro) o tempo em movimento.

A noite do Samhain é comemorada com alegria, onde temos contato com o espírito ancestral, é o tempo de reflexão pois termina mais um ano, é um tempo de absorver forças para o novo ano que chega!

No inverno os dias escurecem mais cedo, dando uma característica da morte do passado e o seu passar mostra o renascer do sol, por isso frutas de inverno como bebidas que esquentão são bem vindas, como tb. as músicas e o clima de união, os círculos são enfeitados com galhos de pinheiro, galhos secos, e flores secas perfumadas com perfumes de madeira, a alimentação pode ser feita com bolos com um pouco de rum, e geralmente o culto alimentar era voltado a carne de caça.

Os rituais são feitos pelos mais velhos, exaltando o circulo da vida, contando histórias e mitos, honrando os deuses do gelo, da chuva, dos ventos, com oferendas e danças.


Soprado pela Bruxa...4:43 da tarde



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[MAIO]
[::] O nome do mês de Maio deriva da deusa grega Maya, considerada a mãe de Hermes.

[::] Nas culturas celtas o nome para o mês de Maio é Mai ou Maj. Nesse mês era costume vestir-se de verde para homenagear a Mãe Terra.

[ABRIL]
[::] O nome "Abril" homenageia a deusa grega Afrodite, do amor e da paixão. Era por essa razão que acreditava-se e ainda acredita-se que os amores nascidos em Abril são para sempre.

[::]Os espíritos da Natureza correspondentes ao mês de Abril são os Elfos, pequenos duendes que adoram dançcar ao som das flautas medievais. Dizem que ouvir esse tipo de música durante o mês de Abril atri os Elfos que invadem nosso sono proporcionando sonhos proféticos.
[:<br>br>

[MARÇO]
[::]O nome "Março" deriva do Deus romano Marte, o Deus da Guerra. Equivalente ao Deus grego Ares, o celta Teutates, e Tyr, entre os nórdicos.

[::]Os antigos acreditavam que as chuvas e tempestades do mês de Março eram benéficas e mágicas e que traziam as bençãos dos céus. Por essa razão sempre recolhiam essas águas em potes e as utilizavam em seus encantamentos.

[::]Os espíritos guardiães do mês de Março são os silfos, os elementares do

ar responsáveis pelos ventos e tempestades. Dizem que quando chove muito

durante a noite éporque os silfos estão festejando. Por isso não é bom

reclamar do mau tempo de Março, mau tempo para nós, festa para eles.

[FEVEREIRO]
[::]O nome Fevereiro deriva, segundo algumas fontes, da Deusa romana Februa. Outra versão diz derivar do Deus Februs, correspondente a Hades e Platao.

[::]Os espíritos guardiães correspondentes ao mês de Fevereiro sao as Fadas Caseiras, aquelas que vivem nos vasos de plantas das nossas casas. Por essa razao e costume durante este mes enfeitar os vasos com laços vermelhos. Dizem que isso deixa as fadas tao felizes que trazem muita alegria e sorte para o lar.

[::]Fevereiro é o mês da purificação. Por esta razão, no último dia deste mês coloque em cada uma das janelas de sua casa uma cabeça de alho. Essa antiga pratica tem o poder de proteger nossos lares durante os proximos meses do ano.


[JANEIRO]
[::]As antigas tradições diziam que as condições climáticas dos 12 primeiros dias de janeiro indicarão o clima nos proximos 12 meses solares, cada dia correspondendo a um mês do ano.

[::]A palavra "Janeiro" deriva do Deus Janus, que segundo a mitologia romana tinha dias faces, cada uma representado os términos e os começos, passado e futuro.

[::]Os BROWNIES, os espiritos guardiães do mês de Janeiro, são pequenos cozinheiros do mundo mágico, e que nesse mês sempre apareciam nas cozinhas escocesas atraídos por bolo de chocolate com nozes e mel. Foi por causa destes seres que o bolo "brownie" foi batizado com esse nome.