Albertini-Janela Florida na Bretanha,Franca,1996

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Dia 27/01/02
- História da Wicca
- Escritas que deram forma a base Wicca
- Margot Adler

Dia 29/01/02
-Origens da Wicca

Dia 30/01/02
- Pax - Deusa da Paz

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- O que é paganismo?
- Wicca

Dia 01/02/02
- Wicca
- Los Celtas
- La Magia

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- Vivendo com as Deusas
- Carnaval festa pagã?

Dia 09/03/02
- Exercício 01 - Controle do pensamento
- Exercício 02 - Transmutação
- Exercício 03 - Psicometria
- Exercício 04 - Concentração
- Exercício 05 - Estado de Transe
- Exercício 06 - Glamour/Shapeshifting
- Exercício 07 - Mudança de forma
- Exercício 08 - Invisibilidade
- Exercício 09 - Respiração
- Exercício 10 - Meditação
- Exercício 11 - Brincando com a energia
- Exercício 12 - Sombra ou Ar
- Exercício 13 - Visualização
- Exercício 14 - Iluminação Básica Intuitiva
- Exercício 15 - Meditação Básica
- Exercício 16 - Concentração Básica
- Exercício 17 - Relaxamento Básico
- Exercício 18 - Respiração Básica
- Exercício 19 - Intuição I
- Exercício 20 - Energia Lunar
- Exercício 21 - Respiração Quadrada
- Exercício 22 - Intuição II

- Exercício 23 - Intuição III
- Feitiço 01 - Aguçar a intuição
- Feitiço 02 - Água de Lua Cheia
- O Amor é Contagioso
- Mabon
- Quem foi Mabon?

Dia 05/03/02
- A Deusa Tríplice
- Os Elementais - Silfos/Ondinas/
.Salamandras/Gnomos

Dia 25/03/02
- A Verdadeira História de Lilith
- O que são feitiços e encantamentos?

Dia 29/03/02
- O Nome Mágicos
- Sugestões de nomes mágicos

Dia 06/04/02
- Wicca, A Bruxaria Moderna
- Stregueria
- Mito de Lugh
- Janelas para a alma (Mandalas)
- Energização dos Cristais
- O que é uma egrégora - Texto 2
- Pranayama, Controle Básico da Respiração

Dia 15/04/02
- O Vampiro pode estar ao seu lado

Dia 30/04/02
- Elemento Ar
- Elemento Fogo
- Elemento Água
- Samhain
- Algumas deidades cultuadas em Samhain
- Fases da Lua
- O Eterno Feminino
- A Deusa Cerridwen
- Invocação e Evocação
- Introdução à Wicca
..1. O que é Wicca?
..2. No que acreditam os Wiccans?
..3.O culto à natureza e a questão ambiental.
..4.Sexualidade na Wicca.
..5.Os ritos mágicos-religiosos da Wicca.
..6.Magia na Wicca.
..7.A Estrutura da Wicca.
..8.O Chamadi da Deusa

Dia 01/05/02
- Bruxas e Corujas
- Deusa Maat, Um Caminho para Descobrir-se
- Lilith, Arquétipo Feminino Primordial
- Deusas Tríplice Celta

Dia 02/05/02
- Deusa Diana. Senhora dos Animais




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2.10.02
FEITIÇARIA COMO RELIGIÃO DA DEUSA

"Umente, volante e pregnante lua,
Que brilha para todos.
Que flui através de todos...
Aradia, Diana, Cibele, Mah...

Navegante do infinito,
Guardiã do portal,
Radiância morrente e vivente...
Dioniso, Osíris, Pan, Artur, Hu.. (...)".


"Não acreditar em feitiçaria é a maior de todas as heresias." - Malleus
Maleficarum - 1486

Feitiçaria é uma palavra que assusta a muitas pessoas e confunde outras. No imaginário popular, as bruxas são feiticeiras velhas e feias voando em cabos de vassouras ou satanistas tradicionais terríveis atuando em ritos obscenos. As bruxas modernas são consideradas integrantes de um culto maluco, basicamente preocupadas em amaldiçoar os seus inimigos através da perfuração de imagens de cera com alfinetes e carentes da profundidade, da dignidade e seriedade de propósitos de uma verdadeira religião.

Mas a Feitiçaria é uma religião, talvez a mais antiga religião existente no Ocidente. Suas origens são anteriores ao cristianismo, judaísmo e ao Islã; até mesmo ao budismo e ao hinduísmo e é muito diferente de todas as supostas grandes religiões. A Antiga Religião, como a denominamos, está em essência mais próxima às tradições nativas americanas ou ao xamanismo Ártico. Ela não se baseia em dogmas ou em um conjunto de crenças, nem tampouco em escrituras ou num livro sagrado revelado por um grande homem. A Feitiçaria retira seus ensinamentos da Natureza e inspira-se nos movimentos do sol, da lua e das estrelas, no vôo dos pássaros, no lento crescimento das árvores e nos ciclos das estações.

De acordo com as nossa lendas, a Feitiçaria nasceu há mais de 35 mil anos, quando a temperatura da Europa começou a cair e grande lençóis de gelo lentamente avançaram rumo ao sul em seu último movimento. Através da fecunda tundra, prolífica em vida animal, pequenos grupos de caçadores seguiam as renas lépidas e os imprevisíveis bisões. Eles estavam armados, somente, com as mais primitivas armas, mas alguns entre os clãs eram especialmente dotados, "convocavam" as manadas até um penhasco ou uma armadilha, onde alguns animais, sacrificando-se voluntariamente, deixavam-se capturar. Estes xamãs dotados entravam em harmonia com os espíritos dos rebanhos e, ao fazê-lo, percebiam o ritmo vibrante que inspira toda a vida, a dança da espiral dupla, o remoinho para dentro e para fora do ser. Eles não exprimiam essa intuição intelectualmente, mas por imagens: a Deusa Mãe, aquela que dava à luz, que trazia para a existência toda a vida, e o Deus Galhudo,
caçador e caçado, que eternamente cruza os portais da morte para que uma nova vida possa desabrochar.

Os xamãs vestiam-se com as peles e chifres em identificação com o Deus e suas manadas; as sacerdotisas atuavam nuas, incorporando a fertilidade da Deusa. A vida e a morte eram um fluxo contínuo; os mortos eram enterrados como se estivessem adormecidos em um útero, cercados por suas ferramentas e ornamentos a fim de que pudessem despertar para uma nova vida. Nas cavernas dos Alpes, crânios de grandes ursos eram fixados em nichos, onde liam os oráculos para guiar os clãs na caça. Em lagoas nas planícies, renas - suas barrigas cheias de pedras que encarnavam os espíritos dos cervos - eram imensas nas águas do útero da Mãe a fim de que as vítimas da caçada renascessem.

No Oriente - Sibéria e Ucrânia a Deusa era a Senhora dos Mamutes; ela foi esculpida em pedra com grandes curvas sinuosas que representam seus dons de abundância. No Ocidente, nos templos das grandes grutas do sul da França e da Espanha, os seus ritos eram realizados dentro dos úteros secretos da terra, onde as grandes forças antagônicas eram pintadas sob forma de bisões e cavalos, superpostos, emergindo das paredes da caverna como espíritos em um sonho.

A dança espiral também era vista do céu: na lua, que mensalmente morre e renasce; no sol, cuja luz traz o calor do verão e, quando esta se vai, o frio do inverno. Registros da passagem da lua eram marcados em ossos e a deusa era mostrada a segurar o chifre do bisão, que também é a lua crescente.

O gelo recuou. Alguns clãs acompanharam o bisão e a rena até o norte. Alguns cruzaram a passagem terrestre do Alasca e chegaram às Américas. Os que permaneceram na Europa dedicaram-se à pesca e à coleta de plantas silvestres e moluscos. Cães vigiavam os acampamentos e os novos instrumentos foram aperfeiçoados. Aqueles que possuíam poder interior aprenderam que estes aumentavam quando as pessoas trabalhavam juntas. À medida que os povoados isolados transformaram-se em vilas, xamãs e sacerdotisas uniram suas forças e compartilharam os seus conhecimentos. Os primeiros covens foram organizados. Profundamente sintonizados com a vida animal e vegetal, domesticaram a região onde anteriormente haviam praticado a caça, criaram carneiros, cabras, gado e porcos, a partir de seus primos selvagens. As sementes não eram somente coletadas; elas eram plantadas, para crescerem no local do assentamento. O Caçador tornou-se o Senhor dos Grãos, sacrificados quando da colheita no Outono, enterrados no útero da Deusa para renascer na primavera. A Senhora das Coisas Selvagens tornou-se a Mãe da Cevada e os
ciclos da lua e do Sol determinavam as épocas para semear e colher e soltar os animais no pasto.

As vilas transformaram-se nas primeiras cidades. A Deusa foi pintada nas paredes calcinadas dos santuários, dando à luz a Criança Divina - seu consorte, filho e semente. O progresso do comércio trouxe os mistérios da África e da Ásia ocidental.

Nas terras onde reinara o gelo, uma nova energia foi descoberta, uma força que corre como as nascentes de água através da terra. Sacerdotisas descalças traçaram linhas "retas" sobre a grama nova. Descobriu-se que certas pedras aumentavam o fluxo de energia. Eram colocadas em pontos adequados em grandes fileiras e círculos que marcavam os ciclos do tempo. O ano tornou-se uma grande rosa dividida em oito partes: os solstícios e equinócios e, nos quadrantes entre estes, os dias onde grandes festas aconteciam e fogueiras eram acesas. A cada ritual, a cada raio de sol e da lua que atingiam as pedras nos períodos de energia, a força aumentava. Elas se tornaram grandes reservatórios de energia sutil, portais entre os mundos do visível e invisível. No interior dos círculos, ao lado dos menires e dólmenes e
galerias escavadas, as sacerdotisas penetravam nos segredos do tempo e na estrutura oculta do cosmo. A matemática, a astronomia, a poesia, a música, a
medicina e a compreensão do funcionamento da mente humana desenvolveram-se paralelamente aos saberes dos mistérios profundos.

WICCA E WITCHCRAFT NA INGLATERRA

Para podermos ter diversas posições sobre o que é wicca e bruxaria tradicional é necessário também ler conceitos antagonicos e estereotipados, pois mesmo nesses
textos podemos evoluir para uma concepção maior, desvinculando-nos de pré-conceitos existentes.

Definições de uma Wiccan

"Os termos Wicca e Witchcraft possuem interpretações diferentes nos EUA e na Europa. Para os bruxos britânicos, há uma enorme diferença entre Witchcraft e Wicca, apesar dos elementos em comum. Witchcraft é a palavra usada para descrever uma tradição mais antiga, baseada nos mistérios femininos, e apresentada como tão velha quanto a própria humanidade, deferentemente da Wicca. Witchcraft, ainda segundo ela, baseia-se no conhecimento das ervas e do contato com a natureza, além de uma ênfase especial nos ciclos da lua e da natureza, e possui elementos que podem ser identificados como Celtas - Interessante notar que essa definição encaixa-se perfeitamente com a NOSSA percepção da Wicca, mas não com a dos britânicos...

Ainda de acordo com minha conhecida pagã inglesa, a Wicca, na Inglaterra, é bem diferente disso. Segundo ela, a Wicca é vista como uma invenção de Gerald
Gardner (como de fato o é). A Wicca britânica não envolve necessariamente o culto a deidades celtas, mas mistura deidades de diversos panteões, a despeito de celebrar a Roda do Ano, que é celta. (Até aqui, tudo igual à nossa realidade). Ela descreve a Wicca inglesa como uma mistura de ocultismo, magia cerimonial e Culto à Natureza, mas a ênfase principal está na Magia e não nos ciclos da Natureza... (tenho visto muito disso por aqui também...)

O mais interessante é que, para os ingleses, WITCHCRAFT É MAIS INTUITIVA E FEMININA, enquanto que a WICCA É MAIS INTELECTUAL E MASCULINA!

Outro ponto curioso: segundo ela, na Grã Bretanha a Wicca tende a ser fechada, secretiva, exclusivista, mesmo. Isso é totalmente o oposto da noção que alguns Wiccanos brasileiros possuem da Wicca como um caminho de liberdade, como pregado por Scott Cunningham, assim como é o oposto da visão de que a Witchcraft é que
seria secretiva e exclusivista...
Diz-se que a witchcraft é a bruxaria campesina originária, ou seja, o que
faziam as mulheres sábias das aldeias européias. Supõem-se que isso seja o
remanescente de uma religião da Deusa organizada que cobriu a Europa
ocidental... Mas é possível definir a forma de funcionamento da witchcraft?
Existirá um modo de saber em que witchcraft se constitui? O que faz alguém que
pratica witchcraft?

Witchcraft é, nada mais, que a bruxaria praticada por determinado
grupo familiar ou em determinada localidade. Varia extremamente de
acordo com a geografia . Não há meios de se encontrar uma unidade,
nem sequer de se poder definir uma witchcraft porque são milhões
delas, todas frutos da interpretação bastante localizada ( tipo nesta
aldeia é assim, ali a 5 Km já é diferente).

Então hoje encontramos sites, livros e praticantes de witchcraft, ok. Minha
opinião?? Eles são praticantes de uma versão modernizada do que SE SUPÔE seja a
bruxaria antiga. E o que é isso mesmo? É a definição
de WICCA! Creio que hoje os praticantes de witchcraft são, na verdade,
wiccanianos que não querem seguir algumas normas postas por Gardner
para a Wicca. Notadamente a Lei Triplice e a wiccan rede ("faça o que
quiseres se a ninguem prejudicares). (Mavesper Ceridwen)


ORIGEM DA WICCA

Nos últimos anos, dois respeitados estudiosos apresentaram teorias
essencialmente idênticas sobre as origens da Wicca. Em 1998, Philip
G. Davis, professor de Religião na Universidade da Ilha Prince
Edward, publicou "Goddess Unmasked: The Rise of Neopagan Feminist
Spirituality," ("A Deusa Desmascarada: a Ascensão da Espiritualidade
Neopagã Feminina", n. do T.), argumentando que a Wicca é a criação de
um funcionário público inglês e antropólogo amador chamado Gerald B.
Gardner (1884-1964). Davis escreve que as origens do movimento da
Deusa tiveram como base o interesse dos Românticos alemães e
franceses - em sua maioria homens - nas forças naturais,
especialmente as associadas às mulheres.

Gardner admirava os Românticos e pertencia a uma sociedade Rosa-Cruz
chamada Fellowship of Crotona (Companhia de Crotona, n. do T.) - um
grupo influenciado por vários outros grupos ocultistas do final do
século XIX, os quais por sua vez eram influenciados pela Maçonaria.
Nos anos 50, Gardner apresentou uma religião à qual chamou (nesta
grafia) Wica. Apesar de Gardner afirmar ter recebido os conhecimentos
Wiccanos de um centenário coven de bruxos também integrantes da
Companhia de Crotona, Davis escreve que ninguém conseguiu localizar
esse coven e que Gardner inventou os ritos que anunciava, emprestando
elementos de rituais anteriormente criados no século XX pelo
famigerado ocultista inglês Aleister Crowley, entre outras fontes. Os
Wiccanos, hoje, adaptaram e embelezaram livremente os ritos de
Gardner.

Em 1999, Ronald Hutton, um conhecido historiador das religiões pagãs
britânicas que leciona na Universidade de Bristol, publicou "The
Triumph of the Moon" ("O Triunfo da Lua", n. do T.). Hutton conduziu
detalhadas pesquisas sobre as práticas pagãs pré-históricas
conhecidas, leu os manuscritos não publicados de Gardner e
entrevistou diversos contemporâneos de Garnder ainda vivos. Hutton,
assim como Davis, não conseguiu encontrar provas conclusivas acerca
da existência do coven de quem Gardner teria aprendido a Arte, e
afirma que a religião "ancestral" que Gardner afirmava Ter descoberto
não passava de uma mistura de materiais oriundos de fontes
relativamente recentes.

Aparentemente, Gardner baseou-se nas obras de duas pessoas: Charles
Godfrey Leland, um folclorista amador americano que afirmava ter
encontrado um culto à Deusa Diana sobrevivendo na Toscana, e Margaret
Alice Murray, uma egiptóloga britânica que também se embasava nas
idéias de Leland e, iniciando nos anos 20, criou um sistema detalhado
de rituais e crenças. Baseado em sua própria experiência, Gardner
incluiu elementos maçônicos tais como vendar o iniciado, as
iniciações, o segredo e "graus" de sacerdócio. Ele incorporou uma
parafernália associada ao Tarot, como bastões, cálices e a estrela de
cinco pontas rodeada por um círculo, o equivalente Wiccano da Cruz.
Gardner também incluiu algumas ideosíncrases pessoais. Uma delas era
uma predileção por linguagem arcaica: "thee", "thy", "'tis", "Ye Book
of Ye Art Magical" (exemplos de inglês elizabetano, há séculos
abandonado, n. do T.). Outra era sua apreciação pelo nudismo. Gardner
pertenceu a uma colônia nudista nos anos 30, e ele afirmava que
muitos rituais Wiccanos deviam ser praticados "vestidos de vento".
Trata-se de uma raridade mesmo entre os ocultistas: não se conhece,
nem se cogitava na época de Gardner, uma religião pagã que exigisse
regularmente que seus rituais fossem praticados sem roupas. Algumas
inovações de Gardner possuem tonalidades sexuais e até mesmo de
dominação e disciplina.

O Sexo ritual, ao qual Gardner chamava de
Grande Rito, e que também era desconhecido na antiguidade, era parte
da liturgia do Beltane e de outros festivais (apesar de que a maioria
dos praticantes simulava o ato com um punhal - outro brinquedinho de
Gardner - e um cálice). Outros rituais exigiam que os iniciados
fossem amarrados e açoitados, além do "beijo quíntuplo: aplicado aos
pés, joelhos, "ventre" (segundo um Wiccano com quem eu falei, um
ponto relativamente singelo acima do osso púbico), seios e lábios.
Hutton é bem sucedido ao derrubar a noção, mantida por muitos
Wiccanos e outros, que os antigos costumes pagãos sobreviveram
ocultos nas práticas cirstãs medievais. Suas pesquisas revelam que,
fora algumas poucas tradições, como decorar a casa com plantas verdes
no Yule e celebrar o Mayday com flores, nenhuma prática pagã - e
menos ainda a veneração de deuses pagãos - sobreviveu desde a
antiguidade.

Hutton descobriu que todas os passatempos rurais
ancestrais anteriormente vistos pelos folcloristas como antiqüíssimos
rituais de fertilidade, incluindo a dança do Maypole, na verdade
tiveram origem na Idade Média ou até mesmo no século XVIII. Hoje
existe um consenso entre os historiadores, os quais afirmam que o
Catolicismo permeava completamente a mentalidade da Europa medieval,
introduzindo uma forte cultura popular com santuários de santos,
devoções e até mesmo encantamentos e sortilégios. A noção de que os
rebeldes medievais eram originalmente pagãos é herança da Reforma
Protestante.

Hutton também aponta para uma falta de provas de que os antigos
Celtas ou qualquer outra cultura pagã celebravam os "oito festivais
da Roda", tão importantes à liturgia Wiccana. "Os equinócios
aparentemente não possuem festivais pagãos nativos por trás deles e
se tornaram importantes apenas para os ocultistas do século XIX",
contou-me Hutton. "Ainda não existem provas que atestem a existência
de um ritual pagão ancestral à Pascoa" - um festival que os pagãos
modernos celebram como Ostara, o equinócio de Primavera.
Os historiadores também derrubaram outra crença básica da Wicca: a de
que o grupo possua uma história de perseguições superior à dos
judeus. Os números citados por Starhawk - nove milhões executados ao
longo de quatro séculos - derivam de um historiador alemão do final
do século XVIII. Foi coletado e disseminado cem anos depois por uma
feminista chamada Matilda Gage e logo entraram para o evangelho
Wiccano (o próprio Gardner foi responsável pela criação da
expressão "burning times" (era das fogueiras", n. do T.)).
A maioria dos historiadores atualmente crê que o número real de
execuções avizinha-se dos 40.000. O mais completo estudo recente da
bruxaria histórica é "Witches and Nighbors" ("Bruxas e Vizinhos", n.
do T.), (1996), de autoria de Robin Briggs, historiador na
Universidade de Oxford. Briggs vasculhou os documentos dos
julgamentos dos bruxos europeus e concluiu que a maioria deles
ocorreu durante um período relativamente curto, de 1550 a 1630, e
estavam restritos a uma área englobando partes da atual França, Suíça
e Alemanha, já então envolvidas pelo tumulto religioso e político da
Reforma. Os acusados, longe de incluírem um grande número de mulheres
independentes, eram em sua maioria pobres e pouco populares. Seus
acusadores eram geralmente cidadãos comuns (quase sempre outras
mulheres), e não autoridades eclesiásticas ou seculares. Na verdade,
as autoridades geralmente não gostavam de conduzir julgamentos de
bruxaria e absolveram mais da metade dos acusados. Briggs também
descobriu que nenhum dos bruxos acusados, condenados e executados
haviam sido acusados por praticar religiões pagãs.

Se podemos nos basear nos chatrooms da Internet, muitos Wiccanos se
agarram com toda força à idéia de que eles próprios são vítimas
institucionais em grande escala. De modo geral, contudo, os Wiccanos
parecem estar se acomodando com as muitas evidências acerca de seus
antecedentes: por exemplo, eles estão passando a ver suas origens
ancestrais como uma lenda inspiradora ao invés de uma história
verídica. No final dos anos 90, com o lançamento dos livros de Davis
e Hutton, muitos Wiccanos passaram a se referir à sua estória como um
mito de origem, e não como uma história de sobrevivência. "Nós não
fazemos o que as bruxas faziam há cem ou há quinhentos anos," disse-
me Starhawk. "Não somos uma tradição ininterrupta como a dos índios
norte americanos". Na verdade, muitos Wiccanos atualmente descrevem
aqueles que levam ao pé da letra os elementos da narrativa do
movimento como "Fundamentalistas Wiccanos".

"Diotima Mantineia," 48 anos, é a editora associada do site The
Witches' Voice ("A Voz das Bruxas", n. do T.) Ela não revela seu nome
real, em parte porque mora numa cidade sulista que, ela crê, é hostil
aos neo-pagãos. Ela resumiu seus sentimentos sobre a desmistificação
da narrativa Wiccana oficial da seguinte forma: "Não me importa o
quão velha é a Wicca, pois quando me conecto à Deidade na orma da
Senhora e do Senhor, creio que estou me ligando a algo muito maior e
vasto do que jamais poderei compreender. O(A) Criador(a) deste
universo vem se manifestando a nós por todo o tempo, na forma dos
deuses e deusas com os quais nos relacionamos. Para mim, a Wicca
serve para facilitar essa conexão, e é isso o que realmente importa."



Fonte:

"História da Feitiçaria" do antropologista Jeffrey Burton Russel (Ed. Campus,
série Somma
"A Dança Cósmica das Feiticeiras", de Starhawk, publicado pela editora Nova Era.

Soprado pela Bruxa...4:35 da tarde
Chackras - Equilíbrio e qualidade vida

Os chackras são pontos de energia distribuídos pelo corpo. A palavra chackra significa “roda”, segundo o Sânscrito - idioma sagrado indiano. Também definido como centros psíquicos, eles controlam e energizam os órgãos vitais do corpo, que influem nas condições psicológicas e espirituais das pessoas, especialmente os sete pontos principais.

Segundo o terapeuta e especialista no assunto, Edson Esteves Campos, os chackras “são as ligações do corpo físico com os corpos de outras dimensões”. Eles são estudados pelos adeptos das ciências esotéricas, que acreditam que, quando uma pessoa está com algum problema de saúde ou pessoal, é porque algum chackra pode estar desequilibrado, sendo que cada um desses pontos possui um tratamento específico para sua melhor absorção de energia.

Os chackras estão localizados no alto da cabeça, na testa, no coração, na região pélvica, no pescoço, no umbigo e na região intestinal. “São tratados como assunto científico, mas não acadêmico, pois não há como testá-los em laboratório. É um auto-experimento, só depois que a pessoa começa a trabalhar seus chackras, através da meditação, do Yoga, é que ela passará a sentir essa energia circulando em seu corpo” afirma Campos.

Durante muitos séculos os assuntos esotéricos foram proibidos de serem estudados. Com isso os especialistas dizem que os chackras deixaram de serem vistos pelos homens, que eram puros e se tornaram materialistas. De acordo com o terapeuta, para uma pessoa enxergar os chackras, ela deve se desenvolver através da meditação. O terapeuta nutricionista, Fábio Teixeira acrescenta que “só quem experimenta, na prática, consegue compreender melhor do que se trata, assim como só quem pula de pára-quedas pode explicar sobre o que sente ao fazê-lo”.

Por isso, grande parte das pessoas tem dificuldade em entender como funcionam e como são os chackras. Edson Esteves diz ainda que “as raças humanas passam por ciclos de evolução e involução, e que, antigamente, os homens tinham visões que dificilmente são percebidas hoje”. Ele conta que os chackras possuem o formato de círculos, que vão se afunilando até o centro da coluna, que giram em torno do próprio centro. “Um chackra aberto, de uma pessoa sadia, possui um raio de 10 centímetros”, explica Campos.

Os sete chackas

- Chacka Muladhara: chackras Raiz ou Básico
Seu significado é fundação. Está associado ao intestino grosso e ao reto e é responsável pela eliminação de resíduos do corpo.

Meditando-se sobre este chackras surge o desejo de experiências e informações agindo como força motivadora, um ímpeto básico para o desenvolvimento individual.

- Chackra Svadhisthana: chackras do Baço "Lugar morada do Ser".
Está relacionado com os órgãos reprodutores e localiza-se no plexo hipogástrico; genitais.

Com a meditação neste chackras, sem que haja desperdício de energia, adquiri-se a capacidade de usar a energia criativa e sustentada para elevar-se às artes refinadas e às relações puras, tornando-se livre da luxúria, ira, ganância, insegurança e ciúme.

- Chakra Manipura: chackras do Umbigo
Cujo significado é "Cidade das gemas". Está associado ao pâncreas. Localiza-se no plexo solar, plexo epigástrico; umbigo. O principal ponto de concentração durante a produção de seu som é o umbigo.

A meditação neste chackras trará a compreensão da fisiologia, do funcionamento interno do corpo e do papel das glândulas de secreção interna em relação às emoções humanas. A concentração no umbigo, centro de gravidade do corpo, impede problemas com os órgãos digestivos.

A pessoa que possui o equilíbrio deste chackras se torna uma pessoa sem egoísmo e prática. Passa a dominar melhor a fala, podendo expressar as idéias de maneira muito mais eficaz. O equilíbrio do chackras Manipura é o serviço abnegado, isto é servir sem esperar recompensas.

- Chakra Anahata: chackras Coração
Significado é "Intocado". Corresponde ao timo. Localiza-se no plexo cardíaco; o coração.

Evoluindo através do quarto chackras, domina-se a linguagem, a poesia e todos os empreendimentos verbais, bem como os indryas, ou desejos e funções físicas. A pessoa torna-se senhor de si mesmo, ganhando sabedoria e força interior. Quem possui o controle desse chackras consegue levar uma vida harmoniosa, passar boa energia e inspiração para outras pessoas.

- Chakra Vishuddha: chackras Laríngeo
Significado é "Puro". Tem relação com as glândulas tiróide e paratireóide. Localiza-se no plexo da carótida; garganta. Ao produzir seu som a concentração fica localizada na curva encovada do pescoço.

A meditação no espaço vazio na área da garganta produz clama, serenidade e pureza, voz melodiosa, comando da fala e dos mantras e a capacidade de se expressar com sutileza.

- Chakra ajna: chackras Frontal
Significado é "Autoridade, comando, poder ilimitado". Na maioria das vezes se relaciona com a glândula pituitária e, outras vezes, com a glândula pineal. Localiza-se no plexo da medula; plexo pineal; ponto entre as sobrancelhas.

A pessoa torna-se unidirecionada . Passa a ser uma pessoa verdadeira, capaz de enxergar as coisas de uma forma simples, sem preconceitos.

- Chakra Sahasrara: chackras Coronário
Significado é "De mil pétalas". Também denominado chackras Shunya (vazio, vácuo) e chackras Niralambapuri (moradia sem apoio). Quase sempre é associado à pineal e, por vezes à pituitária. Localiza-se no topo do crânio, plexo cerebral.

Neste estado não há atividade da mente, nem qualquer conhecimento, nada a ser conhecido; conhecedor e conhecido, tudo fica unificado.


Soprado pela Bruxa...4:21 da tarde



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[MAIO]
[::] O nome do mês de Maio deriva da deusa grega Maya, considerada a mãe de Hermes.

[::] Nas culturas celtas o nome para o mês de Maio é Mai ou Maj. Nesse mês era costume vestir-se de verde para homenagear a Mãe Terra.

[ABRIL]
[::] O nome "Abril" homenageia a deusa grega Afrodite, do amor e da paixão. Era por essa razão que acreditava-se e ainda acredita-se que os amores nascidos em Abril são para sempre.

[::]Os espíritos da Natureza correspondentes ao mês de Abril são os Elfos, pequenos duendes que adoram dançcar ao som das flautas medievais. Dizem que ouvir esse tipo de música durante o mês de Abril atri os Elfos que invadem nosso sono proporcionando sonhos proféticos.
[:<br>br>

[MARÇO]
[::]O nome "Março" deriva do Deus romano Marte, o Deus da Guerra. Equivalente ao Deus grego Ares, o celta Teutates, e Tyr, entre os nórdicos.

[::]Os antigos acreditavam que as chuvas e tempestades do mês de Março eram benéficas e mágicas e que traziam as bençãos dos céus. Por essa razão sempre recolhiam essas águas em potes e as utilizavam em seus encantamentos.

[::]Os espíritos guardiães do mês de Março são os silfos, os elementares do

ar responsáveis pelos ventos e tempestades. Dizem que quando chove muito

durante a noite éporque os silfos estão festejando. Por isso não é bom

reclamar do mau tempo de Março, mau tempo para nós, festa para eles.

[FEVEREIRO]
[::]O nome Fevereiro deriva, segundo algumas fontes, da Deusa romana Februa. Outra versão diz derivar do Deus Februs, correspondente a Hades e Platao.

[::]Os espíritos guardiães correspondentes ao mês de Fevereiro sao as Fadas Caseiras, aquelas que vivem nos vasos de plantas das nossas casas. Por essa razao e costume durante este mes enfeitar os vasos com laços vermelhos. Dizem que isso deixa as fadas tao felizes que trazem muita alegria e sorte para o lar.

[::]Fevereiro é o mês da purificação. Por esta razão, no último dia deste mês coloque em cada uma das janelas de sua casa uma cabeça de alho. Essa antiga pratica tem o poder de proteger nossos lares durante os proximos meses do ano.


[JANEIRO]
[::]As antigas tradições diziam que as condições climáticas dos 12 primeiros dias de janeiro indicarão o clima nos proximos 12 meses solares, cada dia correspondendo a um mês do ano.

[::]A palavra "Janeiro" deriva do Deus Janus, que segundo a mitologia romana tinha dias faces, cada uma representado os términos e os começos, passado e futuro.

[::]Os BROWNIES, os espiritos guardiães do mês de Janeiro, são pequenos cozinheiros do mundo mágico, e que nesse mês sempre apareciam nas cozinhas escocesas atraídos por bolo de chocolate com nozes e mel. Foi por causa destes seres que o bolo "brownie" foi batizado com esse nome.