Albertini-Janela Florida na Bretanha,Franca,1996

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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27.5.03
A MEDICINA DA FÉ DE PARACELSUS E A PSICONEUROIMUNOLOGIA DA CIÊNCIA
ATUAL.

Filomena Maria Perrella Balestieri
Profa. Dra. DFP/LTF - UFPB

“Que teu coração não tenha vaidade em razão de quanto conheces.
Busca conselho tanto junto ao ignorante quanto junto ao sábio,
Pois os limites da arte são inatingíveis.
E não existe artesão que tenha atingido a perfeição”
Ptah-Hotep – Egito Antigo

“O teu olho é a lucerna do teu corpo.
Se o teu olho for são todo o teu o corpo será luz.”
Jesus Cristo, Evangelho de São Mateus

Como o médico pode conhecer o homem,
no qual todo o céu e a terra estão presentes,
se não conhece o firmamento, os elementos e nem o mundo?
Paracelsus (1493-1541)

Ptah-Hotep, Jesus Cristo e Paracelsus chamam-nos a atenção para a
necessidade de sermos abertos ao conhecimento. O conhecimento que
floresce da observação e que da forma abstrata, inconsciente vai se
tornando concreto, consciente. O homem sempre esteve diante do grande
enigma do significado da Vida e da Morte. Às margens do Nilo, do Tigre
e do Eufrates, do Indo ou do Rio Amarelo na Antiguidade ou nas cidades
européias da Idade Média, homens e mulheres nos deixaram obras que
retratam a relação que estabeleciam entre a saúde e a fé. A história
nos mostra o longo caminho trilhado, desde o Egito Antigo até os
nossos dias, para que pudéssemos entender este comportamento dos
nossos antepassados frente às doenças. A fé em Deus ou deuses e o medo
dos demônios sempre esteve relacionado ao homem e às doenças. Hoje,
após mais de 5000 anos de história da civilização humana, podemos
entender cientificamente que a postura destes homens, muitas vezes
anônimos, tem um significado concreto.

Ao longo da história, associado a um saber prático que levou à ciência
de cada época, o homem sempre conviveu com a crença nos Deuses, nas
orações, nas ervas, nos curandeiros. Analisada à distância de tantos
séculos e à luz dos nossos conhecimentos, a relação da fé com a cura
das doenças, muitas vezes, nos parece ser proveniente do conhecimento
de algo que se manifestava de forma inconsciente. Conhecimento, muitas
vezes, de cunho mitológico, que estes homens e mulheres deixaram
impressos em papiros ou em belos monumentos talhados na pedra e que
hoje, comprovados com sofisticadas técnicas laboratoriais, são
retratados nos artigos de publicação científica. Da pura poesia de uma
emoção revelada em obras de arte monumentais, passamos hoje à
utilização prática e quase que definitivamente comprovada da
importância da fé e de várias emoções na cura ou no desencadeamento
das doenças. Poderíamos dizer que hoje, através da ciência, estamos
podendo comprovar a importância dos sentimentos que o homem sempre
expressou aos seus Deuses, externos ou internos. Infelizmente fomos e
continuamos, muitas vezes, a ser, como sociedade, homens e mulheres de
pouca fé porque muitos daqueles que lutaram sem provas científicas por
estes valores foram, e continuam sendo, exterminados de forma trágica.
Paracelsus apresenta-se como a principal figura neste cenário porque,
neste milênio, ele concentra na prática e na teoria, todo um amplo
conhecimento sobre os fatores que podem interferir na saúde,
inclusive, a fé. Através de seu gênio irreverente e questionador, ele
expressou, de forma complexa a nossos olhos contemporâneos, a síntese
do conhecimento médico adquirido pelos nossos antepassados da
Antiguidade e da Idade Média.


A primeira imagem no Egito.

A primeira imagem preservada no tempo, que nos revela esta relação
entre o homem e a fé para a cura de seus males, é vista num monumento
do período entre a 18a e a 20a dinastia (entre 1567 e 1085 a.C.). Um
porteiro de nome Ruma se dirige à deusa Istar (originariamente síria,
mas venerada também no Egito) para obter a cura de uma enfermidade que
o deixou todo deformado (provavelmente poliomielite). A crença não era
só a de que os deuses curavam as doenças como também as causava, e
estas eram afastadas através de exorcismos e da utilização de
excrementos. A deusa Sakhmet, representada por uma leoa, era uma das
principais responsáveis pelas doenças e mortes.

As doenças além de serem causadas por deuses maldosos também podiam
ocorrer pelo abandono do Deus protetor, como fica evidente na carta de
um pintor cego da época de Ramsés II, dirigida a seu filho: “... Não
me deixe. Vivo desesperado... Vivo na escuridão. O deus Amon me
deixou. Traga-me mel e gordura para os meus olhos... e a legítima
maquilagem dos olhos, logo que for possível. ...”. Associada ao culto
dos Deuses, a medicina egípcia também se desenvolveu tecnicamente. No
papiro de Smith, um manual de cirurgia do período de 2500-2000 a.C.,
estão descritas inúmeras enfermidades, em associação com os seus
respectivos diagnósticos, prognósticos e prescrições terapêuticas. No
papiro de Ebers, foram decifrados os nomes de espécies vegetais
(associados com a forma de preparação dos remédios) que ainda hoje são
usadas no tratamento de várias enfermidades: zimbro, romã, linhaça,
erva-doce, folhas do sene, rícino, alho, papoula dentre outras. Além
das plantas, os egípcios também utilizavam minerais tais como o cobre,
o alabastro, o magnésio, o salitre e até o antimônio. Atualmente,
alguns destes minerais têm sido utilizados na oligoterapia.
Acreditava-se que os gregos haviam sido os primeiros a criar templos
de cura, no entanto, através dos papiros descobriu-se que os egípcios
levavam as pessoas para templos, onde por meio de rituais e
sonoterapia, os médicos-sacerdotes e os deuses específicos para cada
um dos males participavam no tratamento destes pacientes. Os doentes
eram transportados em estado de transe e de sono artificial pelo
consumo de ópio e pensavam poder entrar em contato com o deus curador,
sentindo-se curados de fato, ou pelo menos, por sugestão.

Na Babilônia.

Na Mesopotâmia existiam também duas medicinas, que sobreviveram
paralelamente durante toda a história do país: a dos médicos e a dos
magos. Para os habitantes desta região, as doenças eram manifestações
do sofrimento, oriundas de tudo o que impede que se estabeleça um
estado de felicidade. Os causadores do “mal de sofrimento” eram os
demônios que eram exocirzados, através de rituais solenes, pelo
esconjurador (dos males) ou pelo purificador (das máculas responsáveis
pelas doenças). Quando o tratamento era infrutífero apelava-se para a
outra forma de medicina e na prática elas se complementavam. Muitas
vezes, em caso de doença em pessoas da nobreza, tanto um médico
tradicional quanto um exorcista tratavam simultaneamente o paciente,
cada um com os seus métodos. Esta interação entre tratamentos
convencionais pelos médicos e o exorcismo levou à inserção de
características racionais na técnica de exorcismo e aspectos
ritualísticos na medicina tradicional. Segundo alguns historiadores,
enquanto a medicina empírica da época fornecia os medicamentos, os
cuidados a serem tomados e o prognóstico, a medicina exorcista era a
única capaz de tranquilizar completamente o espírito, porque exlicava
a causa da enfermidade: ou seja, a vontade castigadora dos Deuses.

Na Índia, na China, no México e Peru.

Na Índia, as enfermidades também estavam associadas aos deuses: “Ó,
deus dos Fogos, sinta conosco e poupe-nos, Takman. Eu reverencio o
frígido Takman e o cálido que confunde a mente, que está ardendo.
Reverenciado seja Takman que retorna amanhã, que vem dois dias
seguidos e no terceiro dia....”. Takman era considerado o deus da
febre e pela descrição do tipo de febre que aparece de dois em dois
dias, percebe-se a ocorrência da malária já nesta época. Os deuses
castigavam os pecadores enviando enfermidades ou permitindo a ação dos
demônios. O Deus Rudra, das tempestades, castigava causando fortes
dores que eram como flechas atiradas e que penetravam na carne de suas
vítimas. Para aliviar estes males, os sacerdotes receitavam orações
implorando o auxílio dos deuses, bem como sacrifícios e fórmulas
mágicas contra os demônios das doenças. Assim como no Egito e
Mesopotâmia, associada à prática ritualística, existia uma medicina
mais racional. No Rigveda, existem registradas as principais plantas
medicinais que eram utilizadas e uma série de procedimentos
cirúrgicos. Uma das principais heranças desta medicina indiana foi a
prática da ioga, com o desenvolvimento da capacidade de anular as
sensações de dor, de influenciar os batimentos cardíacos e regular a
sensibilidade corporal.

Na China, através das descrições encontradas em ossos para a consulta
dos oráculos e para pedir conselhos aos deuses, sabe-se que aí também
acreditava-se que as doenças eram causadas pelos deuses e demônios.
Foram encontradas, da era dos Chous, figuras de xamãs, homens dotados
de poderes secretos, que por meio de exorcismos e magia atuavam contra
males humanos. Para a maioria dos chineses, o exorcismo e a magia eram
os únicos remédios para os seus males.

A relação do homem das Américas com as doenças foi preservada através
de relatos de alguns médicos espanhóis logo após a conquista do
México. A deusa do milho dos astecas, Chicomecóatl, era colocada no
ponto central do Olimpo dos deuses, no qual os sacerdotes e os médicos
astecas buscavam, ou enxergavam, as causas e a cura de muitas doenças.
Os astecas também imaginavam que as transgressões contra os poderes
celestiais eram as causas de infortúnio e doença. Associada à crença
em deuses, assim como no Egito Antigo, os astecas empregavam uma série
de plantas medicinais e os médicos eram especializados em determinados
tipos de doenças.

Na Grécia e Roma.

Na Grécia, desenvolveu-se uma linha de pensamento a partir do século
VI a.C. que, afastando-se das práticas mágicas dos adivinhos e das
receitas empíricas dos curandeiros, tentou desvendar as causas dos
fenômenos que levariam ao desequilíbrio do corpo. Uma das maiores
figuras deste período foi Hipócrates (c. 460 – 377 a.C.). O texto que
se segue, extraído dos tratados do Corpus Hippocraticum, revela esta
linha de pensamento que deu origem à medicina moderna: “O que me
parece melhor num médico é ser hábil a prever. Penetrando e expondo
antecipadamente, junto dos doentes, o presente, o passado e o futuro
das suas doenças, explicando o que eles omitem, ganhará a sua
confiança [...]. Tratará também tanto melhor as doenças quanto melhor
souber, face à situação presente, prever o estado futuro. [...], e ao
mesmo tempo discernir se existe algo de divino nas doenças, porque é
esse também um prognóstico a fazer”.

Hipócrates quis romper com as práticas da época que estavam associadas
à magia, na tentativa de elaborar regras novas nascidas do
racionalismo, que caracterizava o pensamento e a ciência grega. Apesar
desta sua preocupação, Hipócrates ensinava seus alunos a observar as
circunstâncias da vida e os estados emocionais dos pacientes. Seu pai,
inclusive, pertencia à corporação dos asclepíades, cujos sacerdotes
estavam ligados ao culto do deus médico Asclépio, que promovia a cura
das enfermidades.

Aristóteles (384-322 a.C.) identificava os locais específicos de onde
eram emanadas as emoções e referia-se às “moléstias da alma” como
“idéias expressas através da matéria”. As evidências
de que a consciência da doença poderia alterar o seu curso, já aparece
num dos tratados da época helenística: “Não deixar de modo algum
perceber o que acontecerá nem o que o ameaça, porque mais de um doente
ficou em muito mau estado por isso.”

Galeno (130 d.C.), apesar de ser grego, era médico em Roma e advogava
a arte da Medicina, ou seja, a necessidade da sensibilidade e bom
senso no tratamento dos pacientes. Ele enfatizava o papel do enfermo
na sua recuperação, valorizando a visão do paciente sobre a sua
enfermidade e a sua escolha terapêutica. Galeno observava que existia
uma relação entre a melancolia e a malignidade e classificava as
“Paixões” como causa não natural e importante fator no tratamento.

Na Idade Média

Entre os séculos VIII e XI da era cristã, desenvolveu-se na Europa um
intercâmbio cultural e científico entre o Oriente árabe e o Ocidente
cristão e assim foram conhecidas as grandes figuras da medicina árabe,
dentre eles Avicena (980-1037), ao qual se deve o Cânone da Medicina.
Esta enorme compilação dominou o estudo da medicina durante séculos no
Oriente e no Ocidente e tinha raízes nos fundamentos hipocráticos e
galênicos. Estes fundamentos são extremamente práticos, dando atenção
às causas físicas externas e internas desencadeadoras das doenças, os
seus sintomas, a terapêutica incluindo a prática cirúrgica.
Durante a Idade Média, assim como na Antiguidade, o lado prático
conviveu com o lado espiritual. No século XII, a lepra era considerada
o estigma da impureza dos homens. Nesta época, a tradição cristã chama
a atenção da dupla imagem do leproso através das lendas de Constantino
e de S.Julião Hospitaleiro. Constantino teria ficado leproso após ter
perseguido os cristãos e a saúde teria sido recuperada após o seu
batismo, graças aos conselhos dados por São Pedro numa aparição.
S.Julião recolheu no seu leito um leproso no qual reconheceu o Cristo.
A medicina grega legou à Europa medieval remédios contra a lepra à
base de serpentes. Inicialmente a poção mágica destinada a dar ao
doente a possibilidade de mudar de pele, como a serpente, passou, nos
séculos XIII e XIV, a ser considerada feitiçaria, uma conivência
diabólica com a Serpente...

Nos hospitais medievais, as mulheres, geralmente religiosas, eram as
principais responsáveis pela assistência completa ao paciente,
acompanhadas por médicos, cirurgiões, parteiros e padres. Esta
associação sempre verificada na história, se deve ao fato de se
acreditar que a doença, os acidentes ou anormalidades na vida do homem
seriam consequências não só da desregulação do corpo como da alma
também. Em certas doenças, o lado espiritual era o mais dominante. O
exemplo mais claro disso era a doença conhecida como “fogo de Santo
Antônio” ou “fogo sagrado”, doença causada pela ingestão do fungo do
centeio. O tratamento consistia na ingestão do saint-vinage, obtido
pela maceração com vinho, das relíquias de Santo Antônio. Um médico
importante nesta época, em relação à ênfase que dava às emoções, foi
Moisés Maimônides (1135-1204). Filósofo e médico judeu, preconizava a
moderação no uso de técnicas drásticas, tais como a cirurgia.
Enfatizava a importância dos exercícios físicos apropriados, da
nutrição, do descanso e do clima. Ele explorava as manifestações
físicas das emoções, cuja importância era minimizada por sua
recomendação de que o tipo ideal de exercício físico era aquele que
inunda a alma de felicidade, emoção que acreditava completaria, por si
mesma, o processo de cura.

Paracelsus

Indignado com o conservadorismo dos médicos, surgiu a figura de
Phillipus Theophrastus Bombastus von Hohenheim (1493–1541), que se
auto-denominou Paracelsus, ou seja, melhor que Celsus (Aulus Cornelius
Celsus - médico romano do século I d.C.), autor de De Medicina, a
bíblia de todos os médicos da época. Polêmico e questionador,
Paracelsus legou-nos um discurso com o qual acolheu alguns estudantes,
na Basiléia, em 1527 e que revela a sua postura frente à preocupação
com a prática da observação reduzindo a crença cega nos livros: “[...]
Quem não sabe que muitos doutores de hoje malogram porque mantem
servilmente os preceitos de Avicena, Galeno e Hipócrates? ... Isso
pode conferir títulos esplêndidos, mas não faz um verdadeiro médico.
Um médico não precisa da eloquência ou conhecimento de linguagem ou de
livros... e sim de conhecimento profundo da natureza e suas obras.....
[...] explicarei os manuais que escrevi sobre cirurgia e patologia,
todos os dias, durante duas horas, como introdução a meus métodos de
cura. Não os compilei de excertos de Hipócrates ou Galeno. Criei-os de
forma nova, em labuta incessante, sobre os fundamentos da experiência,
a mestra suprema de todas as coisas. Quando quero provar algo, não o
faço citando autoridades e sim experimentando e raciocinando.”

Paracelsus, hábil alquimista, salientou as possibilidades curativas
das matérias inorgânicas e introduziu na farmacopéia da época, que
consistia de produtos vegetais e animais, o mercúrio, o chumbo, o
enxofre, o ferro, o arsênico, o sulfato de cobre e potássio. Como
vimos um conhecimento que remonta o Egito Antigo. A compreensão de
Paracelsus sobre as formas de tratamento eram mais amplas do que as
prescritas pela época e como que por milagre conseguia a cura de
enfermidades incuráveis para a época: “É conveniente que saiba
previamente, amigo leitor, que todas as enfermidades tem
universalmente cinco tipos de tratamentos diferentes e fundamentais.
... Cada uma delas é capaz, por si mesma, de formar um meio
terapêutico completo para a cura de todas as enfermidades nas mãos de
um médico hábil, competente e esperto, que deverá escolher a melhor
para cada caso. Dessa maneira será possível curar qualquer acidente,
sofrimento ou doença, tanto numa como em outra medicina. Assim sendo,
será bom que cada médico se esforce num estudo cotidiano e constante
para alcançar a máxima ciência e experiência em qualquer um dos cinco
métodos, sem esquecer que tem tanta ou maior importância o
conhecimento da alma do paciente do que do seu corpo”. [...] “Passemos
agora ao estudo das cinco origens, faculdades médicas ou modos de
curar:

1. medicina natural: concebe e trata as enfermidades como ensina a
vida, a natureza das plantas, e conforme o que convém a cada caso por
seus símbolos ou concordâncias. Assim curará o frio pelo calor, a
umidade pela secreção, a superabundância pelo jejum e o repouso, e a
inanição pelo aumento das comidas. A natureza destas afecções ensina
que as mesmas devem ser tratadas pela aplicação de ações contrárias.
Avicena, Galeno e Rosis foram alguns dos defensores e comentaristas
desta teoria.

2. Medicina específica: os que defendem e pertencem a este grupo
tratam as doenças pela forma específica ou entidade específica. ... Os
médicos deste grupo curam as enfermidades pelas forças específicas dos
medicamentos correspondentes. ... Finalmente, também entre os
naturalistas, aqueles que fazem uso e receitam purgantes, já que estes
impõem forças estranhas que derivam do específico, completamente fora
do natural, saindo de um grupo para outro.

3. Medicina caracterológica ou cabalística: aqueles que a exercem
curam as doenças, pelo influxo de certos signos dotados de um estranho
poder, capazes de fazer correr aqueles que se manda, e dar-lhes ou
tirar-lhes determinados influxos ou malefícios. Isto também pode ser
feito através da palavra, sendo em conjunto um método eminentemente
subjetivo. Os mestres e autores mais destacados desse grupo foram:
Alberto, o grande, os astrólogos, os filósofos e todos aqueles dotados
do poder de feitiçaria.

4. Medicina dos espíritos: seus médicos cuidam e curam as enfermidades
mediante filtros e infusões que coagulam o espírito de determinadas
ervas e raízes, cuja própria substância foi anteriormente responsável
pela doença (similia similibus curantur). Acontece a mesma coisa
quando um juiz, tendo condenado um réu, se transforma posteriormente
na sua única salvação, já que só através de seu poder e de suas
palavras poderá obter novamente a liberdade. Os enfermos que padecem
dessas doenças podem se curar graças ao espírito dessas ervas,
conforme está escrito nos livros desta seita e da qual fizeram parte
grande quantidade de médicos famosos como Hipócrates e todos de sua
escola.

5. Medicina da Fé: aqui a fé é usada como arma de luta e de vitória
contra as doenças. Fé do doente em si mesmo, no médico, na disposição
favorável dos deuses e na piedade de Jesus Cristo. Acreditar na
verdade é causa suficiente para muitas curas. Neste assunto temos a
vida de Cristo e de seus discípulos como melhor exemplo. Paracelsus
considerava que existem cinco entidades, ou seja, causas ou coisas que
têm o poder de dirigir e regular o corpo. “... todos os males provêm
de cinco entidades ou princípios diferentes e não de uma só entidade
como costumam sustentar sem nenhum fundamento e completamente
errados.” Estas cinco entidades seriam: a entidade astral (mediada
pelos astros), a dos venenos, a natural, a dos espíritos e a de Deus.
Sobre a entidade de Deus, Paracelsus comenta: “A Quinta entidade que
pode nos afetar, não obstante as quatro nos sejam favoráveis e esta
esteja acima delas, é a entidade de Deus. Uma entidade que devemos
considerar com a maior atenção e antes de todas as outras, porque nela
está a razão de todas as enfermidades”. Paracelsus se refere ao
princípio que regula toda a vida e ao qual dá o nome de princípio M e
que deveria ser o principal fator a ser considerado pelo médico. “Este
“princípio” que faz viver o firmamento, que conserva e acalenta o ar e
sem o qual se dissolveria a atmosfera e morreriam os astros chamamos
de M. Com efeito, nada existe de mais importante e mais digno para ser
levado em consideração pelo médico. ...”. Acreditando na importância
do conhecimento destes fatores Paracelsus critica os médicos que
tentam reduzir todos os males ao desequilíbrio de uma única entidade.
“Dividir e falar de acordo com esta divisão, especializando-se segundo
o que cada um tenha aprendido, é perfeitamente lícito para esses
médicos incompletos e imperfeitos. O entista quiromântico baseia seus
princípios e suas teses no estudo do espírito. O fisiomântico o faz
segundo a natureza do homem. O teólogo o considera segundo o impulso
de Deus e o astrônomo pelas emanações dos astros. Eu digo que,
considerando-se isoladamente, todos eles são uns farsantes e que
somente são justos e verdadeiros quando reunidos num só. Quisemos com
tudo isso alertá-los para essa cômica ignorância que pretende conhecer
as cinco entidades através de uma só.”

Paracelsus fala sobre o espírito:

“O espírito é aquilo que geramos em nossas sensações e meditações, sem
matéria dentro do corpo vivo, sendo também diferente da alma que nasce
em nós no momento de morrer”.

“...O espírito pode sofrer, tolerar e suportar por si mesmo as mesmas
doenças que o corpo. Esta é a razão pela qual foi denominado entidade
espiritual.”

“... Os espíritos podem inflingir enfermidades aos corpos por dois
caminhos ou mecanismos diferentes. Um deles acontece quando dois
espíritos lutam e se ferem reciprocamente sem a vontade ou o
conhecimento dos homens, estimulados por sua inimizade mútua ou
influência de outras doenças. E isto deve ser levado a sério pelos
médicos. O outro mecanismo acontece quando, como consequência de
nossos pensamentos e meditações obrigamos a nossa vontade a consentir,
desejar e querer um transtorno ou uma pena qualquer para outro
indivíduo. Neste caso, essa vontade fixa, firme e intensa é que é a
“mãe”geradora do espírito."

Soprado pela Bruxa...1:38 da tarde
Deuses e Deusas do Panteão Brasileiro


AMANA-MANHA - Deusa-Mãe da Chuva e protetora das nascentes. Tem a forma de
uma rã e pode-se ouvi-la cantar quando chove. Mora na cabeceira do Rio Negro

AMAO - Espírito do Rio Negro. Ensinou os indígenas Camanaos o processo de
fazer beiju, farinha de mandioca, farinha de tapioca e várias outras coisas.

TXUNÔ - Deusa Caxinauá (Acre) com forma de andorinha. Leva os mortos para
junto de seus antepassados.
ANGOERA - Espírito dos Pampas (RS). Tem a forma de uma língua de fogo e
vagueia pelos pampas protegendo a vida slvestre.
ANHANGA - Deus da Caça no campo; protege os animais terrestres contra os
caçadores que querem abusar da caça, matando desnecessariamente. Pode
assumir formas diversas e, por isso, também tem vários nomes: Mira-nhanga =
espírito de humano; tatu-anhanga = espírito de tatú; suaçu-anhanga =
espírito de veado; tapira-anhanga = espírito de boi. Segundo os mitos tupis,
a visão de um anhanga é prenúncio de alguma desgraça para os caçadores; no
mínimo, um aviso de que estão exagerando e devem sair da mata. Também
protege as plantas, das quais os animais dependem.
ARAÇI - Deusa-Mãe do dia. Tem a forma de uma cigarra. Também chamada de
Aramanha ou Daridari.
ARU - Filho de Amana-Manha, também tem a forma de um sapo, que vive em
clareiras do mato e em roçados. Em noites de chuva, Aru transforma-se em um
rapaz e, pegando uma canoa, vai buscar sua Mãe na cabeceira do Rio Negro
para visitar as roças e fazer com que elas prosperem.
BIATATÁ - Deusa do Mar, com forma de uma cobra-de-fogo, aparece sobre a água
apenas de noite.
BOITATÁ - Deusa das águas doces, na forma de uma cobra-de-fogo. Vive nas
praias de mar e de rio. Protege os campos contra incêndios. Às vezes se
transforma num madeiro grosso em brasa (chamado méuan) para atacar aqueles
que põem fogo nos campos inutilmente.
BOIÚNA - Deus das Matas (AM), com a forma de uma grande cobra preta, de
olhos luminosos. Às vezes assumem a forma de um vapor para vagar sobre as
águas dos rios, lagos e igarapés.
CAAMANHA - Deusa-Mãe da Mata. Protetora dos vegetais e animais. Coloca
gravetos envenenados na cama ou rede dos lenhadores para que fiquem
entorpecidos e sejam comidos pelos animais.
CAAPORA - Espírito da Floresta, também chamado de Caipora ou Curupira. Tem
os pés virados para trás para que ninguém possa seguir seu rastro. Mora em
troncos de velhas árvores. Protetor da mata e dos animais. Tem cabelos
arrepiados e verdes, olhos em brasa e, às vezes, cavalga um caititu
(porco-do-mato) agitando um galho de japecanga. Tem o poder de ressuscitar
os animais mortos sem sua permissão, apavorando os caçadores.
CAPELOBO - Animal fantástico, com corpo humano, focinho de anta ou de
tamanduá e pé em forma de um fundo de garrafa.. Sai à noite para rondar os
acampamentos e barracões, com gritos.
CARUANAS - Espíritos das Águas, protetores da saúde dos que o invocam.
CARUARA - Duende amazônico, com forma de bicho-de-pau. Protege seus
invocadores contra feitiços, mau-olhado, quebranto e reumatismo... mas
também pode causar tudo isso, se aborrecido.
CAVALO DO RIO - Protetor do Rio São Francisco, persegue os pescadores
predatórios, afundando suas barcas. Quando anda pelas margens do rio,
ninguém o vê mas ouvem seus passos. Em noite de Lua Cheia, reflete sua luz,
tornando sua silueta mais visível (porém, só na forma de um vulto).
CEUCI - Deusa-Mãe das Estrelas, mãe virgem de Jurupari.
CHIBAMBA - Espírito das Bananeiras (ES), ronca como um porco e gosta de
dançar.
COARACI - Deus-Sol (Tupi, Nheengatu e Guarani), criador de todos os viventes
e deuses. É casado com Jaci, sua irmã, a Deusa-Lua.
COROACANGA - Espírito das Palmeiras. Tem a forma de uma bola de fogo azul
faiscante.
GANHAMBORA - Espírito das Matas, também conhecido como Pai-do-Mato, com
aparência semelhante ao Pã grego. É grande e peludo, com uma barbicha preta,
andando sempre acompanhado por um bando de queixadas. Normalmente está
enlameado. Sua urina é azul.
GUAJARA - duende dos manguezais (CE). Imita vozes de animais, ruídos de
caçador, pescador, colhedor de mel de abelhas, fingindo cortar árvores; às
vezes assume a forma de um pato para poder entrar nas casas e fazer suas
brincadeiras.
GUNOCÔ - Espírito Guardião das Florestas. Se torna visível uma vez por ano,
num bambuzal.
IARA - Senhora das Águas Doces.
IPUPIARA - Deusa das Águas e das Fontes, inimiga dos pescadores,
mariscadores e lavadeiras.
JACI - Deusa-Lua, irmã-esposa do Sol. Protetora da vida vegetal, é mãe de
todos os frutos. Tem duas formas: Iaci Omunhã (Lua Nova) e Iaci Icaua (Lua
Cheia).
JURUPARI - Senhor das Leis, é filho virginal de Ceuci. Não podia ser visto
por nenhuma mulher; aquela que o visse, morria.
KERPIMANHA - Deusa-Anciã, Senhora dos Sonhos, que desce do céu, pelo caminho
do Arco-Íris (durante o dia) ou pelos raios das estrelas (durante a noite) e
entra no coração das pessoas enquanto dormem e só sai de lá depois que elas
acordam. Assim, quando uma pessoa acorda, encontra em seu coração o recado
de Tupana, que a Velha deixou.
KILAINO - Duende dos bacaeris, variante do Caipora.
MANI - Espírito da Mandioca. Às vezes assume a forma de uma menina e passeia
pelas plantações. O termo mandioca significa Casa (oca) de Mani (man).
MAPINGUARI - Gênio em forma de homem, mas todo cabeludo. Seus grandes pêlos
o tornam invulnerável à bala, exceto na região do umbigo.
MARAJIGOANA - Espírito da Morte, aparece à pessoa anunciando sua morte.
MBAECÁIA - Espírito dos Caminhos, guia os viajantes que levam boas notícias.
Também conhecido como Macaxera.
MBOIA-AÇU - Espírito do Rio Solimões (AM), tem a forma de uma cobra gigante
com olhos de fogo.
MBUÁ - Deus da Caça, protetor dos filhotes e das fêmeas. Antes de começar
uma caçada, deve-se oferecer um beiju para Mbuá em troca do animal.
MOTUCU - Espírito da Floresta, variante do Curupira.
NIBETAD - Herói mitológico que vive nas Plêiades. Um dia desceu e casou-se
com uma mulher da tribo dos Cadiuéu; dessa união nasceram dois filhos:
Gawé-txéheg e Nõmileka, grandes pajés.
PORONOMINARE - Herói mitológico da Bacia do Rio Negro. O primeiro humano
criado, fundador das civilizações.
RUDÁ - Deus do Amor (Tupi), encarregado de promover a reprodução de todos os
seres vivos. Tem a aparência de um guerreiro e vive nas nuvens, com duas
ajudantes: Cairé (a Lua Cheia) e Catiti (a Lua Nova). Essas duas tinham a
missão de despertar saudades nos amantes ausentes.
TATÁ-MANHA - Deusa do Fogo
TUPÃ - Também chamado de TUPANA, é o Deus dos Raios e Trovões, mas às vezes
também é conhecido como Mãe do Trovão.
UAUIARÁ - Deus das Águas (AM), protetor dos peixes. Tem a forma de um boto e
às vezes, se transforma num lindo rapaz, no início das noites de Lua Cheia,
para seduzir as moças ribeirinhas. Tem que voltar para a água antes do
nascer do sol. Também pode assumir a forma de uma bela mulher, com os
cabelos até os joelhos, para atrair os rapazes. Às vezes assume a forma de
um cão robusto. Seu nome significa "o que chega de repente".
URUTAU - Deusa-Lua, às vezes assume a forma de uma ave noturna, cujo canto
melancólico e estranho, lembra uma gargalhada de dor.
XUNDARAUA - Espírito protetor do Peixe-Boi. Mata aqueles que pescam mais de
um peixe-boi.

ALAMOA - duende feminino da Ilha de Fernando de Noronha. Mora no Pico
(elevação rochosa quase inacessível) e vaga pelas suas redondezas,
observando tudo que acontece na ilha. Segundo o mito, às sextas-feiras a
pedra do Pico se fende e ela aparece na forma de uma forte luz ou um
fogo-fátuo. Protetora da vida silvestre, ela aparece para os pescadores
exagerados e os caçadores por esporte na forma de uma mulher linda e nua,
mas quando eles se aproximam, transforma-se em um esqueleto,
enlouquecendo-os.

É de crença popular brasileira, mas vindo de origens euro-africanas.

Soprado pela Bruxa...1:08 da tarde



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[MAIO]
[::] O nome do mês de Maio deriva da deusa grega Maya, considerada a mãe de Hermes.

[::] Nas culturas celtas o nome para o mês de Maio é Mai ou Maj. Nesse mês era costume vestir-se de verde para homenagear a Mãe Terra.

[ABRIL]
[::] O nome "Abril" homenageia a deusa grega Afrodite, do amor e da paixão. Era por essa razão que acreditava-se e ainda acredita-se que os amores nascidos em Abril são para sempre.

[::]Os espíritos da Natureza correspondentes ao mês de Abril são os Elfos, pequenos duendes que adoram dançcar ao som das flautas medievais. Dizem que ouvir esse tipo de música durante o mês de Abril atri os Elfos que invadem nosso sono proporcionando sonhos proféticos.
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[MARÇO]
[::]O nome "Março" deriva do Deus romano Marte, o Deus da Guerra. Equivalente ao Deus grego Ares, o celta Teutates, e Tyr, entre os nórdicos.

[::]Os antigos acreditavam que as chuvas e tempestades do mês de Março eram benéficas e mágicas e que traziam as bençãos dos céus. Por essa razão sempre recolhiam essas águas em potes e as utilizavam em seus encantamentos.

[::]Os espíritos guardiães do mês de Março são os silfos, os elementares do

ar responsáveis pelos ventos e tempestades. Dizem que quando chove muito

durante a noite éporque os silfos estão festejando. Por isso não é bom

reclamar do mau tempo de Março, mau tempo para nós, festa para eles.

[FEVEREIRO]
[::]O nome Fevereiro deriva, segundo algumas fontes, da Deusa romana Februa. Outra versão diz derivar do Deus Februs, correspondente a Hades e Platao.

[::]Os espíritos guardiães correspondentes ao mês de Fevereiro sao as Fadas Caseiras, aquelas que vivem nos vasos de plantas das nossas casas. Por essa razao e costume durante este mes enfeitar os vasos com laços vermelhos. Dizem que isso deixa as fadas tao felizes que trazem muita alegria e sorte para o lar.

[::]Fevereiro é o mês da purificação. Por esta razão, no último dia deste mês coloque em cada uma das janelas de sua casa uma cabeça de alho. Essa antiga pratica tem o poder de proteger nossos lares durante os proximos meses do ano.


[JANEIRO]
[::]As antigas tradições diziam que as condições climáticas dos 12 primeiros dias de janeiro indicarão o clima nos proximos 12 meses solares, cada dia correspondendo a um mês do ano.

[::]A palavra "Janeiro" deriva do Deus Janus, que segundo a mitologia romana tinha dias faces, cada uma representado os términos e os começos, passado e futuro.

[::]Os BROWNIES, os espiritos guardiães do mês de Janeiro, são pequenos cozinheiros do mundo mágico, e que nesse mês sempre apareciam nas cozinhas escocesas atraídos por bolo de chocolate com nozes e mel. Foi por causa destes seres que o bolo "brownie" foi batizado com esse nome.